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Risco
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São José do Rio Preto, 7 de Novembro, 2009 - 0:38
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Chuva pode fazer reservatórios transbordar
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Thomaz Vita Neto
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Represa de Marimbondo, uma das que correm risco de transbordo
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Com medo das cheias, a Agência Nacional das Águas (ANA) está se preparando para evitar transbordos de reservatórios. Ontem, a agência inaugurou a “sala de situação” para monitorar o volume de água das hidrelétricas, além do nível e da vazão dos rios em todo o Brasil. Dos dez reservatórios mais críticos do País, três são da região: o de Água Vermelha, no Rio Grande, que atingiu 77,4% da capacidade em outubro (no mesmo mês de 2008 eram 19,2%), Ilha Solteira (63,8%, contra 51,6% em 2008) e Marimbondo (60,2%, contra 26,5% em 2008).
O superintendente da ANA, Joaquim Gondim, afirma que a agência atua no sentido de prevenir catástrofes. Segundo ele, para uma inundação acontecer existem três fatores de risco preponderantes: reservatórios cheios, solo umedecido e chuvas acima do normal. “São fatores que estão ocorrendo rotineiramente. Por isso, precisamos nos precaver. Não quer dizer que isso vá acontecer, mas trabalhamos exatamente para evitar o pior.”
A partir da criação da sala de situação da ANA, as informações serão centralizadas, e a agência ficará responsável por alertar os órgãos gestores para que tomem precauções em caso de inundações e cheias. O trabalho será em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Monitoramento
Segundo a assessoria da Furnas, empresa responsável pela Usina Marimbondo, entre os municípios de Icém (SP) e Fronteira (MG), o nível do reservatório já é monitorado diariamente e não existem riscos de transbordo. “O nível aumentou por contas das chuvas, mas temos um volume de espera. Ainda cabe muito mais no reservatório”, afirma o assessor Wilson França.
A empresa, segundo ele, faz levantamento de demanda de chuva provável e se programa a partir disso. “Se o reservatório ficar acima do nível máximo permitido, abrimos os vertedouros e escoamos a água.” França aponta um grave problema que, afirma, não é culpa das hidrelétricas. “Existem populações ribeirinhas que vivem em loteamentos irregulares e podem sofrer por conta da abertura dos vertedouros. Quanto a isso, porém, não podemos fazer nada.”
A Cia Energética de São Paulo (Cesp), responsável pela Usina de Ilha Solteira, realiza o mesmo trabalho de monitoramento. A companhia se prepara, inclusive, para as chuvas previstas para o início deste mês. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, as ações se iniciam com a análise do período chuvoso anterior e prosseguem com as inspeções aos órgãos de descarga das usinas e a verificação das condições das comportas. “A companhia também participa da elaboração do plano anual de prevenção de cheias com o ONS”, informa. Neste ano, assim como era previsto, os reservatórios entraram no período chuvoso com níveis mais altos do que em períodos anteriores.
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COMENTÁRIOS
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
07/11/2009
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Aos ambientalistas e especialistas de plantão segue a sugestão. Imaginemos o volume de água dos reservatórios resultantes das constantes chuvas ainda na primavera e que, possivelmente, continuarão no verão. Segundo as administradoras das hidrelétricas tudo está sob controle, mas, existe a possibilidade do transbordamento. Pois bem, os gerenciadores do desenvolvimento agrícola poderiam aproveitar a água mesmo antes do nível máximo, ou seja, poderia se evitar que chegasse a esse ponto. Como? Construindo sistema de transposição a partir de um nível programado, isto é, todas as vezes que a água dos reservatórios o atingisse, automaticamente, escoaria por canal que alcançaria dezenas, centenas de propriedades rurais e abasteceria pequenas, médias e grandes represas, essas, previamente construídas, bem como, os reservatórios de algumas cidades. Mas haveria críticas dando ênfase sobre impactos ambientais. Tudo bem, então deixemos o excesso de água escoar até ao oceano atlântico. Depois ficaremos esperando que ela precipite sobre nós, por conta da evapotranspiração.
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