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Trânsito
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São José do Rio Preto, 8 de Junho, 2010 - 1:50
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Cadeirinha ‘some’ e data pode ser adiada
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Edvado Santos
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Gerente Edna Marta dos Santos diz que loja vendeu 50 assentos em um só dia
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A maioria dos modelos de cadeirinhas que os motoristas devem instalar no banco traseiro dos veículos de passeios para crianças de até 7 anos e seis meses se esgotou nas lojas especializadas de Rio Preto.
A partir de amanhã, quando está prevista a entrada em vigor da resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o motorista que for flagrado sem o dispositivo estará sujeito à multa de R$ 191,54 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de ter o veículo retido até sua regularização, com a colocação da cadeirinha.
A escassez do produto, no entanto, pode fazer com que obrigatoriedade do uso possa ser adiada. Reunião marcada para hoje, em Brasília, discute uma eventual prorrogação do prazo.
Além de São Paulo, enfrentam a falta das cadeirinhas os Estados de Minas Gerais e Mato Grosso. Para se ter uma ideia da procura, uma loja de produtos infantis no centro rio-pretense tem lista de espera com cem pessoas. Os preços no comércio em geral variam de R$ 69,90 a R$ 1.099.
A resolução foi assinada em 2008 com objetivo de estabelecer condições de segurança para o transporte de crianças. São três dispositivos obrigatórios - depende da idade da criança. Devem ser posicionados no banco traseiro do carro.
Criança com até um ano deve usar um berço portátil, conhecido como bebê conforto. Uma cadeirinha auxiliar ou uma proteção antichoque devem ser fixados ao veículo. A cadeira é indicada para a faixa etária com mais de 1 ano até 4 anos. Acima de 4 anos até 7 anos e seis meses, é necessário usar um assento de elevação. Ele deixa a criança na altura correta para poder utilizar o cinto de segurança. A partir dos 7 anos e seis meses, a criança deve usar o cinto de segurança.
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Edvado Santos
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Marcos Rogério Ferreira Pereira não achou cadeira de até 25 kg para filha Isabele
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Reclamação
A doméstica Edileusa Santos Pires, 40 anos, percorreu as principais lojas do Centro de Rio Preto durante três horas na tarde de ontem. Apesar do esforço, não encontrou o assento de 28 quilos para a filha, de 5 anos. “É um absurdo. Ela tem idade para usar o cinto de segurança normal.”
O auxiliar Marcos Rogério Ferreira Pereira, 31 anos, não encontrou a cadeira de até 25 quilos para a filha, de 3 anos. “A medida é importante porque vai trazer mais segurança. Para mim, o prazo deve ser prorrogado. Estamos com dificuldade para encontrar as cadeirinhas”, afirma.
Segundo Edna Marta dos Santos, gerente de uma loja infantil, apenas na sexta-feira passada, o estabelecimento vendeu 50 assentos - cada a R$ 69,90. Só não comercializou mais porque o estoque acabou. Ela afirma que cem clientes já pagaram pelo produto, que deve chegar somente em agosto.
”A procura tem sido muito grande. Todo mundo deixou para a última hora. Vendi até cadeirinha rosa para menino”, afirma a gerente. Os mecanismos para crianças com peso entre 15 e 36 quilos são os mais procurados em Rio Preto.
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