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Violência
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São José do Rio Preto, 25 de Fevereiro, 2010 - 3:04
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Garota espancada diz que nasceu novamente
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Rubens Cardia
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Thamiris Barbosa em entrevista na noite de ontem: ‘ele tentou me estrangular, quebrar meu pescoço’
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Thamiris Barbosa, 19 anos, não tem dúvida: nasceu de novo no dia 18 de fevereiro de 2010, quando foi espancada e atropelada pelo ex-namorado Jamil Ribeiro Junior, 22, com quem havia se relacionado durante um ano e oito meses. Ele foi preso em flagrante. Ela ainda se recupera do trauma e, ontem, prestou depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Chegou ao local na companhia dos pais, com o braço e a perna direita imobilizados. Na sexta-feira, ela passou por cirurgia para reconstrução do cotovelo.
Ao fim do depoimento, que durou quase três horas, a auxiliar administrativa conversou com o Diário numa sala da DDM. Com vários hematomas pelo corpo, ela disse que se recupera bem e surpreendeu quem acompanhou sua história de perto. Embora tenha rosto de menina, falou com firmeza e contou com detalhes como lutou a cada instante pela própria vida contra o agressor, e, sozinha, venceu.
No dia do crime, o ex-namorado a procurou com a promessa de que lhe daria um presente e pediu o que seria para ele o último encontro. Ele a buscou na saída do trabalho e a levou para um local conhecido do casal: uma estrada de terra perto do clube de campo do Clube Palestra. Lá, virou inimigo e, em vez do presente, tirou uma barra de ferro do porta-malas, golpeou Thamiris na cabeça e, a partir daí, deu início a uma série de agressões. “Ele tentou me estrangular, tentou quebrar meu pescoço, puxar o pescoço para um lado e o corpo para o outro, tentou bater meu rosto contra um toco de árvore. Lutei para me salvar. Ele até tentou me bater de outras formas e depois me jogou no rio”, recorda.
A emoção vem quando é questionada sobre o sentimento em relação ao ex-namorado após o ataque. “Acho que se Deus me tirou de lá, deve ter também um caminho para ele. Se eu tive a minha história, eu tive o meu fim feliz. Ele deve ter o dele. Se é feliz ou não, eu não sei. Prefiro não saber.”
Para os pais de Thamiris, Moacir e Vera, o sentimento é de indignação, não apenas com o ato cometido por Ribeiro Junior, mas pelo fato de ninguém ter prestado socorro à filha. Depois de machucada, ela ficou escondida dentro de um lago e foi socorrida depois que o ex-namorado fugiu com a mãe de carro. Ela começou a gritar pela irmã e o pai do ex-namorado, que tinham ido ao local após receber uma ligação de Ribeiro Junior pedindo ajuda. Leia a seguir a entrevista comThamiris.
Diário - Você que terminou com ele?
Thamiris - Sim, há três semanas. Ele continuou me procurando para tentar reatar.
Diário - E nesse dia, como foi?
Thamiris - Ele me ligou na hora do almoço dizendo que queria me encontrar pela última vez. Que seria realmente a última. Ele me pegou ao lado do meu serviço e a gente foi até esse local para conversar. Em nenhum momento ele falou exato o que era.
Diário - No local ele disse o quê?
Thamiris - Ele disse que era a última vez que a gente se via, que era pra gente se dar o último abraço, o último tudo, né. Que a gente iria se ver pela última vez e que ele estava indo embora. Então foi assim, realmente como se fosse uma despedida.
Diário- Ele não demonstrou nada estranho?
Thamiris - Nenhum tipo de agressão. Foi carinhoso, me abraçou, em nenhum momento eu percebi que ele fosse fazer isso. Como no telefonema ele já tinha me dito que tinha me comprado um presente e queria me entregar, aí ele pediu para que eu descesse do carro que esse presente ele só poderia entregar fora do carro. Aí eu desci e ele pediu pra eu ficar de costas e com os olhos fechados. Foi a hora que ele tirou a barra de ferro do porta-malas do carro e começou a me agredir.
Diário - Onde ele acertou primeiro?
Thamiris - Na cabeça. A primeira vez que eu caí no lago, que ele me empurrou, ele me empurrou e sentou na beira do lago. Eu realmente estranhei, mas eu lembrei que ele não sabia nadar. Então eu vi uma pessoa e saí do lago para pedir ajuda. A pessoa não parou e fooi a hora que ele me atropelou. Aí eu voltei pro rio e me joguei, porque eu sabia que lá eu estava protegida.
Diário - Você ficou consciente o tempo todo?
Thamiris - Sim. Ele tentou me estrangular, tentou quebrar meu pescoço, puxar o pescoço para umlado e o corpo pro outro. Ele tentou bater meu rosto contra um toco de árvore. Lutei para me salvar. Ele até tentou me bater de outras formas. Eu vi que ele tentaria me atropelar de novo com o carro. Logicamente que com ele eu até consegui lutar, agora com o carro eu não teria muita chance. Ele me atropelou e eu fiquei presa entre a cerca e o carro. Eu dei um pulo então pegou só a minha perna, e a hora que ele deu ré e veio para me atropelar novamente eu pulei no rio, foi quando enroscou o carro dele no rio. Ele me pediu até para que eu o ajudasse a tirar o carro, porque dizia que ele ia ser preso. Nesse instante ele via que eu estava viva. Mas como eu estava sem apoio no fundo do rio, eu afundava certas vezes, e eu vi uma raiz de árvore nadei e dei uma mergulhada para me agarrar e nessa hora ele já não me viu mais. A partir daí ele achou que eu já tinha morrido, porque aí eu me escondi num recuo que tinha. Eu fui até ali para me segurar, porque estava muito fundo, mas ali eu vi que ele não conseguia me ver da estrada, e foi ali que eu fiquei até ele ir embora.
Diário - Você viu tudo?
Thamiris - De onde eu estava só ouvia, ouvia ele ligando para os pais, pedindo socorro, dizendo que tinha passado mal. Uma das vezes ele dizia que ele havia mematado que era para ir buscá-lo, que ele não tinha como sair.
Diário - Vocês costumavam ir nesse lugar sempre?
Thamiris - Fomos uma vez quando brigamos e a casa dele é próxima ao local.
Diário - Ele era ciumento?
Thamiris - Era bastante ciumento, um pouco nervoso, mas nunca mostrou agressividade. O namoro estava bem desgastado, nós tínhamos muitas brigas, e pra mim era o ponto final, fui em consideração a ele. Eu não queria mais ter contato. No dia 17 tinha tomado a decisão de que não ia mais falar com ele. Como ele me pediu esse encontro e devido a nunca ter tido problema, acabei indo.
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COMENTÁRIOS
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sonia renata guedes
postado em
25/02/2010
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acho que enquanto não se cumprir a lei com rigor não vai acabar estas agreçoes a mulheres,as policias e degacia dão muito pouca importancia quando uma vitima destes marginaais vao la registrar o boletim as vezes ate debocham , vamos acordar, o que mais precisa acontecer ,um doido detes colocar uma bomba em um lugar que so tem mulheres, e acho que nem assim a justiça agiliza.
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CLAUDIO LUIZ TEIXEIRA BRANCO
postado em
25/02/2010
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PRA ESSE PSICOPATA SÓ UMA COISA VAI AJUDA-LO CADEIA PRA ELE E PRA MÃE E PRO PAI TAMBÉM,OS PAIS SE FOSSEM PESSOAS DIGNAS TERIAM SIDO OS PRIMEIROS A AVISAR A POLICIA E NÃO DADO COBERTURA PRA ELE FUGIR.
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