A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva identificou três suspeitos de prática de estelionato em valor estimado de R$ 200 mil na cidade e na região. Segundo o delegado Luís Roberto Rissi, os três suspeitos identificados são de Catanduva, um já foi localizado, os outros dois ainda estão foragidos. Ainda segundo Rissi, o grupo teria mais dois integrantes da Capital que ainda não foram identificados.
A quadrilha começou a aplicar os golpes no começo de dezembro do ano passado, comprando vários produtos que foram pagos com cheques pré-datados. No dia 23 de dezembro, quando os cheques começaram a ser descontados, a sede da empresa na rua Guarujá, número 996, Jardim Alpino, foi fechada, e os donos desapareceram. “Eles agiam no sistema chamado de ‘Arara’. Abriram uma empresa de fechada por algum tempo até criarem credibilidade no comércio, abriam várias contas, conseguindo crédito. Após conseguirem essa credibilidade, aplicaram os golpes”, afirma Rissi.
A polícia estima que pelo menos 30 comerciantes de Rio Preto, José Bonifácio, Catanduva e região foram vítimas da quadrilha e não descarta um valor maior dos prejuízos. Entre os produtos que foram comprados pelos golpistas estão uma grade de arado, no valor de R$ 30 mil, um barco junto com três carretas, no valor de R$ 12 mil, uma carreta de telhas e uma de ferro treliçado. Eles teriam comprado também chocolate, bebidas, materiais de segurança do trabalho, e algumas peças de açougue, tal como Jamon e Picanha. Foram localizados pela polícia os ferros treliçados e uma carreta com telhas. Os outros produtos ainda não foram localizados. A polícia investiga o caso.