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Clima
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São José do Rio Preto, 3 de Fevereiro, 2010 - 2:58
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Raios ultravioletas atingem nível máximo
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Ferdinando Ramos
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Valquíria Neder durante banho de piscina no Sesc, ontem à tarde
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O índice de raios ultravioletas (UV) vai atingir o nível máximo da escala, que vai de 1 a 14, de hoje até a próxima segunda-feira em Rio Preto e na região. A estimativa é do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). É a mesma previsão para cidades litorâneas como Santos e Guarujá. O dermalogista João Roberto Antônio alerta a população. “Durante todo o mês de fevereiro será assim”, diz o médico, que também é professor da Famerp e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional de São Paulo.
Ele recomenda o uso frequente de protetor solar e que se evite o sol entre 10h e 16h. A exposição demasiada aos raios solares neste período pode ocasionar, segundo o especialista, envelhecimento precoce, queimaduras e até câncer de pele, a forma mais comum da doença no Brasil, à frente da de pulmão, mama e próstata e, ao mesmo tempo, a menos letal. “O diagnóstico é feito com rapidez, porque o problema é visível. É muito simples se precaver.”
De acordo com Antônio, é necessário criar o hábito de usar protetor solar (veja quadro). “É algo que preocupa todos nós. O sol emite vários raios, até mesmo nos dias nublados.” Os raios ultravioletas são de ondas curtas, médias e longas. A camada de ozônio só tem capacidade para anular as curtas. O restante vem para a Terra.
Perigo
O dermatologista afirma que as pessoas muito claras, em caso de grande exposição ao sol, podem sofrer queimaduras de segundo grau. Para quem trabalha exposto direto, como carteiros, lavradores e entregadores, o raio tem efeito cumulativo na pele. “Isso causa o envelhecimento precoce e a formação de manchas castanhas, ou seja, lesões pré-cancerosas.”
De acordo com o especialista, 70% das pessoas que têm câncer de pele são vítimas de carcinoma basocelular, que atinge a pele e não é letal. Em torno de 15% desenvolvem espinocelular. É grave, pode matar e atinge mucosas e órgãos internos. O temido melanoma, que também causa morte, atinge 5%. Os 10% restantes são tipos menos comuns.
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Ferdinando Ramos
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Janaina Massoni, 17 anos, se refresca do calor em piscina
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Calor
“Todos os casos podem ser prevenidos. É necessário ter preocupação com o sol o ano inteiro. Em Rio Preto tem de ser assim. O sol é muito intenso”, afirma o médico. A meteorologista Kelen Andrade, do Cptec, afirma que o índice de raio UV é o mesmo em todo o Estado. O que deixa o lugar mais perigoso é a ausência de nuvens. “O calor vai continuar nos próximos dias, com pancadas de chuva. A população pode esperar temperaturas acima dos 30 graus com frequência neste verão.”
A probalidade de chuva, de hoje até sexta, é de 80%, conforme o centro de previsão. A temperatura pode variar entre 23 e 34 graus. A estudante Valquíria Neder, 21 anos, aproveitou o forte calor da tarde de ontem para se refrescar no Sesc. “Não faço isso sempre. Sou muito branca, então evito. Quando vou para a piscina passo protetor e também cremes hidratantes.”
Enquanto isso, a também estudante Janaina Silva Massoni, 17 anos, afirma que não tem problemas com a pele porque é morena. “Mas tomo os meus cuidados. Passo protetor sempre que estou na piscina, e cremes hidratantes.” O agente administrativo André Polvani, 19 anos, passa protetor solar direto, em razão da intensidade solar. “Evito sair nos horários em que o sol está muito quente.” Juliana Tineli, 18 anos, passa o produto com frequência e toma muito líquido para reidratar.
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