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Trânsito
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São José do Rio Preto, 13 de Março, 2010 - 3:02
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Área azul fica sem fiscalização no almoço
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Edvaldo Santos
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Veículos estacionados na área central de Rio Preto sem cartões da Área Azul: no horário de almoço, agentes somem do local
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Basta percorrer, no horário de almoço, algumas ruas que pertencem à Área Azul de Rio Preto para verificar que as regras não são cumpridas. Motoristas aproveitam a ausência das agentes e criam as próprias leis. A reportagem do Diário percorreu 20 quarteirões na região central e no bairro Redentora na última quarta-feira e encontrou irregularidades em 120 veículos. Desses, cerca de 70 estavam sem o talão que indica o horário em que o veículo pode permanecer na vaga.
A Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb), responsável pelo gerenciamento do setor, admite o problema. O órgão afirma que está em busca de soluções para melhorar o atendimento nesse horário. “Temos que fazer um estudo detalhado para verificar onde existe demanda nesse período e quantos funcionários seriam precisos para suprir essa carência”, afirma o diretor administrativo da Emurb, Lizst Abdala Martingo . “Estamos avaliando profundamente essa questão, queremos achar um equilíbrio”.
Os agentes da Área Azul saem para almoçar por volta das 11h45 e retornam aos postos a partir das 13h. Em apenas três quarteirões da rua Voluntários de São Paulo, no período entre 12h10 e 12h30, a reportagem flagrou 18 carros sem talão. “Isso é sempre assim. Toda vez que você precisa não encontra a funcionária para comprar o talão. Acho que elas deveriam fazer um rodízio no horário de almoço”, afirma a dona de casa Neusa Alves Cazarin, 56 anos.
Em apenas um quarteirão da General Glicério, entre as ruas Prudente de Moraes e Tiradentes, outros sete veículos estavam estacionados sem cartão. Na mesma rua, foram encontrados automóveis com dois cartões e com o talão sem preencher. “Carros com dois cartões têm que ser autuados”, afirma Martingo. “É muito difícil encontrar as agentes. Tem horas que a gente acaba deixando o carro sem talão mesmo e correndo risco de levar uma multa”, afirma o administrador de empresa, Junior de Mello, 58 anos.
Para o professor da área de transporte do Departamento de Engenharia Civil da Unesp de Guarantinguetá, José Bento Ferreira, se a Área Azul não está cumprindo a sua função principal, a regulamentação de trânsito, algo está errado. “O órgão gestor tem que analisar a situação e verificar o que precisa ser feito para melhorar o serviço. Com essas irregularidades existem mais perdas do que ganhos”, afirma.
A Emurb pretende realizar um estudo para identificar o potencial de tráfego em cada setor da cidade e, dessa maneira, melhorar a distribuição dos funcionários. “Com esse estudo em mãos, iremos definir a demanda exata de cada setor. Estamos trabalhando para corrigir as falhas”, afirma o diretor administrativo da Emurb. Outra medida em estudo é ampliar o número de pontos credenciados e intensificar a divulgação desses locais que vendem os talões. Atualmente existem 76 pontos de venda.
Redentora
Em ruas do bairro Redentora alguns motoristas sem cartões deixaram bilhetes no carro indicando o endereço em que estavam para que a funcionária da Área Azul pudesse fazer a cobrança. “Como aqui existem muitas clínicas médicas, às vezes as pessoas estão com pressa e deixam o recado. Nós vamos até o local, vendemos o talão e o colocamos no carro”, afirma uma agente. A Emurb não considera um problema a colocação de bilhetes. “É uma honestidade por parte do motorista, mas para isso tem que haver uma boa vontade por parte das funcionárias”, afirma Martingo.
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PM aplica 200 multas por mês
Duzentas multas são aplicadas por mês pela Polícia Militar de Rio Preto devido as irregularidades na Área Azul. Os policiais agem depois que agentes sinalizam as faltas por meio de auto de infração. Só então o policiamento é acionado. “Na maioria das vezes elas (as agentes) nos acionam, mas isso não é obrigatório. Se os policiais estiverem em ronda pelo local e flagrarem infrações também podem multar”, afirma o capitão Marcelo de Oliveira Burgati, relações públicas do Comando de Policiamento do Interior (CPI - 5). Considerada infração leve, o motorista perde três pontos na carteira e desembolsa R$53,20. “Esse tipo de infração cabe remoção do veículo”, disse.
Ampliação
A Área Azul vai ganhar mais 1.536 vagas na cidade, divididas entre os bairros Santa Cruz e Boa Vista, incluindo as avenidas Bady Bassitt, Alberto Andaló e da Saudade. A ampliação será gradativa e deve durar até 2012. “A nossa expectativa é que em até 60 dias estejamos com todas as questões de infra-estrutura como colocação de postes, sinalização nas ruas e até o processo seletivo concluídos. Após isso, iremos definir a data para o início das atividades”, afirma o diretor administrativo da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb), Lizst Abdala Martingo. A proposta do prefeito Valdomiro Lopes foi aprovada pela Câmara Municipal no final do ano passado.
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COMENTÁRIOS
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mariana salloume vieira
postado em
13/03/2010
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Eu acho é bom que os funcionários da zona azul nao fique na rua no horário do almoço.Uma porque essa zona azul é uma bagunça, nao se encontra com facilidade um funcionário, a nao ser na horar em que eles colocam o papel amarelo ou ligam desesperados para policiais amigos deles, para que venham multar e outra porque o prefeito abusou em colocar zona azul na marginal.Eu trabalho em uma empresa que se localiza na marginal e tenho que ficar colocando cartão o dia todo.Isso é um abuso, absurdo!As pessoas deveriam achar bom que eles nao estejam nas ruas, pelo menos no horario do almoço, pois assim a população economiza.
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Christian Marouelli Restivo
postado em
13/03/2010
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É unânime a opinião de que é extremamente difícil encontrar um (a) agente da Área Azul quando precisamos comprar um cartão, e isso não ocorre apenas no horário de almoço, mas sim em qualquer hora do dia. Quando vemos um funcionário, literalmente temos que correr atrás pra poder comprar o cartão. Uma vez questionei uma agente por que era tão difícl encontrar um deles, e ela simplesmente me respondeu que eu deveria comprar o talão inteiro ou procurar um posto de venda. Achei um absurdo essa resposta, pois não sou obrigado a comprar o talão todo e nem ficar procurando posto de venda ou mesmo o funcionário, que teoricamente deveria estar próximo para atender quem precisa do cartão. Dia desses consegui fotografar uma "reuniãozinha" de agentes da Área Azul...eram 6 funcionárias conversando e rindo, enquanto o usuário fica com cara de bobo. Por que então não implantar o sistema de parquímetros, tema que já foi cogitado em Rio Preto alguns anos atrás? Esse sistema atual simplesmente não funciona...
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celia regina a oliveira
postado em
13/03/2010
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acho oportuna esta matéria porque não é de hoje que em horário de almoço não encontramos os "agentes" da zona azul. e não é só isso as vezes temos que esperar terminar bate papo, por vezes quando estacionamos temos que ir até onde os agentes estão porque na maioria das vezes se a distancia é um pouco longa simplesmente viram as costas e fazem de conta que não nos viram estacionar e logo depois aparece o aviso de multa. algumas são educadadas e outras não quando nos recusamos a comprar um talão inteiro. não estamos pedindo favor ao comprar o talão e também somos nós através de impostos(e são muitos) que eles recebem seus salários. e aproveitando gostaria de sugerir ao diário que fizessem um matéria sobre o flanelinhas... ninguém merece ser abordado por eles e as vezes até ameaçados principalmente se for mulher e não estiver acompanhada.
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