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Boca em Boca
São José do Rio Preto, 2 de Fevereiro, 2013 - 1:45
Sorvete frito com macarrão

Bruno Ferro

Guilherme Baffi
Elmo e a receita que tirou a sorveteria dele do vermelho: sucesso após várias tentativas
O comerciante Elmo Luis Brito dos Santos, 37 anos, estava desesperado. Mal dormia pensando nas contas a pagar da sorveteria Speed Gula, no bairro Boa Vista, em Rio Preto. Estava financeiramente quebrado. Mas depois de muita insistência em receitas mirabolantes conseguiu criar uma maneira própria de fazer sorvete frito. Seis anos depois, completamente restabelecido, comemora a fama do prato diferente que atrai gente curiosa para ver de perto a combinação.

“A maior parte chega e faz mil perguntas antes de experimentar. Alguns desistem, inventam desculpa e só voltam a ficar interessados quando digo que também vai macarrão parafuso frito,” diz Elmo. “Mas quem resolve arriscar come à tarde e traz a família ou os amigos à noite.” O prato é composto por sorvete empanado em farinha e imerso no óleo quente. Essa camada de farinha impede o contato do sorvete com o óleo. O acompanhamento é feito com cobertura de chocolate, crispes, cereja e macarrão frito passado na canela e no açúcar. A receita da farinha é secreta. Elmo não quer compartilhar algo que ele levou um bom tempo para descobrir.

Antes de chegar ao ideal, tentou farinha de rosca, de biju, de milho. E nada deu certo. Algumas ficavam com gosto delicioso, mas o prato era feio e a farinha não segurava o sorvete. Outras tinham bela aparência, mas a combinação com sorvete não agradava o paladar. Até que achou o jeito certo de fazer.

“O engraçado é que a ideia veio de uma brincadeira entre amigos. Vendo meu desespero, um deles brincou que eu logo tentaria fritar sorvete.” A princípio, a sugestão parecia loucura, mas ficou na cabeça de Elmo. E quando ficou pronto, chamou os amigos para provarem. Ficaram com medo de experimentar e o sorveteiro teve de convencer a namorada de um deles. “Ela comeu, gostou e todos quiseram provar também.”

Foi só depois de um tempo que Elmo acrescentou o macarrão. A receita é da falecida avó, Adelina. Baiana, ela costumava cozinhar e desidratar a massa. Fritava, passava no sal e dava aos netos para comer feito pipoca. “Ela fazia umas comidas diferentes de vez em quando. Esse macarrão era uma delas.” No começo, o macarrão era servido salgado até que uma cliente sugeriu que, em vez do sal, o tempero fosse de açúcar com canela. “Foi o toque que faltava para deixar o prato perfeito.”

Mas para chegar aos pratos perfeitos, Elmo fez os amigos sofrerem muito. Sempre que pensava em novas receitas, eles eram convocados para avaliar a qualidade. São os termômetros do estabelecimento. Antes do frito, tentou criar um sorvete com batata doce e banana flambada com mel. A mistura não deu certo e alguns saíram com a língua queimada.

“Gosto de trabalhar com novidades e já estou pensando em outras.” O sorvete frito é vendido em vários sabores. Os tradicionais - chocolate, creme e morango - custam R$ 15. Os sabores mais elaborados, como ferrero rocher, bombom, pavê, charge, leite ninho trufado e coco com abacaxi são vendidos a R$ 20. Outras receitas também deram certo. A macarronada ice crocante, feita apenas com o macarrão parafuso frito e o sorvete, é um exemplo.

Guilherme Baffi
O macarrão parafuso desidratado é uma receita da avó de Elmo, baiana que adorava experimentar novas comidas


A sorveteria também vende pratos salgados bem diferentes. Algumas receitas são originais, outras copiadas. A batata twister e a batata suíça são atrativos. Esta última é feita com frango ou carne seca, catupiry, muçarela, tomate e orégano. Desde os 19 anos, Elmo trabalha com sorvetes. Começou sendo representante de uma marca grande e tinha a sorveteria perto do Sesi. Ficou por sete anos vendendo os produtos, até que recebeu oferta melhor da concorrente. Foram outros cinco anos vendendo na sorveteria, em carrinhos pela rua e exposições.

Problemas trabalhistas o fizeram deixar a empresa. Mas seguiu no ramo. Conseguiu um aluguel melhor e abriu a sorveteria na Boa Vista. Com o sucesso do sorvete frito conseguiu dinheiro para comprar o prédio. “Também trabalhava como vendedor, enquanto minha mulher ficava na sorveteria.”

A mulher é Michele, 33, com quem é casado há oito anos e tem uma filha, Ana Laura, 4 anos. Além da unidade da Boa Vista, o casal também abriu uma sorveteria na frente da casa onde moram, no Alto Rio Preto, em frente a um colégio. O local passa por mudanças e deve reabrir em fevereiro.








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