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Creches
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São José do Rio Preto, 2 de Março, 2010 - 3:03
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Sobe para 18 número de crianças agredidas
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Ferdinando Ramos
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De acordo com a delegada Dálice Aparecida Ceron, cinco novas vítimas foram identificada
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Duas mães e uma tia de três alunos da creche Caminho do Futuro, no Jardim Itapema, zona norte de Rio Preto, prestaram depoimento ontem de manhã na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e relataram que as crianças sofreram possíveis maus-tratos e constrangimentos na escola. Com isso, subiu para 18 o número de vítimas. As acusadas de agressões físicas e psicológicas devem ser ouvidas nesta semana. Os depoimentos começaram às 9h. De acordo com a delegada Dálice Aparecida Ceron, cinco novas vítimas foram identificadas depois que quatro funcionárias da creche prestaram depoimento.
As mães e a tia ouvidas ontem são de crianças que não aparecem nas filmagens do circuito de segurança que a direção instalou em novembro do ano passado. As imagens flagraram 13 menores sendo chacoalhados brutalmente, empurrados e obrigados a se agredirem mutuamente por três professoras. A cabeleireira Claudenira Aparecida de Paula Faria, 28 anos, contou que em dezembro do ano passado a filha comentou que havia sido agredida na creche, mas não acreditou. “Ela pegava a boneca, puxava o cabelo dos dois lados e colocava de castigo e falava que era desse jeito que a ‘tia’ fazia com ela. Só que eu pensei que fosse brincadeira.”
Na época, a mãe percebeu que a filha ficou mais agressiva dentro de casa, mas só foi acreditar nos maus-tratos depois da divulgação do caso pela imprensa. “A minha filha não apareceu nas imagens, mas fiquei sabendo que ela havia sido agredida porque as funcionárias contaram para a delegada. Ela chorava muito e não queria mais ir para a escola. Agora, com a mudança de professoras, ela está mais calma e tranquila.”
A dona de casa Nadir Teixeira é tia de um menino de três anos que também foi agredido por uma das professoras. Segundo ela, o sobrinho sempre comentava que a “tia” o colocava de castigo, mas só suspeitou dos maus-tratos depois que a criança voltou da creche várias vezes com as fezes enrolada na roupa. “Isso era uma forma de constranger a criança. Ele não contava que a ‘tia’ batia, mas ele vinha com hematomas, mas jamais passava pela cabeça que fosse algo assim.”
Uma das mães que não quis se identificar confirmou que o filho de três anos voltava da creche com assaduras e suspeita que ele era obrigado a ficar de castigo em cima das fezes. Ela relatou que nunca havia desconfiado das agressões porque a criança não apresentava ferimentos. Nadir e Claudenira, agora, esperam que as cinco professoras sejam punidas pelos crimes que praticaram.
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