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'Operação Gravata'
São José do Rio Preto, 13 de Julho, 2012 - 2:02
Operação contra o tráfico prende advogado e PM

Allan de Abreu e Rita Magalhães

Hamilton Pavam
Operação Gravata da Polícia Federal (PF) prendeu 30 pessoas, sendo 22 delas na região de Rio Preto
A Operação Gravata, da Polícia Federal, prendeu ontem o advogado Dionízio dos Santos Menino Neto, 46 anos, o soldado da PM Sérgio Faria, 40 anos, e a guarda municipal Elisângela Cesare Faria, 40 anos, acusados de envolvimento com narcotraficantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios do Estado. Além disso, segundo a PF, o advogado intermediou a compra de pasta base de cocaína.

O trio foi flagrado em interceptações telefônicas vazando informações privilegiadas sobre operações policiais para integrantes do crime organizado na região. No total, 30 pessoas foram presas nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Rondônia: 22 delas na região de Rio Preto. Todas tiveram prisão temporária decretada por 30 dias pela 5ª Vara Criminal de Rio Preto e serão indiciadas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, financiamento do tráfico, colaboração com o tráfico, corrupção ativa e passiva. Outras 16 haviam sido presas em flagrante no decorrer das investigações, que tiveram o apoio da PM e do Gaeco, braço do Ministério Público que investiga o crime organizado.

A droga, adquirida de fornecedores de Mato Grosso e Rondônia, era trazida até a região escondida em automóveis e caminhões - um deles, carregado de carne, foi apreendido ontem com 10 quilos de cocaína escondida na carroceria. Por mês, o grupo trazia uma média de 30 quilos de pasta base, que era “batizada” e pulverizada em bocas de fumo do Noroeste paulista. Além disso, havia remessas, não quantificadas, com destino a outras regiões do Estado.

Entre os presos estão o sitiante Rozeri César Valentim e a mulher dele, Natália. Segundo o Diário apurou, Valentim é um dos “patrões do tráfico” na região de Catanduva. Sem nunca ter contato com a droga, ele negociava as remessas com os fornecedores. Dos 23 presos no Estado, 13 foram em Catanduva, 5 em Rio Preto, dois em Elisiário (Valentim e a mulher), um em Ibirá, um em Ribeirão Preto e um em Novo Horizonte. Nessa última cidade foi detido o garagista Luís Elias Valeo, ligado a Valentim.

As investigações começaram em janeiro de 2011. Nesse período, foram apreendidos 70 quilos de pasta base. “Quando iniciamos a apuração, o grupo já estava com um esquema sólido de tráfico”, disse ontem o delegado Gustavo Andrade de Carvalho Gomes, coordenador da operação, batizada de Gravata devido ao “sufoco” provocado no tráfico regional - o delegado negou que o nome seja uma alusão ao advogado.

Ontem, foram mobilizados 240 policiais federais e 30 policiais militares para cumprir 42 mandados de prisão e 46 de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Rondônia. Além das prisões, foram apreendidos sete veículos, US$ 110 mil e R$ 42 mil, além de celulares e balanças de precisão. Doze acusados estão foragidos. O PM foi levado para o presídio Romão Gomes, em São Paulo, e o advogado, para sala especial em quartel da Polícia Militar na Capital. Os demais presos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto e as mulheres para a carceragem da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Pedido de habeas corpus

O advogado Edervek Delalibera, que defende o colega de profissão Dionízio dos Santos Menino Neto, disse ontem que vai ingressar com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ) para revogar a prisão temporária contra seu cliente. “Ainda não tive acesso ao inquérito, portanto não sei exatamente as acusações que pesam contra ele”, disse. A mesma alegação foi dada pelos advogados dos demais acusados, que se aglomeraram ontem em frente à delegacia em busca de informações do caso.

Ana Paula, cunhada da agente da Guarda Municipal de Catanduva Elisângela Faria, disse que ela e o marido Sérgio Faria estão sendo acusados injustamente. “Eu não tenho nada para falar com vocês, mas só sei que essas acusações não procedem.” Segundo a dona de casa Aparecida Benedita Gomes, 59 anos, mãe do vendedor Luis Elias Valeo, preso em Novo Horizonte, o filho sofre uma perseguição na cidade. “Qualquer dinheirinho que ele recebe o pessoal acha que é tráfico. Acho que foi gente invejosa que fez essa denúncia”, diz. O advogado de Rozeri César Valentim não foi localizado ontem para comentar a operação.

Soldado deve ser expulso

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou inquérito para apurar a conduta do soldado Sérgio Faria, acusado de envolvimento com esquema de tráfico na região. “Vamos dar a ele todas as oportunidades de se defender, mas, devido à contundência das provas, o destino dele é a demissão”, disse ontem o coronel Azor Lopes da Silva Júnior, comandante da PM na região. Faria foi flagrado em interceptações telefônicas passando informações de operações da PM para a organização criminosa. Foi preso na base da 3ª Companhia da PM de Catanduva, às 6h30 de ontem, quando chegou na companhia para trabalhar.

Foi o próprio comandante dele, capitão Daniel Rodrigues Prado, quem deu voz de prisão ao policial. Em seguida, ele foi levado à sede da Polícia Federal em Rio Preto e, posteriormente, transferido para o Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, na Capital. De acordo com o coronel Azor, o soldado estava sendo investigado havia sete meses, desde que teve a primeira conversa interceptada pela PF.

A guarda municipal Elisângela Cesare Faria, mulher de Sérgio, é servidora municipal em Catanduva desde 1996. Segundo a PF, ela atuava como auxiliar do marido no contato com a quadrilha. A prefeitura informou que ela está afastada do cargo para disputar as eleições de outubro como vereadora, embora seu nome não conste na relação de candidatos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A prefeitura informou ontem que já abriu uma sindicância para apurar as acusações contra Elisângela.

Hamilton Pavam
Advogado Dionízio chega à sede da Polícia Federal, em Rio Preto
Advogado preso pela PF defende membros do PCC

Um dos mais conhecidos advogados de Catanduva, Dionízio dos Santos Menino Neto, 46 anos, preso pela Polícia Federal na manhã de ontem, defende vários integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os seus clientes está o rio-pretense Miguel Perez Gimenez Neto, integrante da facção criminosa investigado na Operação Alfa, também da PF, em 2009.

O Diário apurou que, nos últimos oito anos, o advogado amealhou patrimônio avaliado em R$ 4 milhões em Catanduva, que inclui 19 casas - 15 delas recebidas em herança - quatro casas no bairro Solo Sagrado, uma chácara e uma mansão no Centro da cidade. Ele chegou ontem à sede da PF em Rio Preto escoltado dentro do seu próprio carro, um Hyundai Sonata.

Não é a primeira vez que doutor Neto, como é conhecido, tem o nome envolvido com atividades criminosas. Em 2001, ele chegou a ser processado por associação ao tráfico de drogas em Catanduva, mas acabou absolvido pela Justiça. Dionízio é amigo pessoal do soldado da PM Sérgio Faria, 40 anos, e de sua mulher, Elisângela Cesare Faria, 40 anos, casal acusado, junto com o advogado, de “vazar” informações de operações policiais contra o narcotráfico em Catanduva.

O presidente do Conselho de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rio Preto, Odinei Bianchini disse ontem que, assim que for informado oficialmente sobre a prisão de Neto, irá instaurar uma sindicância interna para apurar as acusações. As penas variam de uma simples advertência até a cassação do registro profissional.

‘Patrão’

Apontado como o “patrão” do tráfico em Catanduva, Rozeri César Valentim, outro alvo da operação, já foi preso pelo menos duas vezes. A primeira prisão ocorreu Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, em 2006, acusado de tráfico drogas e por estar dirigindo um veículo roubado. A outra prisão aconteceu em 2009, em Catanduva, acusado de receptação de pássaros silvestres.

Os dois deslizes são exceção na vida de Valentim, que sempre primou pela discrição, apesar de sucessivamente investigado pela polícia. A suspeita é de que ele usaria o sítio dele, uma propriedade suntuosa em Elisiário, para enterras droga trazida do Paraguai, mas a informação nunca foi confirmada pela polícia.





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Fonte: Colaborou Victor Augusto
 
     
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