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Cidades
 
Solidária para cachorro
São José do Rio Preto, 28 de Fevereiro, 2010 - 3:04
ONG que cuida de 150 animais procura um novo endereço

Helen Ventura

Edvaldo Santos
Silvana Carvalho, da ONG Grupo Patas, com alguns dos animais que recebem cuidados: contrato de aluguel vence em novembro
A organização não-governamental (ONG) Grupo Patas corre o risco de perder o abrigo para cachorros existente em Rio Preto há seis anos. O abrigo, que fica em uma chácara próximo à saída para o distrito de Engenheiro Schmitt, é o único na cidade e cuida de 150 cachorros, a maioria deles vira-lata. O contrato de aluguel da chácara vence em novembro deste ano, quando a área será destinada a construção de condomínios. Silvana Carvalho, responsável pelo local, não sabe para onde levar os animais. Os cachorros recebem os cuidados dela e de outras duas pessoas.

“Não sei o que fazer. Eles são a minha vida. Peço que as pessoas me ajudem a encontrar um novo terreno para eles. O apoio do poder público com a doação de um espaço seria fundamental para a continuidade do meu trabalho.” Tudo começou com Maria Bethânia, uma cadela encontrada em um buraco próximo a um rio, no Dom Lafayete. Ela estava com cinco filhotes e abandonada. “Eu estava com uma depressão muito forte e ela foi a minha salvação. Encontrei a minha razão de viver.”

Depois de Maria Bethânia, começaram a chegar os outros. O primeiro abrigo montado por Silvana ficava em uma edícula, no Jardim Marajó. Quando o número saltou de 20 para 70 animais ela percebeu que precisaria aumentar o espaço. Foi quando conseguiu alugar a chácara onde vivem hoje os cachorros, uma área de cinco mil metros quadrados. Silvana garante que sabe o nome dos 150 cães e a personalidade de cada um deles. Alguns recebem nomes de cantores famosos da MPB, como é o caso de Maria Bethânia, Tom e Jobim.

Segundo a ativista, os gastos mensais com ração, remédios, veterinário e castração chegam a R$ 5 mil. “Só de ração são mil quilos por mês, uma média de R$ 2 mil.” Para manter o abrigo, Silvana conta com doações de outras ONGs do município, como a Associação Rio-pretense de Proteção aos Animais (Arpa) e a Proambi, além de voluntários.

Apesar de ajudar com doações de vacinas, a Arpa não acredita que o abrigo seja a melhor solução para o abandono de cães. “Considero o trabalho da Silvana louvável. Não desmereço. Mas, por melhor que seja a intenção, seria ideal que ela tivesse instalações adequadas para os cachorros, com mais infraestrutura. A solução é, sem dúvida, a castração dos animais e a educação da sociedade. Nada de animais amontoados”, diz Yone Cocenzo, membro da associação.

Edvaldo Santos
Silvana com a cadela Maria Bethânia: força em momento difícil
Denúncias

Os bichos chegam até o abrigo por meio de denúncias de abandono e maus-tratos. Silvana diz que chega a receber 30 ligações diárias. A moradia dos animais é improvisada e eles são divididos por alas entre aqueles que precisam de mais ou menos cuidados. Todas as fêmeas que chegam ao local são castradas.

“Quando trago eles ao abrigo, a primeira coisa é passar por uma avaliação do veterinário. Depois recebem vacinas que combatem dez tipos de vermes, cinomose e parvovirose.” O objetivo de Silvana, após cuidar e tratar de cada cachorro. é que eles sejam adotados. A organização possui perfil na página de relacionamentos Orkut. Para encontrar, basta pesquisar por “Grupo Patas”.

Mal necessário

Silvana confessa que não considera a chácara o ambiente o mais adequado para tratar os cachorros. Porém, segundo ela, é um mal necessário. A ativista lembra que já foi alvo de reclamações de vizinhos, que moravam em uma chácara ao lado, mas se mudaram há algum tempo. “Já veio polícia, Vigilância Sanitária, Zoonoses. Todos já estiveram na chácara. Mas vou fazer o quê? Soltá-los nas ruas? Entregar à Zoonoses para que sejam sacrificados?

Nem eles têm condições de aceitar tantos animais assim”, diz a ativista. “Se houvesse castração, não seriam tantos os animais nas ruas.” A dona de casa Cláudia Godoy, 35 anos, concorda com Silvana. Ela afirma que no bairro Nato Vetorazzo, há dezenas de cachorros de rua. “Infelizmente, desde 2008, está proibido recolher animais de rua. A construção de mais abrigos seria o ideal. A adoção consciente e a castração também são importantes.”

Irregular

A Vigilância Sanitária afirma que o abrigo do Grupo Patas é irregular. O órgão autuou Silvana e a orientou a obter autorização junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária para manter o abrigo, que mais animais que a capacidade.
No município existe lei que limita o número de animais por residência. O máximo é de dez animais: cinco gatos adultos e cinco cachorros adultos. Em 2009, o Centro de Controle de Zoonoses de Rio Preto recebeu 2.341 cães abandonados. Pouco mais de mil conseguiram ser adotados. No mesmo período, mais de 4,5 mil tiveram de ser sacrificados por motivos de doença.

Edvaldo Santos
Vitório, apesar de ter ficado limitado por causa de atropelamento, se diverte com os outros cachorros: dona descarta sacrifício porque diz que o bicho sente alegria de viver
Vitório, um cão paralítico

Um dos mimos do abrigo, depois de Maria Bethânia, é Vitório. Ele foi deixado no portão, há cerca de nove meses, depois de ser atropelado. Vitório recebeu todos os cuidados, mas ficou paralítico. “Sacrificar? De jeito nenhum. É só olhar nos olhos dele e ver como ele sente alegria em viver. Ele se arrasta pelo chão, mas nem por isso deixa de brincar com os amigos”, diz Silvana Carvalho, responsável pelo Grupo Patas.

O cachorro recebe atenção redobrada, principalmente porque não percebe quando faz as necessidades fisiológicas. As patas traseiras de Vitório são protegidas por ataduras, para que ele não se machuque enquanto se arrasta pelo chão. Sorriso, outro cão bastante mimado, chegou ao abrigo há pouco mais de uma semana. Foi encontrado por Silvana na rua, no Jardim Nunes. Talvez por levar muitos chutes, Sorriso já não tem mais dentes na boca, e a língua dele fica para fora. “Não costumo pegar os animais na rua porque são muitos, preciso me controlar. Mas quando o vi, não aguentei. Ele precisava da minha ajuda.”

 
     
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