Moradores da região do Jardim Alto Alegre, zona oeste de Rio Preto, estudam acionar o Ministério Público contra o Semae por causa de falhas no abastecimento de água. Segundo a professora Maria Teresa Nunes, 55 anos, que vive no Alto Alegre há 27 anos, os moradores estão se organizando com objetivo de solicitar ao MP, em janeiro após o recesso do Judiciário, a abertura de inquérito para investigar as possíveis causas de problemas que vêm ocorrendo no poço que abastece 35 bairros.
O Semae informou que o poço está sendo desmontado desde segunda-feira, dia 21, mas, até agora, não foi encontrado defeito. A autarquia prevê, entre licitação e conserto, 45 dias de desativação. Durante esse período, o desabastecimento pode ser prejudicado, principalmente nos horários de pico.
“Desde o início do ano enfrentamos problemas com a falta de água e cada dia apontam uma causa diferente. Queremos garantir um direito básico, que é ter acesso à água”, disse Teresa. Luciano Aparecido Gonçalvez, 28, que tem um lava-jato no Alto Alegre, disse que já chegou a dispensar clientes por falta de água. “Ontem faltou depois do almoço e só voltou no fim da tarde”, afirmou a dona-de-casa Alaíde Cordeiro, 66.
A pensionista Emília Pivato, 83, que mora no Jardim América, também abastecido pelo poço, se diz mais prejudicada, porque não tem caixa- d’água em casa. “Comecei a estocar em baldes e bacias, mas a agente da dengue foi lá e não gostou. Não tenho outro jeito.”
Segundo o superintendente do Semae, Antônio José Tavares Ranzani, a água da Estação de Tratamento de Água (ETA) está sendo desviada para aquela região com a finalidade de amenizar a situação. “Falar que a situação está normalizada seria uma mentira.Também tivemos de desviar a ligação que era feita do Alto Alegre para o João Paulo 2º. Quem faz esse abastecimento agora é o poço do Santo Antônio.”