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Clima
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São José do Rio Preto, 7 de Janeiro, 2010 - 0:10
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Chuva do 2º semestre é a maior desde 2000
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Ferdinando Ramos
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Em Rio Preto, além das inundações, ruas ficaram esburacadas
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O segundo semestre de 2009 foi o mais chuvoso em Rio Preto em comparação com o mesmo período dos últimos dez anos. Nos seis meses finais do ano passado, o volume de chuva no município atingiu 874 milímetros, mais que o dobro do registrado em 2008 - 378,8 mm. Cada mm de chuva corresponde a um litro de água por metro quadrado.
O meteorologista Gustavo Escobar, do Cptec, afirma que o principal causador do aumento da chuva no segundo semestre de 2009 foi a entrada no sudeste de ar quente e úmido trazido da região Amazônia pelo vento.
Priscila Farias, que é meteorologista do clima do Cptec, acrescenta que o Estado de São Paulo também sofreu com a passagem de duas frentes frias e o El Niño, fenômeno climático que ocorre em decorrência da elevação anormal das temperaturas das águas do oceano Pacifico. A região sudeste do Brasil, segundo Priscila, ficará sob influência do El Niño até a metade de 2010.
Segundo o Cptec, nos próximos seis dias a probabilidade de pancadas de chuva em Rio Preto varia entre 80% e 90%. Hoje, a temperatura oscila entre 23 e 30 graus. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) afirma que a tendência para os próximos três meses é a manutenção do aumento da média histórica de chuva. Segundo a previsão, não faltaram dias chuvosos e, ao mesmo tempo, temperaturas elevadas.
Correnteza
O aumento no volume de chuvas não passou imune em Rio Preto. Três grandes enchentes transformaram em rios as principais avenidas, com pessoas e veículos levados pela correnteza. O secretário de Serviços Gerais de Rio Preto, Paulo Pauléra, afirma que a malha viária, que tem em média 25 anos, não suportou chuva além da quantidade habitual. Pauléra calcula que uma hora de temporal é suficiente para gerar, no mínimo, 500 novos buracos.
O mato também cresceu mais rápido. O secretário afirma que as praças roçadas quatro vezes em períodos normais agora necessitam do dobro de intervenções. Pauléra diz que não é possível calcular o valor gasto pela prefeitura devido ao temporais do ano passado. “Não deve causar muito impacto. Com chuva, praticamente não conseguimos trabalhar.” Entre 21 de dezembro e 4 de janeiro, o serviço de tapa-buraco ficou parado.
O engenheiro agrônomo José Azevedo Soares, do Posto de Sementes, órgão ligado à Secretaria de Estado da Agricultura, afirma que a chuva acima da média atrapalhou os planos dos criadores de gado que iriam lucrar no período de entressafra. “Com chuva em agosto e setembro, os pastos ficaram mais verdes e não faltou carne”. A indústria de açúcar e álcool sofreu prejuízo, segundo Soares, porque teve mais trabalho para obter a mesma quantidade de produtos. A cana ficou mais pesada devido ao acúmulo de água. A próxima safra da laranja poderá ser menor.
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