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Risco durante o expediente
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São José do Rio Preto, 21 de Outubro, 2009 - 4:18
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Acidentes de trabalho caem 35% na região
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Rubens Cardia
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Mototaxista M.M. sofreu acidente há 6 semanas, quando se chocou com um catador de papelão
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O Grupo de Banco de Dados da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Preto registrou neste ano 6.136 notificações de acidentes de trabalho na região. Os números envolvem notificações feitas em Rio Preto e outras dez cidades. Em 2008, no período de janeiro a setembro foram feitas 9.499 notificações de acidente de trabalho. Comparando os dois períodos, os números indicam redução de 35%. Contudo, o índice está sujeito a alterações. Isso porque o banco de dados continua recebendo notificações relativas aos primeiros nove meses deste ano. Os números do banco de dados são transmitidos para o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest), com sede em Rio Preto.
O professor Carlos Roberto Valêncio, que coordena o banco de dados, explica que a Prefeitura de Rio Preto e a Unesp têm um convênio para o trabalho conjunto no acompanhamento das notificações. As unidades de saúde fazem os registros e, posteriormente, os dados são transferidos para a Unesp para que sejam lançados ao banco de dados. O banco é alimentado com notificações de Rio Preto, Catanduva, Santa Fé do Sul, Jales, Paulo de Faria, Guapiaçu, José Bonifácio, Votuporanga, Fernandópolis, Mirassol e Onda Verde.
Apesar dos números deste ano ainda serem preliminares, a coordenadora do Cerest, Iara Lúcia de Lima, acredita que os resultados do trabalho de prevenção farão com que a tendência de queda se confirme até o final do ano em Rio Preto. “Acredito que até o final do ano teremos cerca de 7 mil notificações.” Atualmente Rio Preto conta com 4.801 casos de acidente de trabalho (dados preliminares) e quatro mortes notificados em 2009. Em 2008 foram 11.083 casos de acidente na cidade e oito mortes. Dentre os trabalhos do Cerest está o de visita a empresas para conscientizar empregadores e empregados. O Cerest também analisa o espaço físico das empresas e sugere alterações para minimizar áreas de risco.
“O mercado quer saber se os produtos que compra são produzidos com segurança”, diz o docente de segurança do trabalho, Heitor Silva. Os números do banco de dados revelam que em 2008, 68,9% dos acidente socorreram no próprio local de trabalho e 16,21% foram acidentes de trajeto, que ocorrem no trânsito. O mototaxista M.M., 26 anos, sofreu acidente há seis semanas. Ele conta que se chocou com um catador de papelão, que transitava com um carrinho. “Era 5h30 da manhã, estava chovendo e o catador estava no meio da rua, na contramão.” O acidente ocorreu em Rio Preto, quando ele voltava de uma corrida. O mototaxista precisou operar o joelho. “Fiquei quatro semanas parado.”
Com G.A., 35 anos, também mototaxista, a situação foi mais grave. Há dois anos ele sofreu um acidente e teve a perna esquerda amputada. “Foi um ano para a recuperação.”
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