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Violência
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São José do Rio Preto, 9 de Janeiro, 2010 - 0:08
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Morre idosa agredida por dois assaltantes
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Thomaz Vita Neto
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Maria Clarice Coelho Duran foi velada e sepultada no São João Batista
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Foi enterrado na tarde de ontem, no Cemitério São João Batista, em Rio Preto, o corpo da dona de casa Maria Clarice Coelho Duran, 77 anos. No último dia 25 de novembro ela foi agredida com socos, pontapés e marteladas por dois assaltantes que invadiram sua casa, na Vila Falavina, zona oeste da cidade. Os ladrões invadiram o imóvel enquanto ela dormia. A mulher foi rendida e apanhou ao revelar que não tinha dinheiro. Os criminosos fugiram levando mantimentos. A Polícia Civil ainda não tem pistas.
Maria Clarice morreu por volta das 23h15 de anteontem no Hospital Beneficência Portuguesa. O genro, André Cruz, 41 anos, conta que depois das agressões sofridas a sogra nunca mais andou e sempre reclamava de dores. “Antes ela levava uma vida normal de idoso. Fazia comida, lavava roupas, só que depois do assalto ela mudou muito. A saúde só piorou.”
A dupla criminosa entrou na casa de Maria Clarice depois que o marido, Valentim Duran, 80 anos, deixou a porta encostada e saiu para ir ao sítio, em Ipiguá. Um dos criminosos pegou o martelo que estava em cima de uma mesa nos fundos e o outro se apoderou de uma faca que estava na cozinha. Eles abordaram a idosa no quarto e, mediante ameaças, pediram dinheiro. Como não encontraram, começaram a agredi-la. Ela levou socos no rosto, foi chutada e ainda levou marteladas na cabeça.
Maria Clarice ficou seis dias internadas na Santa Casa e depois teve alta.“Quando chegou em casa ela só andava com ajuda dos outros e reclamava de dores pelo corpo”, contou o genro. Com a saúde debilitada, a dona de casa foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Beneficência, onde ficou três dias. Três dias depois teve nova alta, mas retornou uma semana depois, onde foi pela segunda vez internada na UTI. Na última terça-feira Maria Clarice foi para o quarto, mas na noite do dia seguinte teve uma parada cardiorrespiratória. “Ela foi encaminhada pela terceira vez para a UTI, de onde só saiu morta”, afirmou Cruz.
Injustiça
Para o genro da vítima, o sentimento que fica é de injustiça. “Ela era uma pessoa boa, que não saía de casa, sempre foi correta e não merecia passar pelo que passou. Eles (sogros) não são ricos e tudo isso é fruto de uma violência gratuita.” Cruz acredita que os crimes contra a vida, como latrocínio e homicídio, estão cada vez mais banalizados e a punição para os criminosos é vergonhosa.
Investigação
De acordo com o delegado Aparecido Cardoso Medeiros, do 2º Distrito Policial de Rio Preto, as investigações prosseguem. Ele informou que Maria Clarice não conseguiu depor porque estava traumatizada. “Conversamos com vizinhos, mas tivemos poucos detalhes que pudessem ajudar a identificar os autores.”
Medeiros diz que a morte da dona de casa não interrompe o trabalho para esclarecer o caso e identificar os responsáveis. “Eles deixam de responder por tentativa de roubo e passam a ser acusados de latrocínio (roubo seguido de morte)”, explicou o delegado.
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