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Congestionamento
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São José do Rio Preto, 6 de Janeiro, 2010 - 0:10
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Temporal deixa rio-pretenses 50 minutos presos no trânsito
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Ferdinando Ramos
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A chuva que caiu nesta 3ª-feira inundou a avenida Alberto Andaló
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A chuva que atingiu Rio Preto no final da tarde de ontem alagou avenidas e atrasou a volta para casa do rio-pretense em pelo menos 50 minutos por causa de engarrafamentos no trânsito. Foi a quarta enchente registrada na cidade desde o dia 7 de outubro de 2009. O pior congestionamento foi registrado na avenida Adhemar de Barros, marginal da rodovia Washington Luís (SP-310). Motoristas ficaram impedidos de cruzar a avenida Alberto Andaló, tomada pelas águas.
“Fiquei quase uma hora parado aqui. Ninguém quer correr o risco e entrar na enchente. O jeito foi esperar para poder voltar para casa inteiro”, disse o empresário Samuel Faria, 27 anos. No mesmo local, o motorista Gilberto de Oliveira aguardava o nível da água baixar em uma ambulância da Prefeitura de Álvares Florence. “Ainda tenho que levar um paciente para ser internado no Hospital de Base. A sorte é que ele está bem e pode esperar. Não sei o que faria se fosse uma emergência”, afirmou.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual de Rio Preto, pelo menos 40 veículos ficaram parados no acostamento da Washington Luís, aguardando o fim do congestionamento na Adhemar Barros para cruzar ou entrar na Andaló. A secretária Cristina da Silva, 47, ficou assustada ao conhecer de perto o problema das enchentes nas avenidas de Rio Preto. “Já tinha visto tanta água assim na televisão e nos jornais, mas nunca tinha presenciado uma cena desse tipo. Dá medo só de olhar”, disse, enquanto aguardava a chuva passar em um posto de combustível na Andaló.
Atraso
No mesmo local também estava o ajudante Dorival Henrique Esteves, 21, morador de Neves Paulista. Devido à chuva, o ônibus que ele pega para voltar para casa passou no ponto com 40 minutos de atraso. O atendente Jorge Luís Forgiarini, 21, que trabalha no bairro Boa Vista e mora no Higienópolis, esperou na empresa a chuva diminuir para só depois sair com sua moto. Ele conseguiu atravessar a Bady Bassitt, mas perdeu mais alguns minutos de espera na Andaló. “Não tem outro jeito. É esperar a chuvar passar ou correr perigo.”
A avenida Philadelpho Gouveia Neto também ficou inundada. “A água do Rio Preto subiu bastante, principalmente próximo à ponte Maria Benta. Toda vez que chove é assim, fica tudo cheio”, diz Leomar Ribeiro dos Santos, funcionário de um posto de combustível. Para o frentista Dirceu Fábio, uma das pessoas que socorreu a motorista Gisele Cristina Nunes, 29, na enchente do dia 7 de outubro de 2009, o rio-pretense tem ficado mais cauteloso diante das enchentes. “As pessoas estão mais conscientes depois de tudo que aconteceu no ano passado. Sempre tem alguém que se arrisca no meio da água. Mas a maioria aprendeu a ter mais juízo, esperar a situação melhorar.”
Ontem, uma mulher ficou ilhada no canteiro central da avenida Alberto Andaló e teve de ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Ela não se feriu. Na última quinta-feira, outra enchente na Andaló obrigou o Corpo de Bombeiros resgatar quem estava em um ponto de ônibus próximo ao viaduto da rodovia Washington Luís. De acordo com o site Climatempo, pancadas de chuva podem voltar a atingir a cidade à tarde e à noite. A temperatura varia entre 23ºC e 34ºC.
Veja aqui VideoQue Piada sobre a proposta de “bombear” as águas da chuva da Andaló para a BR-153
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