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São José do Rio Preto, 21 de Abril, 2011 - 1:27
Soterramento de obra em Bady mata um e deixa outro ferido

Núcleo multimídia

Thomaz Vita Neto / Reprodução
Máquina fecha buraco onde ocorreu o soterramento, perto do trevo na BR-153; pedreiro Roberto Orlando da Costa foi retirado pelos bombeiros já sem os sinais vitais
Uma pessoa morreu e outra ficou ferida após soterramento de uma obra na cidade de Bady Bassitt, ontem à tarde. O pedreiro Roberto Orlando da Costa, 49 anos, foi retirado pelo Corpo de Bombeiros já sem os sinais vitais. Nelson Pires do Prado, 50 anos, estava consciente e apresentava ferimentos na costela.

Ele permanece internado no Hospital de Base de Rio Preto, onde passou por exames de raio-X e tomografia. De acordo com a assessoria do hospital, o homem está consciente e permaneceria internado para passar por uma avaliação neurológica. O soterramento foi por volta das 14h em obra de captação de esgoto em uma via pública do Distrito Industrial 2, localizado próximo ao trevo na BR-153.

O buraco em que os pedreiros trabalhavam para fazer a troca de uma tubulação de água, de acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Silvano de Ambrósio, tinha pelo menos três metros de profundidade. Os dois não utilizavam equipamentos de segurança. De acordo com testemunhas, no momento do acidente a máquina escavava, enquanto os pedreiros trabalhavam dentro do buraco.

O peso do veículo teria feito com que o solo cedesse e a terra já retirada voltasse para o buraco, causando o soterramento. O vendedor Marcos Fernandes de Souza, 40 anos, que estava em uma marcenaria vizinha ao local disse que dez pessoas ajudaram no resgate enquanto os bombeiros não chegavam. Eles escutaram o motorista da máquina gritando por socorro e foram ajudar.

Com pás e com as mãos começaram a tirar a terra. Souza relata que a equipe de socorro improvisada conseguiu conversar com Prado e o ajudou a respirar. “Para um deles ficou uma fresta e nós colocamos uma mangueira de máquina de lavar para que pudesse respirar”, diz. O Corpo de Bombeiros chegou ao local 25 minutos após o acidente. O resgate durou cerca de 1h10.

“Eles ficaram totalmente soterrados, por isso a ação teve de ser cautelosa para não atingir nenhum dos dois”, afirma o tenente Ambrósio. “Era um cenário que podia surpreender e desmoronar.” Costa foi retirado com parada cardiorrespiratória e Prado apresentava fratura nas costelas. Os dois foram levados ao Hospital de Base.

Na versão do motorista da Prefeitura, Marcelo Meireles, 35 anos, os operários estavam dentro do buraco, mas a escavadeira não estava próxima aos dois no momento do acidente. “A máquina estava a uns 10 metros de distância e eu fui com ela até lá depois que eles estavam soterrados”, afirma. Abatido, Meireles alega que o solo cedeu com o peso da terra retirada há pouco tempo.

Assim que liberados pela perícia, funcionários da Prefeitura fecharam o buraco para evitar outros acidentes. A obra foi interrompida por tempo indeterminado. A lavanderia disse que arcará com as despesas do funeral de Costa e se dispôs a ajudar nos cuidados médicos de Prado. O delegado de Bady Bassitt, Ericson Salles Abufares, afirma que vai instaurar um inquérito para apurar as causas do acidente e verificar se houve algum responsável. “A perícia já foi pedida e os envolvidos devem começar a ser ouvidos na segunda-feira”, diz.

A obra

O serviço foi contratado pela lavanderia Maximum, que inicialmente tinha pedido à Prefeitura de Bady para que fizesse a troca da tubulação. De acordo com o advogado da lavanderia, Renan Gomes Silva, a empresa forneceu parte do material utilizado e contratou duas pessoas para a tarefa.

Já a Prefeitura ficou responsável pelo projeto técnico, fiscalização e execução da obra. Foram disponibilizados pelo município a máquina escavadeira e o motorista. A lavanderia contratou Costa, que, por sua vez, chamou Prado para ajudá-lo. A obra começou na segunda-feira e tinha previsão de terminar em poucos dias.

Thomaz Vita Neto
Laila, filha do pedreiro Nelson, que sobreviveu ao soterramento
Desespero tomou conta de parentes

O desespero tomou conta da mulher e da filha de Nelson Pires do Prado quando foram informadas de que ele havia sofrido um acidente e estava internado no Hospital de Base. Na espera por notícias do marido, Maria Telma dos Santos, 50 anos, mal conseguia ficar de pé, no HB. Apoiada pela filha de 17 anos e por um amigo da família, a dona de casa esperava ansiosa e quase desmaiou. Sem saber notícias exatas do que tinha acontecido, Telma estava chorando, aflita com o estado de saúde do marido.

“Queria tanto vê-lo”, afirma a mulher, que sofre de hipertensão e diabetes. Os dois são casados há 20 anos e, além da adolescente, têm um filho de 19 anos. Moradores da Vila Sinibaldi, em Rio Preto, Telma disse que o marido estava acostumado a trabalhar em parceira com Roberto e que os dois nunca tinham se envolvido em acidente.

Em cerca de 30 anos de serviço, o marido tinha sofrido apenas lesões leves. “O máximo que tinha acontecido era ele cortar o dedo ou bater a cabeça”, diz. Segundo Laila Luzia Santos do Prado, filha do casal, o hospital ligou para a casa da família por volta das 16h. “Só disseram que ele tinha sofrido um acidente, mas não explicaram direito o que havia acontecido, então ficamos desesperadas.”

De acordo com Telma, funcionários da lavanderia que acompanharam as vítimas procuraram por ela e pediram o endereço e o telefone da família para entrarem em contato e ajudarem. Abalada com o fato, ela afirma não saber se pretende acionar a Justiça contra a empresa ou a Prefeitura de Bady Bassitt. “Nesse momento eu só quero ver meu marido”. O pedreiro Roberto Orlando da Costa, 49, que não resistiu aos ferimentos e morreu, morava no bairro São Francisco, em Rio Preto. O Diário não localizou familiares da vítima.

Prefeito diz que fiscal fez alerta

O prefeito de Bady Bassitt, Edmur Pradela, afirma que um fiscal do município esteve no local assim que a obra teve início, segunda-feira, e orientou os pedreiros quanto à segurança. “Ele avisou que não era para trabalharem lá dentro quando o buraco ultrapassasse a altura deles”, disse.

Segundo o prefeito, o acordo para realização do serviço foi proposto pela lavanderia Maximum, já que não havia planejamento de execução da obra. O acordo entre a empresa e a Prefeitura foi apenas verbal e não foi feito contrato. A lavanderia se comprometeu a ceder parte do material e a contratar os trabalhadores, enquanto o município forneceu a máquina e o motorista.

Pradela disse lamentar o ocorrido e se colocou à disposição dos familiares das vítimas. “Nós não seremos omissos. Estamos dispostos a conversar com as famílias para ajudar no que for preciso.” O prefeito e o advogado da lavanderia não souberam dizer quando as obras serão retomadas. Assim que a perícia permitiu, funcionários tamparam o buraco para evitar novos acidentes.


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Fonte: Colaborou Bruno Ferro
 
     
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