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Respeito às individualidades
São José do Rio Preto, 26 de Setembro, 2010 - 1:50
Parada LGBTS espera reunir cerca de 80 mil pessoas

Helen Ventura

Rubens Cardia
Transex Leandra Bracchio veste figurino de borboleta dourada para a parada: ‘Não é só diversão’
Ter ou não nascido mulher é indiferente para a top transex Leandra Bracchio, 31 anos. Ela assume o lado feminino 24 horas do dia. O homem que existia é apenas um nome na certidão de nascimento. O problema é que, ainda hoje - e apesar de toda a transformação (só não fez a cirurgia de mudança de sexo), Leandra precisa lutar contra o preconceito.

Assim como ela, cerca de 80 mil pessoas vão para a avenida Alberto Andaló hoje, a partir das 15h, durante a 10ª edição da Parada LGBTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes) de Rio Preto. A expectativa de público é do Grupo de Apoio aos Doentes de Aids (Gada), que promove o evento em parceria com a Prefeitura.

O coordenador da parada, Fábio Takahashi, espera que a mensagem deste ano, “E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor”, chegue à toda população. “Por isso fazemos aos domingos e de dia. Não haveria sentido se não fosse feita em locais de visibilidade e possibilidade de entrosamento.”

Desde a primeira edição em Rio Preto, em 2001, o evento cresceu e isso, segundo Takahashi, mostra que o manifesto atingiu seus objetivos. “Tem muita gente que vai que não é gay. São simpatizantes da nossa causa.” Assim como em outros anos, são esperadas caravanas de várias cidades da região, como Catanduva, Votuporanga, Santa Fé do Sul, Jales e Fernandópolis. “Pelo menos 30% do público são de municípios vizinhos.”

No primeiro ano de realização, apenas 500 pessoas participaram da passeata. Com o passar do tempo, o evento ganhou força e, até hoje, de acordo com o coordenador, 200 mil pessoas passaram pelo manifesto. Para Leandra Bracchio, a briga pelos direitos não pode parar. “Estamos conquistando cada vez mais o nosso espaço. Vemos muito héteros e pessoas curiosas que participam da parada e nos apoiam. Tem gente que acha que o evento é só diversão, mas não. Só queremos dar um basta na violência e no preconceito.”

O casal Cléber Augusto, 27 anos, e Anderson Cristino, 23, juntos há quatro anos, também é presença confirmada na parada. “Aqui em Rio Preto, o evento ainda tem um sentido idealista, diferente dos outros. Na Capital, por exemplo, já não é mais assim. Virou bagunça”, diz Augusto. Ele sabe bem o que é conviver com o preconceito. Em São Paulo, há sete anos, foi espancando por um grupo de skinheads no metrô. “Deixei de sair à noite por muito tempo. Hoje superei. Vim para o interior e não guardo mágoas.”

Preparação

Leandra começa a se preparar para o evento uma hora e meia antes da passeata começar. A produção inclui maquiagem, cabelo e roupa. Ela participa da parada desde a primeira edição. A fantasia deste ano é de borboleta dourada. “É bom começar a se arrumar bem antes, para não ter atraso. Quero estar pronta, na avenida, assim que a parada começar. Vou no carro oficial e farei várias performances.”

O estilista Alessandro Henrique Lanis, 31 anos, precisa de cerca de uma hora para se transformar em Ladjayah Carey, personagem dos seus shows que estará presente hoje na Alberto Andaló. “Faço questão de participar da parada. A cada ano vejo cada vez mais casais, senhoras de idade e crianças presentes. A mentalidade das pessoas está mudando.”

Serviço

A Parada LGBTS termina às 20h, duas horas mais cedo que nos anos anteriores, por medidas de segurança. A concentração será às 15h, na Prefeitura, de onde os manifestantes sairão, acompanhados de três trios elétricos, em direção ao Centro Regional de Eventos. Neste ano, segundo Takahashi, não haverá personalidades de destaque nacional nos carros oficiais. A música será comandada pelos DJ’s Harlen Félix, Kléber Garcia e Tiago.

“A parada tem uma roupagem festiva, mas não deixa de ser uma manifestação pública, coletiva, em favor dos nossos direitos”, explica o coordenador do evento. A parada também deve movimentar bares e casas noturnas da cidade. A expectativa é de aumento de 20% no público de bares da Andaló, entre sábado e domingo. Já na boate Mixed, a expectativa é de que a procura pela casa aumente 50%.

Na mira

O evento é aberto ao público e, por isso, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Osni Assis Pereira, diz que ficará atento a qualquer desrespeito às crianças e adolescentes. Há três anos, o juiz proibiu a presença de menores de 18 anos desacompanhados dos pais ao evento. Porém, por ser aberto, é difícil o controle.

“Nossa função é proteger a criança e o adolescente de qualquer tipo de imoralidade. Não estou dizendo que vai acontecer, e posso até estar enganado, mas tem muita gente nessa festa e a criança fica suscetível à bebida alcoólica, às drogas, além de outras coisas.” Ele explica que a festa não tem alvará para acontecer, já que o documento não é obrigatório neste caso.

Trecho da Andaló ficará interditado

A avenida Alberto Andaló ficará interditada hoje nos dois sentidos da via, a partir das 14h30, no trecho compreendido entre as ruas Silva Jardim e Rubião Júnior. O fechamento das ruas, segundo a Polícia Militar, garantirá a segurança dos manifestantes presentes na Parada LGBTS.

Os quarteirões servirão de concentração para o público. De acordo com o capitão Nedson Farley Nobre, relações públicas da PM, a interdição poderá ser maior, conforme a demanda. “Não vemos a necessidade de fechar mais quarteirões, por enquanto.” Segundo o capitão, durante o percurso até o Centro Regional de Eventos, as motos da polícia acompanharão o trajeto, fechando as ruas gradativamente, de acordo com a necessidade.

Para garantir a segurança, estarão presentes, além das motos, a Força Tática, o canil e policiais de trânsito. “Fica a dica para os manifestantes de não ostentarem nenhum objeto de valor e protegerem os documentos pessoais”, diz Nobre. A Guarda Municipal dará apoio na frente da Prefeitura.

Dia Nacional combate a discriminação

Em junho deste ano, às vésperas da Parada do Orgulho Gay, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que institui o Dia Nacional de Combate à Homofobia (ódio, aversão ou discriminação contra homossexuais). O presidente decidiu assinar o documento depois da denúncia de que 200 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2009. A data da comemoração será 17 de maio, a mesma já celebrada em pelo menos 40 países, em alusão ao dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou da sua lista de doenças o termo homossexualismo, em 1990.

Em 2004, Lula também apoiou a criação do Programa Brasil Sem Homofobia, que visa a promoção da cidadania e dos direitos da comunidade LGBT. O programa apoia organizações que atuam neste segmento e promove a capacitação para profissionais e representantes do movimento, além de melhorar a autoestima.

Teste para HIV sai em menos de 1h

O Centro Municipal de Prevenção e Diagnóstico em DST/Aids vai realizar teste rápido para HIV durante a Parada LGBTS no saguão do prédio da Prefeitura, das 12h às 16h. A expectativa é de que sejam realizados 200 exames, com resultado em 40 minutos. No ano passado, em ação semelhante, foram 86.

De acordo com a coordenadora do centro, Aracelis de Castro Achcar, a confiabilidade é a mesma do teste convencional, que fica pronto entre dez e 15 dias úteis. “Quem quiser fazer o exame passará por um aconselhamento, com esclarecimentos sobre a doença e orientação sobre as implicações de receber o diagnóstico imediato.”

Durante a passeata, um caminhão itinerante da Secretaria de Saúde também vai dar apoio no atendimento. Uma equipe de 30 pessoas será responsável pela distribuição de preservativos e material educativo sobre a testagem rápida, além dos aconselhamentos.

Positivo

Se o resultado para o teste de Aids for positivo, o usuário será encaminhado ao Serviço de Atendimento Especializado (SAE), que oferece tratamento tanto aos portadores do vírus HIV como para os doentes de Aids. Moradores de outras cidades serão referenciados para os serviços de atendimento no município onde moram.





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