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Acidente
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São José do Rio Preto, 5 de Março, 2010 - 3:04
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Peça de 3 toneladas cai e mata funcionário
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Thomaz Vita Neto/Álbum de família
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Fachada da Protendit, onde Lucas Henrique Padovan (detalhe) sofreu acidente na manhã de ontem e morreu
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O auxiliar de serviços gerais Lucas Henrique Padovan, 24 anos, morreu na manhã de ontem após ser atingido por uma peça de concreto pesando aproximadamente três toneladas. O rapaz trabalhava há cerca de um ano e meio na empresa Protendit Pré-Moldados, no Distrito Industrial, zona oeste de Rio Preto. A Polícia Civil vai investigar o caso, e o Ministério do Trabalho fará hoje uma auditoria da empresa para tentar identificar os fatores que causaram o acidente.
Em abril de 2003, o também auxiliar de serviços gerais Marcelo Henrique Rocha morreu esmagado depois que uma viga de concreto de 800 quilos caiu sobre ele. Esse havia sido o primeiro acidente com morte na empresa. De acordo com Nivaldo Luiz, gerente da Protendit, o funcionário operava uma máquina usada para movimentar vigas de concreto. Ele estava em um dos galpões e retirava as peças do forno e as colocava em um local seguro.
“Durante a operação, ele acionou a máquina para a esquerda e acabou atingindo uma peça de concreto que estava em pé, atrás dele. Ele não viu. Não teve culpa, mas essa peça caiu sobre ele”, contou. O Corpo de Bombeiros foi acionado, e o resgate do Samu prestou os primeiros socorros na empresa, mas, quando era transferido para o Pronto-Socorro Central, ele não resistiu e morreu. “Só temos a lamentar. Ele era um bom funcionário, usava os equipamentos de segurança e era habilitado para operar a máquina. O que ocorreu foi uma fatalidade”, disse o gerente. Ele afirmou que, na Protendit, são frequentes os acidentes em que funcionários perdem dedos das mãos, por se tratar de uma atividade de risco.O caso foi encaminhado para o 2º Distrito Policial, que abriu inquérito para investigar de quem é a responsabilidade pela morte do funcionário.
Tristeza
Padovan morava em Nova Aliança e era casado. Ele deixou os pais e uma irmã de 18 anos. Há menos de dois anos, seu irmão gêmeo morreu em um acidente de trânsito. “Já estávamos de luto desde antes, agora estamos sem chão. Não dá para acreditar que isso aconteceu. Um menino tão novo, que morreu trabalhando”, disse a avó paterna, Iolanda de Souza Padovan.
O primo do auxiliar de serviços gerais, Rafael Augusto Fagliari, 25 anos, comentou que a família está em estado de choque e não consegue acreditar na tragédia. “É pedir para Deus nos iluminar, mais nada.” Segundo o gerente da Protendit, a empresa dará todo auxílio necessário aos familiares. “Vamos arcar com as despesas do funeral, e a família vai receber um seguro que deve chegar a R$ 60 mil.”
Fiscalização
Nelson Ioca, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário (Siticon), disse que o Ministério do Trabalho foi acionado logo após o acidente. “Foi muito sério o que aconteceu. Essa morte não pode ficar impune. Se a família decidir processar a empresa, vamos dar total apoio.”
O auditor fiscal do trabalho Fernando Sérgio Fabreti disse que a empresa será visitada hoje. “Nossa intenção não é descobrir quem é o culpado, mas saber o que pode ter provocado o acidente com o objetivo de evitar que haja outras vítimas.” Segundo ele, o relatório da auditoria feita na Protendit deve ser concluído em 30 dias.
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