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Caso sob investigação
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São José do Rio Preto, 9 de Outubro, 2009 - 11:59
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Auxiliar vai para UTI ao ser agredido por vigia
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Thomaz Vita Neto
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Jurandir da Silva veio a Rio Preto para tratar de sua aposentadoria
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O auxiliar de enfermagem Jurandir da Silva e Souza, 57 anos, foi internado na noite desta quarta-feira, no Hospital de Base, com traumatismo craniano, vítima de agressão em frente à uma farmácia localizada dentro da rodoviária de Rio Preto. De acordo com o boletim de ocorrência, o auxiliar foi agredido com socos no peito pelo funcionário da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) R.R., 29 anos, que presta serviços de vigilância na rodoviária. Consta ainda que a vítima, após ser golpeada, caiu e bateu a cabeça. Foi socorrida por uma unidade de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Reportagem do Diário revelou ontem que a Emurb não tem licença da Polícia Federal para prestar serviço de vigilância patrimonial.
E. A. O., 40 anos, proprietário da farmácia, afirma que chamou o segurança para retirar o auxiliar, pois ele estaria causando tumulto no local. “O homem estava aparentemente desorientado e embriagado”. Já testemunhas afirmaram à reportagem que a atitude do vigilante foi de violência gratuita. Segundo H.C.P., comerciante no local, “ isso sempre acontece aqui e ninguém faz nada. Dessa vez foi pior, pois o senhor (o auxiliar) não fez nada para ser agredido com tamanha violência”. Familiares informaram que Souza, que é de Catanduva, veio a Rio Preto para tratar de sua aposentadoria. De acordo com Terezinha Jaci Bernardes, 55 anos, irmã da vítima, “ele compareceu para acertar umas taxas do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) para regularizar sua situação e acabou parando num hospital dessa maneira. Pra que tanta violência?”, disse Terezinha.
“Estou vendo a possibilidade de transferi-lo para um hospital em Catanduva, pois não tenho condições de vir todo dia”, explicou a irmã, sobre a permanência da vítima na UTI do Hospital de Base. A Emurb informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que um processo administrativo disciplinar será aberto para apurar as responsabilidades. No entanto, declarou que “o vigilante, em momento algum, agrediu Souza”. O vigilante, acrescentou, “é um funcionário exemplar que está realizando curso para ingressar na Polícia Militar”. Imagens cedidas pela Emurb das câmeras de segurança mostram, à distância, o momento da abordagem do vigilante. “Dá pra ver que ele ainda tenta segurá-lo, mas o indivíduo desabou de uma vez”, alega Donizete Marques Cassimiro, 43 anos, supervisor de segurança e responsável pelo serviço de monitoramento de imagens no terminal.
A reportagem constatou que uma outra câmera, posicionada de frente para a farmácia, estava desligada no instante da agressão. Segundo Cassimiro, o funcionamento desse equipamento estava comprometido devido aos defeitos que surgiram logo após o temporal que caiu na tarde de quarta-feira. “Tivemos que desligar as câmeras que apresentaram problemas”, argumenta o supervisor. O caso será investigado também pelo 1º Distrito Policial, que deve começar a ouvir os envolvidos na próxima semana.
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