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Drogas: perdas e danos
São José do Rio Preto, 16 de Janeiro, 2011 - 2:57
Região tem 753 filhos de mães presas pelo tráfico de drogas

Allan de Abreu, Graziela Delalibera e Maria Stella Calças

Thomaz Vita Neto
A região tem pelo menos 753 órfãos do tráfico de drogas
Apesar da pouca idade, os irmãos Luciana, 2 anos, Luan, 6, e Thainara, 5, conhecem bem o cotidiano do tráfico e seu efeito colateral mais danoso para uma criança, a destruição completa da família. Na frente delas, o pai L.S.E., 27, comprava e vendia drogas na periferia de Mirassol. Violento, batia nos filhos quase todos os dias.

Até que, há duas semanas, a Justiça determinou que ele ficasse longe das crianças. Com a mãe, o trio nunca pôde contar. Ela abandonou os filhos há dois anos, depois de passar três anos atrás das grades por vender crack. A guarda provisória está com o avô paterno, e quem cuida de Luciana, Luan e Thainara é a avó, que sofre de problemas mentais, em uma casa miserável no bairro Moreira Guimarães.

A presença do tráfico na família provocou estragos nas crianças. Luan é um menino recatado, nervoso e faz tratamento psicológico, segundo o avô. Já as meninas sofrem com a ausência do pai. “Queria ele de volta. Droga é ruim, tio”, resume Thainara.

A região tem pelo menos 753 órfãos do tráfico de drogas, conforme levantamento do Diário nas cadeias femininas e no Centro de Ressocialização Feminino (CRF) de Rio Preto. Quase sempre menores de idade, quando não bebês, acabam criados por avós, tios e até vizinhos, ou terminam em abrigos para adoção.

O problema se agrava à medida que o narcotráfico avança sobre o público feminino. “É cada vez mais comum a mulher assumir os negócios ilícitos do marido quando este é preso, para sustentar a casa. Isso gera grave consequência na estrutura familiar. Porque se o pai é preso, a família se mantém. Mas se a mãe vai atrás das grades, o vínculo familiar se dissolve”, diz Orlando Azevedo, coordenador da Pastoral Carcerária na região.

Além disso, nos últimos três anos, surgiram as traficantes “autônomas”, segundo a diretora da Cadeia Feminina de Meridiano, Maristela Marques Lima Dias. “Elas entram no tráfico principalmente para sustentar o vício”, afirma. Das 486 mulheres presas na região, 448, ou 92,2%, estão atrás das grades acusadas de tráfico. Cerca de 80% delas têm ao menos um filho, conforme estimativa dos presídios.

A vida longe dos pais não acaba com a influência do tráfico na vida desses órfãos. Não é raro que, de dentro da prisão, o pai ou a mãe pressione os avós que detêm a guarda das crianças a enviar dinheiro para pagar dívidas na cadeia. “Esse dinheiro faz falta no orçamento familiar e repercute no bem-estar da criança”, diz Janaina Simão, da Secretaria de Assistência Social de Rio Preto.

Esse ainda não é o caso de Luciana, Luan e Thainara. Mas a volta do pai acusado de tráfico ainda é um risco. Se L.S.E. se aproximar das crianças, o promotor José Heitor dos Santos vai pedir à Justiça que o avô perca a guarda dos três. Como a mãe, envolvida novamente com as drogas, não aceita os filhos, o destino inevitável dos pequenos seria um abrigo.

Carlos Chimba
Elisângela lê a carta que a filha B, 11 anos, escreve na tentativa de diminuir a distância entre as duas
Tráfico leva ao abandono de 30 em abrigo

O tráfico de drogas é responsável por 60% das crianças abandonadas pelos pais e que hoje estão no projeto Trabalho de Emancipação pela Infância e Adolescência (Teia), em Rio Preto. Trinta dos 51 menores abrigados atualmente no local foram vitimados pela mistura fatal do vício com o narcotráfico. “Os pais ficam tão fissurados pela droga que caem de cabeça nesse comércio e deixam os filhos de lado, isso quando não há agressão contra as crianças”, diz Maria do Carmo Gardin, coordenadora do Teia.

Nesses casos, o Juizado da Infância e Juventude determina a perda da guarda pelos pais, e a criança é encaminhada para o projeto. Com a nova lei de adoção, de 2009, a preferência é que a guarda do menor seja dada para parentes próximos, como tios e avós. Mas quando isso não é possível, a criança é criada por uma das sete mães sociais do Teia, enquanto aguardam adoção.

A idade do menor, no entanto, é um obstáculo para a adoção. Dos 51 abrigados, 35 têm mais de 5 anos, quando a possibilidade de ser adotado cai consideravelmente, segundo Maria do Carmo. “Nesses casos, tenta-se a adoção por casais estrangeiros, ou a criança fica no Teia até completar a maioridade.”

Uma das crianças vítimas do tráfico atendidas pelo Teia foi J., hoje com 3 anos. Em 28 de abril de 2009, a mãe dele, a boliviana Magali Gonzales Rodas, 22 anos, tomou um ônibus em Santa Cruz de la Sierra com destino a São Paulo. Levava 2,2 quilos de cocaína pura escondida entre os genitais e uma fralda geriátrica. A “mula” receberia US$ 500 de um traficante boliviano que acompanhou Magali na viagem.

J., na época com um ano e cinco meses, foi junto. “Não tinha com quem deixá-lo”, justifica a mãe. Durante operação de rotina da Polícia Rodoviária, no dia 29 de abril, o ônibus onde Magali viajava foi abordado na rodovia Washington Luís, em Rio Preto. Durante a revista pessoal, a droga foi localizada no corpo da estudante.

J. foi encaminhado ao Conselho Tutelar e em seguida ao Teia. O pai do bebê foi localizado pelo projeto na Bolívia e viajou até Rio Preto para pegar a criança. Magali foi para a Cadeia Feminina de Meridiano e nunca mais viu o filho. O marido escreveu apenas uma carta, em agosto do ano passado. “Queria muito voltar a ver o meu filho, dar um abraço forte nele. Mas a distância é grande, meu marido não pode vir aqui”, afirma.

Cartas

Na Cadeia Feminina de Santa Adélia desde julho do ano passado, Elisângela Tucunduva de Assis, 30 anos, lê as cartas enviadas pela filha B., de 11 anos, na tentativa de diminuir a distância entre as duas. É por meio do papel que a pequena demonstra todo carinho e saudade que sente da mãe, presa em julho do ano passado. Além de B., Elisângela deixou para trás o filho mais velho, D., de 14 anos, e a bebê Y., de 1 ano e 4 meses.

Joice Fernando Siqueira, 24 anos, que está na cadeia de Santa Adélia há onze meses, exibe com orgulho, mas sem perder o olhar de tristeza, a tatuagem do nome dos filhos que leva em um dos braços. O ex-marido não permite que Camile, 5 anos, e Wendel, 2, a visitem, e escrever com tinta azul o nome das crianças na própria pele foi a forma que encontrou de um dia provar aos filhos onde seu pensamento esteve enquanto viveram separados. “Mando cartas, mas não tenho resposta. Minha filha quer vir me ver, e o pai dela não deixa.”

Os filhos são criados pelo ex-marido e a atual mulher dele. A lembrança mais recente guardada por Joice é uma fotografia em que os dois aparecem juntos, levada à cadeia pela irmã em uma visita em dezembro passado. Camile sorri para a foto, enquanto segura o pequeno Wendel no colo. A menina parece feliz, mas para quem sabe do drama que ela e o irmão vivem, ver a cena traz tristeza.

Diário publica nova série

O Diário da Região lança hoje a série de reportagem “Drogas: Perdas e Danos”, que será publicada nos próximos três domingos. O objetivo é analisar os efeitos e consequências dos entorpecentes para a vida do usuário, do traficante e da sociedade, quando a droga interfere no cotidiano de bairros inteiros.

A nova série é lançada um ano e meio após a publicação de “Submundo das drogas”, série de cinco matérias jornalísticas publicadas entre 28 de junho e 26 de julho de 2009 e que mostrou o avanço das bocas de fumo pela zona sul de Rio Preto. Além disso, o material também falou sobre os presos pelo tráfico na cidade, os imóveis transformados em senzalas do vício e os menores de idade transformados em soldados do tráfico.



Sérgio Menezes
Leandro: ‘metade é viciada’
Mulheres sofrem influência do marido

A maioria das mulheres presas na região é primária e não teve passagem pelo Juizado da Infância e Juventude por ato infracional na adolescência. Elas envolveram-se com o mundo do tráfico influenciadas pelos parceiros, ou para manter a família.

Essas são algumas características das 135 presas do Centro de Ressocialização Feminino (CRF) de Rio Preto, entrevistadas por três defensores públicos responsáveis pelo mutirão que irá atender todas as detentas de Rio Preto e região até o fim do ano. O trabalho começou em outubro e vai traçar um perfil das mulheres encarceradas.

“Durante as entrevistas, cerca da metade responde que é viciada, mas acreditamos que o número pode ser maior, pois muitas ficam constrangidas em assumir”, diz o defensor público Leandro de Castro Silva. O mutirão começou em outubro passado e deve continuar por mais três meses no CRF. Depois, os defensores começam o levantamento nas cadeias públicas da região, que deve levar mais seis meses.

“Elas são unânimes ao falar que quem mais dá apoio quando estão lá dentro é a família, e não ONGs ou a Pastoral (Carcerária), como se imagina”, observa o defensor. Ele diz que das 135 entrevistadas até o momento, 95% foram presas por tráfico. “Praticamente todas têm filhos, e na maioria dos casos estão com os avós. Em muitos casos, o marido também está preso, ou já havia abandonado a família.” A dificuldade financeira impede a frequência das visitas. “Elas reclamam muito que a família está longe e não pode visitar.”

Metodologia

Durante o mutirão, cada presa tem ao menos dois contatos com os defensores. Na primeira vez, respondem ao questionário para identificar suas condições de saúde, situação socioeconômica e de aprisionamento. Depois, os defensores voltam para explicar às mulheres o que foi feito em relação à situação prisional - se foram realizados pedidos como de relaxamento de prisão, progressão de regime ou de liberdade provisória e o encaminhamento que lhes foi dado.

Testemunhas do submundo da cocaína

Elas têm entre 2 e 16 anos, mas já conhecem os bastidores do narcotráfico. Convivem com viciados em suas casas, assistem a invasões da polícia em busca de droga e são agredidos constantemente até verem os pais ser levados algemados para a cadeia. Nesta primeira reportagem da série especial “Drogas: Perdas e Danos”, o Diário traz histórias de crianças sofridas e de adolescentes que perderam a inocência e boa parte da infância. São vítimas de pais e mães que mergulharam no vício e no submundo do tráfico.

A criança é sempre a primeira vítima quando o tráfico de drogas entra no cotidiano da família. Os irmãos Luan, 6 anos, Thainara, 5, e Luciana, 2, não sabem o que é o carinho dos pais, mergulhados no tráfico. Mesmo assim, sentem falta deles, principalmente do pai. “Ele é nervoso, mas eu gosto dele”, afirma Thainara.

“O vínculo com os pais é fundamental na formação da personalidade do filho. Essa proximidade dá segurança ao menor, faz com que se sinta pertencente à sociedade, por mais problemas que tenha a família. Se a relação se rompe, a criança perde o chão, sua infância é, de certa forma, sequestrada”, diz a psicóloga da Unesp Vera Resende, especialista em relações familiares.

É o caso da menina K., 6 anos. Todo dia, antes de dormir, ela pede a Deus que a mãe Maire Michelle Albano Martins da Silva, 23 anos, deixe a prisão. Desde que a mulher foi detida por tráfico, em 16 de junho do último ano, com cinco pedras de crack, K. dorme com o retrato da mãe ao lado.

“Ela é apaixonada pela mãe. A gente tenta substituir, mas não dá”, diz a avó, Célia Maria Albano da Silva, 43 anos, que mora com a neta na periferia de Riolândia. K., que visita a mãe a cada 15 dias na Cadeia Feminina de Meridiano, pouco se lembra das vezes em que viu Maire fora das grades. Quando tinha 2 anos, viu a mãe e os tios ser presos com droga dentro da casa da família em Riolândia. Maire só deixou a prisão no início de 2009.

Não conseguiu emprego, caiu no vício do crack e, depois, no tráfico, até o flagrante do ano passado. Como o pai nunca assumiu a criança, K. foi para a casa da avó. A ausência da mãe deixou marcas na personalidade da menina. Segundo a avó, ela tem crises comuns de rebeldia e chegou a fazer tratamento psicológico. “Acho que é a falta da mãe.”

Tal pai, tal filho

Há casos em que o tráfico dos pais acaba atraindo os filhos para a atividade. “O crime passa a ser a referência dele, porque os pais vivem daquele comércio ilegal”, afirma a especialista Vera. A infância em uma família completamente desestruturada levou José, 16 anos, a entrar na vida do crime muito jovem. Filho de traficante, o menino começou a usar cocaína aos 12 anos. “Tinha muita movimentação em casa, muita droga, eu fiquei curioso e peguei um pouco para experimentar”, conta.

Aos 11 anos, o menino de Votuporanga conheceu a Bolívia. O pai, fugitivo da polícia, mandou uma mulher com documentos falsos buscá-lo no interior de São Paulo. José viveu com o pai na cidade de San Matías, na fronteira entre Brasil e Bolívia, por dois anos, até o homem desaparecer. “Ele saiu para fazer um roubo, para a gente conseguir uma casa mais afastada do Brasil e ficar escondido, mas nunca mais soube dele”, afirma.

Sem o pai, que permanece foragido, e sem contato com a família em Votuporanga, José se tornou morador de rua na cidade boliviana. Durante 6 meses, roubou para usar drogas e comer, até que um casal o acolheu. “Eles cuidaram de mim, mas eram muito rígidos e batiam muito em mim, então eu fugi e voltei para a rua.”

Aos 13 anos, José foi preso na Bolívia e transferido para o Brasil. Ao chegar em Votuporanga, o menino foi rejeitado pela mãe e acolhido pela avó. Em pouco tempo, estava de volta no tráfico. Depois disso, vieram duas internações na Fundação Casa. A primeira, por furto, quando ele tentava pagar uma dívida de drogas, e a segunda por tráfico.Agora, o menino diz que quer sair da Fundação com a cabeça erguida. “Vou mudar de vida, estudar e arrumar emprego. Quero que minha mãe me aceite de volta e veja que eu não vou ser como meu pai.”





Criança mora com a vizinha

A confiança na vizinha Elaine Cristina Zanforlin de Novaes, 38 anos, fez com que a faxineira Rosana Aparecida Vigilar entregasse aos seus cuidados o seu filho B., então com 5 anos, quando foi presa em flagrante por tráfico de drogas. B. era amigo do filho de Elaine, Samuel, um ano mais velho, e já frequentava a casa da família. Passados quase cinco anos, os dois vivem como irmãos. A diferença é que B. ainda chama a faxineira de “tia Elaine”.

“Faço o que eu posso e o que eu não posso. As despesas subiram, lógico. É material escolar, roupa, mas o que um tem, o outro também tem. Não vejo diferença. É tratado como filho também.” Mesmo sem ter ido uma única vez visitar a mãe no presídio, B. lembra da sua outra família. “Ele tem outras duas irmãs, mas cada uma está numa cidade diferente. Quando ela foi presa tinha um bebê, menina, que agora está com a avó paterna em Barretos.”

Rosana, a mãe, escreve longas cartas ao filho. “Acho que ele nem lembra mais de mim, mas não importa, mesmo aqui, presa, não esqueço dele um minuto sequer.” A família não tem renda fixa, já que o marido de Elaine, Wilson Barbosa, 42, faz bico no Ceasa. No Natal, teve de fazer um esforço para realizar um desejo de B. “Ele queria um panetone. A gente estava com o dinheiro contado, mas meu marido deu um jeito e conseguiu comprar. Ele ficou todo feliz.”

Enquanto a faxineira conversa, o menino sorri. Chega perto dela e se enrosca em seu pescoço. É visível o afeto entre o menino e a faxineira, que ele insiste em chamar de tia.

Mãe pede fé para filha

“Hoje é quinta-feira. É dia de visita e mais uma vez não vou ver os meus filhos que tanto amo.” Na carta escrita à mão e endereçada à família, a presa Elisângela Tucunduva de Assis, 30 anos, pede à filha de 11 anos, B., que tenha fé, pois logo chegará em casa para cuidar dela e dos irmãos. “Estou com muitas saudades de todos vocês. Termino essa cartinha com muito amor.”

Elisângela também é mãe do adolescente D., de 14 anos, e da bebê Y., de 1 ano e 4 meses. Quando foi presa, no dia 16 de julho do ano passado, morava com os três em Catiguá, e trabalhava em uma boate em Catanduva. A polícia encontrou maconha e uma balança de precisão em sua casa. Agora, os mais velhos são criados pela avó, e o bebê está com o pai, em Rio Preto. Ela se emociona quando lembra da mais nova. “Eu não gosto de falar sobre ela.”

Aposentada, a mãe da detenta, Neuza Tucunduva de Assis, 64, mudou toda a sua vida pelos netos. “Sofri bastante quando minha filha foi presa. Morava com um filho, e minha nora não aceitou as crianças. Precisei sair de lá e procurar uma casa para morar com eles”, recorda. B., que nunca tinha ficado longe da mãe, a visitou apenas três vezes depois da prisão. “É muito triste, a gente chora muito.” Ao lado da avó, B. leu a carta na última sexta-feira, escrita pela mãe no dia anterior.

‘Mamãe, saia desse lugar’

“Eu vou ver mesmo a minha mãe?”, pergunta à madrinha a pequena K., de 8 anos, ao saber que vai visitar Regina das Neves Dias, 27, no mês que vem. A menina não encontra a mãe, presa por tráfico na Cadeia de Meridiano, desde setembro do ano passado. A distância e a falta de dinheiro impedem que os encontros sejam frequentes. O pai, Ricardo Pagiatto, também está detido pelo mesmo crime.

O tráfico destruiu a família de Regina. Com a prisão dos pais, as filhas K., 5 anos, K., 8, e I., 9, foram distribuídas entre os tios paternos. “Quando ela veio morar com a gente foi difícil. Acho que não aceitava a separação da família, mas, com muita conversa, aos poucos foi ficando mais calma”, relata Kátia Amorim, 31, que cuida da menina junto com o marido. K. e as irmãs se encontram apenas nos fins de semana.

Ela guarda em seu quarto cartas que escreve quando pensa na mãe. Na última que foi entregue à Regina, declarou seu desejo: “Mamãe, eu te amo. Quero que saia desse lugar”. Regina das Neves Dias cresceu em um orfanato de Rio Preto. Sabe, portanto, o que é ser criada sem mãe. “Não quero a mesma coisa para os meus filhos, é muito sofrimento”, diz.

Ela foi presa em 19 de janeiro de 2009 pela Polícia Federal durante a Operação Alfa, acusada de participar de um megaesquema de tráfico internacional de cocaína com o marido, Ricardo Pagiatto. Na última semana, foi condenada a 3 anos e 6 meses em regime semiaberto por associação para o tráfico - o marido, detido na Penitenciária de Lavínia, pegou pena de 8 anos e 10 meses por tráfico.

Regina conta os dias para trocar a cadeia pelo Centro de Ressocialização Feminino (CRF) em Rio Preto e ficar mais perto dos filhos. “Já vi meus filhos sofrerem demais com a minha prisão. Esse pesadelo precisa acabar logo.”





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