A Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo determinou anteontem a interdição da cadeia feminina de Tanabi. Em 60 dias a unidade prisional deverá ser desativada, e as cerca de 70 presas transferidas para outras cidades. O pedido foi feito há dois anos pelo Ministério Público da cidade, que apontou irregularidades no prédio, como infiltração e péssimas condições de segurança.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública não informou para onde as presas serão transferidas. A cadeia, que tem capacidade para 30 detentas, está superlotada. De acordo com o delegado Airton da Silva Rego, responsável pelos assuntos prisionais da Seccional de Rio Preto, desde anteontem nenhuma detenta feminina poderá mais entrar na cadeia de Tanabi.
A promotora Flávia Cristina Merlini Seneviva disse que a atual situação da cadeia coloca em risco a vida da população, já que o local está instalado dentro da cidade. Para ela, também são necessárias melhores condições para que as presas fiquem com os filhos.