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Terapia ao volante
São José do Rio Preto, 6 de Novembro, 2013 - 2:20
Motoristas recorrem a tratamento psicológico

Raul Marques

Edvaldo Santos
Terapia dentro do veículo: a psicóloga Andrea Pavin Mulati orienta Daniely Cristina Niza
A aposentada Maria Helena Pereira, 61 anos, sempre foi habilitada para dirigir, mas ficou quase duas décadas sem pegar o carro. A ausência no trânsito ocorreu devido à combinação comodismo e medo. A necessidade de ter autonomia, ser mais livre e senhora de seu destino tornou a questão insustentável. Foi necessário mudar a postura. Maria recorreu a um serviço cada vez mais popular em Rio Preto: terapia combinada com aulas de direção.

Quem sofreu trauma, tem receio de conduzir veículo ou não se sente seguro é indicado para receber o atendimento, que trabalha de forma integrada problemas da mente e a habilidade automobilística. Começa no consultório e termina na rua.

Após 15 aulas, a aposentada voltou a ser motorista de direito, não só no documento. Pega até rodovia. “Foi uma libertação. É muito bom. Até rejuvenesci. Pego o carro e vou para o lugar que quero.” Tudo mudou em razão de um evento específico. O marido foi internado e ela voltou de mototáxi para casa. “Tive que tomar a decisão.”

Já com a empresária Daniely Cristina Niza, 25 anos, ocorreu um trauma. Era passageira de um veículo que se acidentou. Ficou dois anos parada. Até fez aulas particulares, mas não adiantou. Recorreu ao serviço que inclui psicologia. É novamente motorista, depois de seis aulas. Até ganhou um possante de presente do marido. “Ele disse que está orgulhoso de mim. Fiquei contente.”

Confiante, já dirigiu até na temida BR-153. Mãe de três filhos, tem diversos compromissos para resolver. “Ao conversar com a psicóloga, já fiquei mais confiante. Dirigir faz diferença em minha vida. Não me sentia preparada. Abriu nova perspectiva.” Ela não esconde a alegria com a conquista.

Pelo menos três empresas oferecem o serviço em Rio Preto. Juntas atendem, em média, 50 motoristas por mês. A maioria dos clientes é mulher, com idade entre 25 e 45 anos. O custo de um pacote varia de R$ 300 a R$ 800, dependendo da quantidade de aulas práticas e terapia. Para efeito de comparação, a aula convencional em autoescola custa de R$ 25 a R$ 30.

“Muitos motoristas tiram carta, mas não estão preparados. A mulher tem uma vida muito produtiva hoje. Trabalha, tem que levar filho à escola e fazer suas atividades. Não pode depender do carro do marido”, afirma a psicóloga especializada no trânsito Andrea Pavin Mulati. A maior parte não passou por trauma. Apenas não sente confiança ou simplesmente não sabe dirigir.

A auxiliar de escritório Silvia Martins dos Santos, 56 anos, ficou 24 anos sem conduzir. Ainda está no curso, mas já começou a pegar o carro. Algo impensável até pouco tempo. Após se envolver em um acidente, ficou chateada e parou. “Também tinha medo. Pensava que não era para mim. Chegou uma hora que acabaram as desculpas. Estou quebrando paradigmas.” É uma conquista a cada marcha.



Edvaldo Santos
Após quase duas décadas, Maria Helena Pereira voltou a dirigir: ‘foi uma libertação'
Toda atenção para o aluno dirigir confiante

O atendimento para pessoas com dificuldade em dirigir começa com boa conversa. Depois, o carro entra na história. No primeiro contato, a psicóloga Andrea Pavin Mulati afirma que descobre o problema. Assim, torna-se mais simples definir um plano para atacar as principais dificuldades. Na sequência, são realizadas as aulas de direção - são quatro terapias e seis práticas, às vezes a psicóloga vai no carro ao lado do instrutor.

“Pergunto o que impede de dirigir. Geralmente, a própria pessoa é o maior empecilho. Então, a gente entra com terapia de determinação. Ao destravar a mente, os pedais se destravam também”, explica a especialista.O diretor de autoescola Luiz Eduardo Costa Júnior recebe o cliente e conversa bastante. Se perceber que há necessidade, encaminha para o psicólogo. “A pessoa recebe atenção diferenciada. A aula é mais calma e com motivação.”

Segundo Andrea Pavin, em geral os novos motoristas saem mal preparados do curso de formação. “A pessoa compra o carro e não consegue usá-lo. Sente medo e assim deixa de lado.”O presidente da Associação de Autoescolas de Rio Preto, José Nasser Atique, afirma que a pessoa é preparada para fazer a prova e obter a carteira de motorista. “É o que normalmente acontece. A escola é o primeiro passo para aprender. Quando se tenta ir além, o aluno é arredio. Só quer tirar a carta.”






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