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Pesquisa do IBGE
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São José do Rio Preto, 4 de Dezembro, 2009 - 2:20
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Rio-pretense vive mais que a média nacional
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Sérgio Menezes
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Taxista João Capeletti, 81, afirma que tem saúde suficiente para viver mais dez anos
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A expectativa de vida do rio-pretense é quase três anos superior à média nacional, apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) na última terça-feira. Enquanto o brasileiro, em média, vive 72 anos 10 meses e 10 dias, quem mora em Rio Preto pode viver, também em média, 75 anos.
Na opinião do secretário municipal de Planejamento, Orlando Bolçone, os fatores que explicam o aumento na expectativa de vida do rio-pretense são os bons níveis educacionais, de saúde e de renda proporcionados pelo município, o que eleva o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A expectativa de vida do rio-pretense apontada pelo secretário de Planejamento representa um crescimento de três anos e nove meses em comparação com a do ano 2003, quando o morador da cidade poderia viver, em média, 71 anos e três meses.
Bolçone acredita que a população idosa em Rio Preto deva aumentar a cada ano e cita como exemplo os dados da Fundação Seade. A previsão é de que em 2020 haja 83.950 pessoas acima de 60 anos morando na cidade, contra 53.696 neste ano. Um crescimento de 56,3%.
“Rio Preto terá cada vez mais idosos morando na cidade. Por isso é preciso mudar as políticas públicas e criar espaços para a terceira idade”, disse. De acordo com o secretário, o Centro de Convivência do Idoso (CCI), espaço construído para que os idosos desenvolvam atividades e se integrem, deve ser uma tendência para os próximos anos.
Com isso, a Prefeitura de Rio Preto deve deixar de investir em construção de creches e escolas infantis e se dedicar para melhorar a qualidade de vida dos idosos. Uma tendëncia que deve ser seguida no Brasil. “A rede infantil está formada. Será apenas necessário reforçar a qualidade do ensino e aumentar a carga horária dessas escolas, para que todas as unidades funcionem em período integral”, afirma Bolçone
Desafios
Para atender uma população idosa e que não quer ficar parada, Bolçone acredita que as empresas devam criar oportunidade de trabalho para os mais velhos. “Não adianta levar o idoso para o baile, no clube ou oferecer jogos. Ele que se sentir útil, produtivo e participativo.”
Além disso, a cidade precisa de infraestrutura adequada para atender a população idosa, como a construção de rampas de acesso em calçadas e prédios públicos e privados, assim como acessórios para facilitar a locomoção dos idosos. A construção da Vila Dignidade, um projeto habitacional do governo do Estado voltado ao atendimento de idosos, deverá ser lançado em breve em Rio Preto é um exemplo de adequações que já estão prontas para serem colocadas em prática.
Com 81 anos, o taxista João Capeletti já superou a expectativa de vida do rio-pretense e diz que tem força suficiente para viver mais dez anos. “Tem muita coisa de que sinto falta na cidade, mas pode melhorar. Se houver pelo menos o respeito das pessoas para com os idosos, já são alguns anos ganhos de vida.”
Mortalidade é menor que no Estado
A taxa de mortalidade entre crianças de até um ano é menor em Rio Preto do que em todo o Estado e região. Segundo dados da Fundação Seade, de cada mil crianças que nascem na cidade, 10,20 morrem. O número de vítimas nos municípios da região chega a 10,76 e 12,56 no Estado.
Os indicadores revelam que a população infantil em Rio Preto tem se mantido estável nas duas últimas décadas, uma média de 11,7 mil mulheres nascidas por ano, contra 10,8 mil homens. No entanto, a estimativa é de que em 11 anos o número de crianças morando na cidade seja bem menor.
De acordo com o secretário de Planejamento de Rio Preto, Orlando Bolçone, em 2010 a taxa anual de crescimento da população deve ser de 1,72%, contra 0,48 prevista para 2020. “Os casais estão cada vez tendo menos filhos. E quando se melhoram a educação, o saneamento básico e a saúde, isso favorece um índice pequeno de mortalidade infantil.”
Nascimentos e morte
Em 2008 foram registrados 4.415 mortes em Rio Preto, contra 5.576 nascimentos. No entanto, além do saldo positivo de pouco mais de 1,1 mil moradores, a cidade ganha anualmente pelo menos 5 mil novos cidadãos. “É quase uma Cedral que nasce dentro de Rio Preto todo ano.”
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