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Clima
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São José do Rio Preto, 16 de Janeiro, 2010 - 1:30
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Chuvas já superam 5,4 vezes início de 2009
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Carlos Chimba
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Desbarrancamento do córrego Borá, na Juscelino Kubitschek, ameaça asfalto: excesso de chuva
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Choveu 5,4 vezes mais nos 14 primeiros dias de 2010 do que no mesmo período de 2009, de acordo com números do Núcleo de Sementes de Rio Preto, órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Nas duas últimas semanas, foram registrados 162,4 milímetros, o equivalente a 162,4 litros de água por metro quadrado de solo. Já em 2009, nos mesmos 14 dias, só foram contabilizados 29,8 milímetros.
A chuva mais forte que atingiu a cidade em 2010 ocorreu entre os dias 5 e 6, quando foram medidos 65,8 milímetros. Na ocasião, motoristas ficaram 50 minutos sem poder cruzar ou entrar na avenida Alberto Andaló, tomada pela água. A meteorologista Kelen Andrade, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), afirma que o principal causador do aumento da chuva nos últimos dias é um canal de umidade vindo da região da Amazônia.
“Quando essa umidade entra em contato com uma massa quente, são formadas as nuvens que provocam os temporais”, explica.
Priscila Farias, também meteorologista do Cptec, acrescenta que a região sudeste do Brasil ficará sob influência do El Niño até a metade de 2010, o que favorece as fortes chuvas. O El Niño é um fenômeno climático que ocorre em decorrência da elevação anormal das temperaturas das águas do oceano Pacífico.
Consequências
Uma das consequências do aumento das chuvas é a maior proliferação de mosquitos, como o Aedes aegypti, transmissor da dengue. Segundo o coordenador da vigilância ambiental da Prefeitura de Rio Preto, Augusto Azevedo da Silva, a combinação chuva e clima quente diminui o ciclo do mosquito. “Na estiagem, da eclosão do ovo à fase adulta, o Aedes leva de sete a dez dias, em média. Nas condições das últimas semanas, esse ciclo leva de cinco a sete dias.”
Outro agravante, de acordo com Silva, é o fato de as equipes de combate ao mosquito ficarem impossibilitadas de realizarem as visitas domiciliares. “Os agentes ficam nas unidades, fazendo um trabalho de orientação, que não é tão eficiente quanto a vistoria de casa em casa.” As chuvas desbarrancaram uma das margens do córrego Borá. A cratera ameaça o asfalto da avenida Juscelino Kubtischek. O local foi sinalizado para não haver acidentes. O secretário de Serviços Gerais de Rio Preto, Paulo Pauléra, não foi encontrado ontem para comentar o problema.
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