› São José do Rio Preto, 23 de maio de 2012
 
Busca avançada
Cidades
 
Violência contra mulheres
São José do Rio Preto, 16 de Fevereiro, 2010 - 3:02
Queixas contra agressores aumentam 20%

Hélton Souza

Sérgio Menezes
Para a delegada Dálice Aparecida Ceron, da DDM, o crescimento da violência é reflexo da confiança da vítima em procurar a delegacia
Por dia, pelo menos cinco mulheres de Rio Preto procuram a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para denunciar violência física e psicológica praticada por maridos, namorados e companheiros. No ano passado, foram registrados 1.852 boletins de ocorrência de ameaça, lesão corporal e ofensas que ferem a honra e dignidade da mulher. Um crescimento de quase 20% em comparação com 2008, quando foram contabilizados 1.548 registros.

No ano passado, 922 mulheres de Rio Preto foram agredidas fisicamente pelos homens, 6,5% a mais que em 2008. O crescimento também ocorreu para as vítimas de ameaças, já que em 2008, procuraram a delegacia 588 mulheres contra 764 em 2009. No entanto, os xingamentos, agressões sem ferimentos e ofensas psicológicas foram os registros que mais cresceram, passando de 95 em 2008 para 166 no ano passado.

Para a delegada Dálice Aparecida Ceron, da DDM, o crescimento da violência é reflexo da confiança da vítima em procurar a delegacia. “Com a Lei Maria da Penha, que pune o agressor, as mulheres estão mais conscientes. Muitas procuraram a delegacia apenas para desabafar, outras querem um basta nas agressões.”

Com medo e assustada, a doméstica C.S.B., 46 anos, esconde o rosto e pede para ser identificada apenas pelas iniciais. Ela entrou para as estatísticas após ser agredida fisicamente pelo companheiro com quem convivia por três anos e meio. “Ele chegou em casa alterado, quebrou meus móveis, e quando peguei o telefone para ligar para a polícia, ele veio para cima de mim”, lembra.

Depois de ser violentada, C.S.B. procurou a DDM e registrou boletim de ocorrência. No entanto, menos de uma semana depois se arrependeu. “Ele sempre foi uma boa pessoa, trabalhador e honesto, não merece isso que eu fiz na hora do desespero.” Mesmo arrependida de ter registrado a ocorrência, a doméstica afirma que não quer mais conviver com o ex-companheiro. “Já deu o que tinha para dar. Agora quero viver a minha vida sem dor de cabeça.”

Carência afetiva

Segundo a delegada Dálice, cerca de 80% das mulheres vítimas de violência doméstica acabam perdoando o agressor e voltando para ele. “Isso é uma questão cultural, aquela história de que ‘ruim com ele, pior sem ele’. Além do que muitas mulheres têm carência afetiva, que pesa muito mais que a necessidade financeira.” Apesar da reconciliação, o volume de inquéritos instaurados cresceu de um ano para o outro: de 355 em 2008 para 541 em 2009.

Medidas de proteção

Mulheres agredidas fisicamente e que não querem mais conviver com o agressão conquistaram, na Justiça, o direito de solicitar medidas protetoras, que visam basicamente a impedir a aproximação do homem e evitar nova violência. No ano passado, foram solicitadas 347 medidas na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto. Este ano, até a última sexta-feira, já foram 43 solicitações.

De acordo com a delegada Dálice Ceron, a procura pelas medidas de proteção tem aumentado em razão da morosidade da Justiça em resolver a questão civil, quando a mulher pede a separação. “A vítima que foi violentada consegue pela via criminal mais agilidade em retirar o agressor de dentro da casa.” A dona de casa Sandra, 42, nome fictício, conseguiu no fim de dezembro que o ex-marido deixasse a residência, no Jardim Roseiral. Depois de ficar casada 18 anos e, durante oito anos sendo agredida, ela resolveu denunciar o agressor. “Não suportava mais, por isso procurei a polícia.”

O promotor João Carlos Sgorlon explica que a medida protetiva não é exclusiva para marido e mulher, podendo também ser solicitada por casais de namorados e noivos. “Graças à Lei Maria da Penha a vítima pode solicitar a medida, que vai desde o afastamento do agressor da residência até mesmo proibir que ele mantenha contato com a mulher.” Quando o Ministério Pública recebe a solicitação da medida, o pedido é analisado e depois expedido o mandado para cumprimento. “Todo procedimento é feito com rapidez e cautela, para não se cometer injustiça”, disse Sgorlon.



 
     
18 de Janeiro, 2010
Temporal mata duas pessoas em Rio Preto
 
27 de Dezembro, 2009
Programa rende R$ 8 mil para universitárias
 
17 de Janeiro, 2010
Arrependidos pagam até R$ 2 mil para retirar tatuagem
 
26 de Janeiro, 2010
Marido mata mulher e filhas a marretadas
 
5 de Fevereiro, 2012
Duplo homicídio assusta Nova Granada
 
 
› 23/05 Estado vai fechar 16 delegacias
› 23/05 Modelos são flagradas em cárcere privado na Índia
› 23/05 Revolução de 32 ganha museu em Rio Preto
› 22/05 Confira os principais destaques do Diário da Região
› 22/05 Pai tranca criança no carro para curtir Expo
› 22/05 Procon fiscaliza lojas sem preços nos produtos
Leia mais sobre Cidades
Agressão violência doméstica mulheres Delegacia de Defesa da Mulher
 
Portal Diarioweb DiarioWeb no Facebook!
Projeto Saúde Sustenável
Condominium
Imóveis
(17) 4009-3333
Imobiliária
Gurupi
(17) 3214-7000
Consultoria e Cerimonial
Rosa X
(17) 3224-8353
Imobiliária
Interplan
(17) 3304-6007
Home | Institucional | Economia | Cidades | Geral | Esportes | Saúde | Política | Meio Ambiente | Estradas | Tecnologia | Educação | Opinião | Opinião do leitor | Artigos | Editorial | Classificados | Divirta-se | Atendimento | Promoções | Fotojornalismo | Vídeos | PodCasts | Blogs | RSS | Jornal na Educação
Diarioweb® Todos os direitos reservados // Atendimento Design e desenvolvimento MagicSite