|
|
|
|
|
›
Trânsito de Rio Preto
|
|
São José do Rio Preto, 19 de Novembro, 2009 - 0:30
|
|
Motorista‘decide’ se lombadas aplicarão multas
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Thomaz Vita Neto
|
|
|
Avenida Nossa Senhora da Paz, um dos pontos com lombada
|
O comportamento dos motoristas de Rio Preto vai determinar se as lombadas eletrônicas serão punitivas ou somente educativas. Por enquanto, elas têm apenas função educativa. A cidade possui dez lombadas eletrônicas, mas nem todas estão em funcionamento, o que deve ocorrer até o final deste mês.
Os equipamentos deixarão de ter função educativa se a maioria dos motoristas desrespeitar o limite máximo de 40 quilômetros por hora nos locais em que estão instalados, segundo o secretário de Trânsito, Aparecido Capello.
Ele declara que a secretaria vai monitorar a velocidade dos veículos que transitam pelas oito avenidas onde estão instalados os radares. “Os equipamentos registram a velocidade dos carros e, por meio desse histórico, é possível ver se os motoristas estão ou não respeitando o limite. Se o resultado for positivo, as lombadas continuam educativas. Mas se não houver respeito, elas serão punitivas”, diz.
O secretário não informou, porém, quando começará essa avaliação e o período de sua duração. “Vamos monitorar com frequência”, afirma Capello, sem detalhar. “O nosso primeiro objetivo é educar, mostrar ao motorista que aquele trecho é perigoso e é necessário reduzir a velocidade”, diz o secretário de Trânsito. A decisão de tirar o caráter punitivo das lombadas, segundo Capello, foi do prefeito Valdomiro Lopes (PSB).
As lombadas pertencem à empresa NDC , que venceu licitação para operar os radares de Rio Preto. Além das dez lombadas eletrônicas, a cidade tem 39 radares, entre fixos, móveis e semafóricos. A Prefeitura desembolsa R$ 80,5 mil mensais à empresa pelo serviço.
Ontem, uma das lombadas da avenida Nossa Senhora da Paz começou a receber os adesivos que indicam o limite de velocidade. Ainda nesta semana elas devem receber a logomarca da administração Valdomiro Lopes.
Reações
Nas ruas, a iniciativa de fazer da lombada eletrônica um instrumento educativo causa estranheza à população porque nos anos anteriores os equipamentos aplicavam multas. A maioria, porém, aprova a iniciativa, mas acredita que a sinalização não seja respeitada.
“Acho que no começo vai funcionar. As pessoas pelo menos vão tentar respeitar. Mas com o tempo elas vão esquecer da função educativa e se lembrar apenas que não tem multa”, afirma o empresário Diego Deliberto Narvaes, 22 anos. Ele afirma que vai respeitar a sinalização. “Já levei uma multa por excesso de velocidade e preciso tomar cuidado.”
Os taxistas João Roberto Pereira, 50 anos, e João Carlos Goulart, 57 anos, trabalham em frente ao Hospital de Base, onde há duas lombadas eletrônicas. “Metade dos motoristas respeitam”, diz Pereira. “Se a intenção é diminuir a velocidade, o ideal são lombadas de concreto. Quem pode pagar multa não liga para radar”, afirma Goulart.
Já a comerciante Virgínia Zara, que trabalha em frente a uma lombada na avenida Nossa Senhora da Paz, afirma que os motoristas já reduziram a velocidade antes mesmo de o equipamento funcionar. “Já melhorou bastante. Acho que a população vai respeitar.”
O pintor Vander Reis de Paula, 28 anos, diz desconfiar do caráter educativo. “Vou respeitar para não ter surpresas. Eles falam que não multam, mas no fim do mês chega a conta lá em casa.” Para o aposentado Orlindo Alexandre Feitosa, 87 anos, os motoristas de Rio Preto abusam da velocidade, por isso, diz, as multas são importantes.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
1 de 2  |
|
|
|
Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
24/11/2009
|
Senhor Marco Antonio Ribeiro, eu vislumbrei a Guarda Municipal, simplesmente, atuando a frente dos congestionamentos nos horários de picos ou rush. Isso, se feito com motivação, certamente provocaria satisfação aos usuários de trânsito. Lembrando que quando dos congestionamentos muitos são os que aguardam providências. Exemplo: trabalhadores como advogados, ambulâncias socorrendo acidentados ou adoentados, azulejistas, centenas de assessores políticos, cabeleireiros, comerciantes, dentistas, desempregados a procura de emprego, eletricistas, encanadores, enfermeiros, farmacêuticos, funileiros, guardas municipais, jornalistas, juízes, mecânicos, médicos, pedreiros, pintores, prefeito e vice-prefeito, policiais civis e militares, procuradores, promotores de justiça, serventes, vereadores, viaturas policiais que ao atender ocorrência emergencial se obriga a passar sobre o canteiro central e, nesse caso ainda contraria alguns que não concordam com a atitude, cidadãos e cidadãs que estavam passeando e usufruindo de um direito que todos têm, mas que infelizmente, nem todos podem e por aí vai. Eu sei que poderia relacionar centenas de profissionais, mas interrompo para ressaltar a importância de se estar num cruzamento de vias públicas e tendo o privilégio de se prestar relevante serviço, ou seja, o agente da guarda municipal seria mais importante no contexto social, tanto ou quanto todos os que foram relacionados. Nós, cidadãos, independentemente da profissão somos todos relevantes, por isso também somos merecedores de um trânsito que flua normalmente e possibilite a todos chegar tranquilamente as suas casas depois de um dia intenso de atividades. A autuação por infrações de trânsito ficaria sob a responsabilidade da polícia militar como sempre foi. Em tempo: quando da criação da Guarda Municipal parte da sociedade se posicionou contrária a aplicação de “autos de infração para imposição de penalidades”, talvez, por dar a impressão de que aquilo teria se transformado numa verdadeira e radical fonte de arrecadação, pois, nos conduzia a pensar que o espírito educativo teria ficado a um plano muito distante. Concluindo, eu peço a todos os profissionais acima relacionados para que reflitam sobre a minha opinião, exatamente, no horário em que estiverem aguardando o sinal verde do semáforo mais próximo. O meu respeito a todos os trabalhadores, em especial, aos da Guarda Municipal, de repente, poderão estar nos cruzamentos e contribuindo com muito carinho para o bem estar de toda a sociedade.
|
|
Marco Antonio Ribeiro
postado em
23/11/2009
|
Quero deixar registrada a minha opinião no que tange o comentário do Sr. Jorge Gerônimo Hipólito sobre a atuação da Guarda Municipal no trânsito. Há que se concluir, por coerência, a impossibilidade de qualquer atuação no trânsito sem que seja garantido o poder de autuação. Importa lembrar que a Guarda Municipal foi autorizada a autuar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, uma vez que todos os autos lavrados foram validados, o que resultou na aplicação de sanções pecuniárias e administrativas aos infratores. Entretanto, não há maior verdade do que a alegação de que GM não pode multar. Isto é fato, e contra tal não há argumentos! Alguém pode afirmar: "Somente a PM pode multar!!!" Muitos leigos concordariam com esta tese, sem, no entanto, terem feito uma análise, no mínimo, superficial do tema. É bom que se diga que o termo "multar" difere, em gênero, número e grau, do termo "autuar"; esclarecendo que nem a Guarda, nem mesmo a PM têm o poder de multar, mas sim de autuar. Somente o Secretário de Trânsito é dotado de tal poder. Assim, faço uso de um ditado popular para alertar que "não se confunda pato com ganso, pois uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa." Cada vez tem se tornado mais comum a utilização de Guardas Municipais para a fiscalização de trânsito, tendo em vista o reconhecimento favorável do Tribunal de Justiça, baseado em decisões reiteradas sobre a matéria. Algumas decisões se basearam na leitura do Artigo 144 da C.F. combinada com a leitura do Artigo 99 do Código Civil de 2002, onde está determinado que as estradas, ruas e praças são "bens" pertencentes ao Município, o qual responde, unilateralmente, pela sua má conservação, eximindo-se a responsabilidade dos demais entes que compõem o Estado (União e Estados-membros) nas ações judiciais de cunho indenizatório. Não se trata aqui, de reclamar a atuação das Guardas em funções exclusivas de trânsito, mas em funções típicas de "Segurança Pública", para que estas possam contribuir efetivamente para a segurança de cidadãos pagadores de impostos, que merecem maior atenção do poder público. Alguém também ainda pode questionar, dizendo: "A Segurança Pública é dever do Estado, não cabendo ao Município a assunção das questões relacionadas à Segurança Pública", o que é um despropósito, do ponto de vista legal, haja vista que o Município tem papel fundamental na solução de problemas afetos ao tema. Assim como o Município está obrigado a prover a saúde e a educação, pela mesma forma, é bom que se ressalte, está obrigado a prover também a segurança pública de seus munícipes. O famoso jurista José Cretella Junior ensina "que o combate à criminalidade não é exclusivo dos organismos policiais, mas de todo cidadão que nesse particular, é detentor de fração de poder de polícia, prevalecendo a regra omnis civis est miles (todo cidadão é um militar)". Se é assim, que todo cidadão tem poder de zelar pela Segurança Pública, como poderia o Município se eximir de sua responsabilidade nesta seara? A Lei é clara! Pois então, que cada cidadão preocupado e interessado na sua segurança e de sua família reflita sobre estas questões!!!
|
|
Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
19/11/2009
|
Caríssimos Rio-Pretenses, no meu imaginário, eu agiria da seguinte forma. Fosse eu, prefeito de São José do Rio Preto suspenderia todos os radares com exceção das lombadas eletrônicas. Entretanto, as colocaria naqueles pontos, onde estatisticamente, ficou comprovado número significativo de acidentes. E mais, nos horários de rush, eu colocaria a Guarda Municipal para controlar a fluidez do trânsito, por exemplo, entradas da Washington Luiz com Murchid Homsi, Alberto Andaló e Av. Bady Bassitt e, especialmente, nas rotatórias da José Munia e Juscelino Kubstichek com as marginais e outros cruzamentos também considerados críticos. Obs.: os agentes ficariam posicionados nos pontos que compete ao município. Nos cruzamentos com a BR 153, eu solicitaria apoio da Polícia Rodoviária Federal. Imaginem que das 17h30min até as 19h30min todos cansados e querendo chegar às suas casas, no entanto, impossibilitados por causa dos bolsões de congestionamento. Mas como controlar a fluidez do trânsito? Um agente a frente de cada pista, enquanto um segura a via com menor volume de veículos, o outro libera a de maior volume. O terceiro agente se posicionaria de forma a poder observar qual via requer prioridade e auxiliaria no controle de uma das pistas, haja vista, tratar-se de avenidas. Importante observar, quando o agente está à frente da pista controlando a fluidez do trânsito não se leva em conta os semáforos, pois mesmo que já acendeu a luz vermelha prevalece o agente. Vocês se lembram dos silvos breves e longos que antigamente se fazia ouvir nos cruzamentos por parte dos policiais militares de trânsito? Às vezes sentimos saudades. Eu não sei se aqui em São José do Rio Preto é possível controlar os semáforos manualmente, mas na cidade de São Paulo era possível. Esse recurso auxiliava em muito na redução dos congestionamentos. Bem, mas alguém já alertaria que a Guarda Municipal não pode autuar. A GM estaria prestando um serviço que se bem feito conquistaria a simpatia de todos os motoristas. Eu tenho certeza de que politicamente conquistaria pontos positivos, pois estaria oferecendo solução aos problemas.
|
|
|
|
|
1 de 2  |
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|