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Entre a vida e a morte
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São José do Rio Preto, 29 de Julho, 2010 - 1:50
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Pedreiro é queimado por descarga elétrica
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Thomaz Vita Neto
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Roberto Carlos Baleiro está internado no HB em estado gravíssimo
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O pedreiro Roberto Carlos Baleiro, 29 anos, ficou com 85% do corpo queimado após receber um choque de 138 mil volts na tarde de anteontem, dentro da Constroeste Concreteira, em Rio Preto, em área próxima à rodovia Assis Chateaubriand. Baleiro está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base e corre risco de morte.
A empresa informou, por meio da assessoria de comunicação, que o acidente foi provocado por falha do motorista, que manobrou o guincho além da altura necessária. A máquina atingiu o fio de alta tensão, e a corrente elétrica da rede percorreu todo o equipamento até atingir Baleiro. No momento do acidente, Baleiro era o único funcionário apoiado em uma barra de ferro que estava conectado ao guincho.
“Só ele estava na parte de cima do caminhão. Tudo aconteceu muito rápido, não deu nem para ver como foi. Senti um choque e caí no chão. Quando me levantei, o Roberto estava pegando fogo”, afirma um trabalhador da empresa, que não quis se identificar. Segundo a CPFL Paulista, o fio atingido faz parte da rede elétrica que conduz energia de Rio Preto a Olímpia, na rodovia Assis Chateaubriand.
O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram socorro ao pedreiro, que foi levado ao HB. Segundo um dos médicos responsáveis pelo caso, o cirurgião Sérgio Brieze, o estado de Baleiro é extremamente grave. “As chances de óbito são de quase 100%. Quando uma corrente elétrica dessa voltagem percorre o corpo, ela queima os órgãos, o que já é muito grave. No caso dele, além das queimaduras internas, houve também a queimadura térmica, provocado pelo fogo. O corpo está praticamente todo queimado”, diz Brieze. O fogo é provocado devido à intesidade do choque, aliado a fatores externos, como roupas, cabelos, pelos e local.
A internação do pedreiro está sendo custeada pela empresa, pois não havia vagas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Padre Albino, de Catanduva, único da região que possui uma ala especializada em queimados. A reportagem entrou em contato com a mulher de Baleiro, mas ela não concedeu entrevista porque teria recebido orientação da empresa. A Constroeste, porém, nega a informação. O Diário apurou que este é o segundo acidente do pedreiro. Ele já havia quebrado o braço durante o trabalho.
O engenheiro elétrico José Arnaldo Bottesini afirma que os fios de alta tensão são extremamente perigosos. “Às vezes, nem é preciso tocar neles para levar um choque, pois a voltagem é muito grande. A aproximação é perigosa.”
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