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Abastecimento
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São José do Rio Preto, 8 de Agosto, 2010 - 16:29
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Racionamento em 9 bairros deve durar uma semana
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Guilherme Baffi
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Técnico faz retirada de emulsão asfáltica no córrego dos Macacos, próximo ao local do acidente
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A suspensão da captação de água no lago 3 da Represa Municipal de Rio Preto pelo Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae), e por consequência o racionamento em nove bairros, deve permanecer ao longo da semana.
Esse é o período que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o laboratório Bioagri, de Piracicaba, devem demorar para fazer as análises da água e do solo do córrego dos Macacos e da Represa, atingidos pelo derramamento de 20 mil litros de emulsão asfáltica (asfalto diluído em água), anteontem.
Ontem de manhã, a equipe de operações de emergência da Cetesb de São Paulo e técnicos do Bioagri - contratado pela transportadora do produto - coletaram amostras em dois pontos do córrego e três da Represa.
“Iremos verificar o tamanho da contaminação, o quanto esse produto pode provocar prejuízos ao meio ambiente e à água da Represa”, afirma Agnaldo Vasconcellos, químico da Cetesb. “Nossa maior preocupação é em relação aos hidrocarbonetos, elementos da emulsão asfáltica que podem provocar câncer em alguns animais.”
Segundo Eujecio Queiroz, assessor de operação e distribuição do Semae, a captação no lago 3 só será retomada após as análises da Cetesb e da Bioagri. “Fizemos alguns testes que não apontaram problemas. Mas precisamos de uma avaliação mais segura, que só a Cetesb e o laboratório contratado pela transportadora podem nos fornecer”, diz.
Sem a captação no local, a Estação de Tratamento de Água (ETA), responsável pelo abastecimento de 30% da cidade, tem sua capacidade reduzida em 40%. Pode faltar água em nove bairros da cidade: Vila Maceno, Alto Alegre, Boa Vista, Redentora, Jardim Seixas, Urano, Anchieta e Vila Diniz, além do Centro.
Ontem à tarde, a equipe da Cetesb e do Bioagri também iniciaram a retirada de cerca de 800 quilos de cal jogados pelo Semae no final do córrego dos Macacos, com a intenção de conter a emulsão asfáltica, na sexta-feira de manhã. “A cal também é um contaminante e não pode ficar naquele local”, diz Vasconcellos.
Como foi
O derramamento foi provocado por um acidente envolvendo um caminhão-tanque e um Gol no km 435 da rodovia Washington Luís (SP-310). O carro bateu na traseira do caminhão, quebrando a válvula do tanque. O motorista do carro, o administrador Vinícius Alessandro de Freitas Minari, 28, morreu na hora.
O produto escorreu cerca de 700 metros pela marginal da pista, até cair no córrego, que deságua na Represa. Um terço da carga (cerca de 10 mil litros) foi contido por barreiras construídas por máquinas pá-carregadeiras da Prefeitura, ao longo da marginal.
Transtornos
O comerciante Luiz Carlos Borges, 42 anos, sofreu com a falta d’água na sexta-feira. Ele é dono de uma padaria na Vila Anchieta e afirma que o fornecimento no bairro foi interrompido na hora do almoço, sendo normalizado às 22h.
“Em casa é mais fácil consumir a água moderadamente. Mas para quem tem comércio fica complicado”, afirma. “Na sexta-feira, tive que segurar as funcionárias algumas horas a mais, porque precisava lavar a padaria ainda à noite.”
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