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Tragédia em Monte Aprazível
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São José do Rio Preto, 18 de Março, 2010 - 3:04
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Rapaz que matou pai tentou estrangular avô
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Rubens Cardia
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Delegado Galavotti: irmã confirmou que o acusado é esquizofrênico
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Gustavo Luís Pereira da Silva, 28 anos, acusado de matar o pai, o engenheiro agrônomo Benedito Luís Pereira da Silva Filho, 61, com um corte de faca no pescoço, no último domingo, em Monte Aprazível, também havia tentado estrangular o avô há cinco anos. A informação foi dada à polícia pela irmã do acusado, em depoimento ao delegado Eder Galavotti. O rapaz foi transferido ontem de manhã para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto.
Segundo o delegado, a irmã confirmou que o acusado é esquizofrênico e apresentou laudos de uma clínica particular que atestam a doença. “Ela contou que ele tinha um comportamento agressivo e que na época que tentou estrangular o avô precisou ser contido por familiares.” No dia em que matou o pai, após ser preso em flagrante pela Polícia Militar, Silva disse em depoimento que também pretendia matar a mãe, a professora Maria Lúcia Alves de Lima, 48. Ele só não consumou o fato porque o segurança particular da família acordou na manhã de domingo com os latidos do cachorro.
Galavotti também foi informado pela irmã de Silva que ele era usuário de drogas. “Desde os 14 anos os familiares perceberam que ele tinha um comportamento estranho e usava maconha.” Para a reportagem, na tarde da última segunda-feira, a mãe e a irmã negaram que ele usava entorpecentes.
Exames
O delegado disse que em razão do tempo para conclusão do inquérito - 30 dias - não deverá pedir exame de sanidade mental para Silva. “A Justiça poderá fazê-lo quando o inquérito for relatado.” De acordo com o delegado, durante o período em que o acusado ficou preso na carceragem de Monte Aprazível, o jovem estava bastante agitado e foi colocado em uma cela separada. A Secretaria de Adminstração Penitenciária (SAP) não informou se Silva está preso em uma cela isolado.
Atritos
A irmã ainda contou ao delegado que Silva tinha oscilações de comportamento e que “de uma hora para outra” entrava em atrito com o pai. Segundo ela, as brigas eram relacionadas ao fato de o irmão não aceitar as internações. Ele já havia fugido por diversas vezes das clínicas em que passou por tratamento, disse a irmã.
Morte
Silva é acusado de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e à traição. Segundo a Polícia Civil, no dia do crime ele aproveitou que a mãe e o segurança particular da família dormiam e matou o pai pelas costas. O engenheiro usava o computador no escritório quando o filho chegou por trás, puxou a cabeça dele pelos cabelos e lhe cortou o pescoço com uma faca de cozinha. O segurança da família encontrou a vítima caída no chão da sala, após se rastejar por alguns metros. A faca usada no crime estava em cima do sofá.
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