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Tragédia
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São José do Rio Preto, 9 de Setembro, 2010 - 1:50
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Linha de pipa com cerol mata motociclista
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Ferdinando Ramos
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Pietro chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento
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O motociclista André Pietro, de 30 anos, morreu ontem à noite, por volta das 19h, na avenida que dá acesso ao condomínio residencial da Estância Quinta do Golfe, zona sul de Rio Preto. Uma linha de pipa com cerol, que estava presa aos fios de alta tensão do local, cortou o pescoço de Pietro. De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o corte profundo causou hemorragia e insuficiência respiratória.
O acidente aconteceu quando Pietro transitava por uma avenida, conhecida como avenida 2, para visitar o pai que mora em um sítio próximo ao local. Segundo testemunhas que presenciaram o acidente, o jovem, que trabalhava em uma ótica, chegou a percorrer cerca de 20 metros depois de ser ferido pelo cerol até cair no chão. O segurança de condomínio, Adão Ocha, de 33 anos, que acompanhou o momento do acidente, disse que ele tentou pedir socorro. “O rapaz retirou o capacete, pegou o celular para tentar fazer uma ligação para pedir socorro, mas acabou não resistindo ao ferimento”, diz.
Muito abalado, o cunhado da vítima, Sérgio Neves, foi o primeiro parente a chegar ao local. “Nem sei como dar essa notícia para a minha mulher e a família.” O pai de André, o caseiro Antonio Pietro, de 68 anos, chegou pouco tempo depois e também ficou chocado com a notícia. “Não dá para acreditar nisso, ele estava vindo para minha casa para jantar comigo.”
O pai de André também conta que o filho era uma pessoa muito querida e que fazia planos. “O patrão confiava muito nele e o considerava como filho também. Ele era um moço muito bom, nunca deu trabalho, não bebia, nem fumava. Ele estava noivo há algum tempo e pagava o financiamento de uma casa.”
Entristecido, Antonio Pietro relembra a conversa que teve com o filho no último domingo. “Ele disse para mim que iria seguir minha religião, que é espírita. Explicou que queria mais paz para ele, que queria seguir uma religião.” O motociclista era o filho caçula dentre quatro irmãos. André morava no bairro São Jorge, zona norte de Rio Preto, e visitava o pai com frequência. “Eu não estava bem de saúde nesses últimos dias e ele vinha muito aqui. Utilizava sempre essa avenida”, conta o caseiro.
A Polícia Militar não encontrou pessoas soltando pipas no momento em que atendeu a ocorrência. A corporação informou que a linha com cortante já estava no local, presa aos fios de alta tensão, e que teria caído sobre a avenida naqueles instantes em que Pietro passava de moto.
Rapaz era noivo e muito querido
O jovem André Pietro, de 30 anos, era uma pessoa querida por seus conhecidos. Segundo familiares, tinha planos de se casar, já que estava noivo há algume tempo e pagava o financiamento da casa própria.
Peitro não bebia ou fumava, e seu objetivo era alcançar estabilidade financeira e se dedicar ao espiritismo - religião do pai. Era o caçula de uma família de quatro irmãos e tinha grande atenção e respeito pelo pai Antonio Pietro, de 68 anos.
A vida do motociclista teve fim na noite de ontem após ser atingido por um fio de pipa - brincadeira que poderia ser considerada inofensiva se não fosse o cerol utilizado pelos praticantes.
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COMENTÁRIOS
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ronaldo leopoldino da silva
postado em
09/09/2010
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Novamente acontece uma tragedia como estas,, brincadeira de vagabundos nas avenidas com marmanjoes soltando pipa, morre outro trabalhador vitima de cerol, enquanto as autoridades estao correndo atras de cadeirinhas nos automoveis, ja é hora de das autoridades começarem prender estes vagabundos que andam soltando pipa na cidade,, eu nao sou contra soltar pipas em nossa cidade desde que se tenha um lugar apropriado para a pratica do mesmo, e outra coisa se é brincadeira de criança tem haver limite de idade . e ser algo restrito apenas pra crianças,, chega de morrer pessoas vitimas de cerol.
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Paulo Alessandro
postado em
09/09/2010
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Uma brincadeira inocente mas que tem ferido muitas pessoas e até mesmo tirando vidas. Passou da hora dessa brincadeira ser proibida nos perímetros urbanos visto a dificuldade de fiscalização do uso de cerol, podendo ser somente praticada em lugares como Cidade da Criança, Parque Ecológico, Clubes particulares e, claro, com a proibição do uso de cerol.
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silvio morales
postado em
09/09/2010
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A justiça e o policiamento ostencivo tem uma parcela de culpa. Se vê nos quatro cantos da cidade varias crianças e adultos soltando pipas, a policia deveria abordar e verificar com mais frequencia a presença de cerol nas linhas e de estabelecimentos que vendem este produto e a justiça deveria criar uma lei que pena de prisão aos que soltam pipa e aos que vendem cerol. Digo prisão e não pagamento de fiança (propina legalizada e distinção entre rico e pobre).
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