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Música
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São José do Rio Preto, 5 de Março, 2010 - 11:38
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Morre Johnny Alf, um pioneiro da bossa nova
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Lauro Lisboa Garcia
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Johnny Alf, em show no Sesc Vila Mariana, em 2009
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Johnny Alf vinha sofrendo com um câncer de próstata há mais de três anos e seu estado de saúde agravou-se desde segunda-feira. O cantor, compositor e pianista carioca morreu na tarde desta quinta, 4, no hospital Mário Covas em Santo André, na grande São Paulo, segundo informou seu assessor Nelson Valença.
O enterro será nesta sexta, no cemitério do Morumbi, na cidade que adotou a partir da metade dos anos 1950. Seu último show foi em agosto de 2009, no Teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da cantora Alaíde Costa, sua grande amiga.
Johnny Alf, nascido Alfredo José da Silva, na Vila Isabel de Noel Rosa (1910-1937), no Rio de Janeiro, no dia 19 de maio de 1929, perdeu o pai, o cabo do Exército Antônio José de Almeida, quando tinha três anos.
A mãe, a dona-de-casa Inês Maria da Conceição, passou então, por necessidades financeiras, a trabalhar como empregada doméstica. A família que deu o emprego a ela ajudou a criar o pequeno Alfredo e lhe deu condições de estudar. Mais tarde, por volta dos 9 anos, uma amiga dessa família, Geni Borges, o estimulou a aprender piano clássico.
Os estudos de música erudita ("mais Chopin do que Debussy") tiveram pouca influência depois, como o próprio Alf afirmaria anos mais tarde. O que mais teve impacto sobre sua criação artística foram os filmes musicais americanos que tinham trilhas sonoras assinadas por gente do porte de George Gershwin e Cole Porter.
Além do cinema musical, havia o jazz - e especialmente o trio do também pianista e cantor Nat King Cole o inspirou. Na música brasileira, os cantores Silvio Caldas, Orlando Silva e Dircinha Batista estavam entre seus prediletos.
Ele também tocava Dorival Caymmi e sucessos do repertório de cantores requintados da época, como Lúcio Alves e Dick Farney. Dessa mistura de influências, surgiu o embrião da bossa nova que ele desbravou.
Johnny Alf adotou esse pseudônimo nos anos 40. Convidado a integrar um grupo artístico do Instituto Brasil-Estados Unidos, não demorou a ter o nome Alfredo reduzido para Alf por um professor. O Johnny veio por sugestão de uma colega norte-americana, "porque era um nome muito popular na terra dela".
Foi por intermédio de Farney e Nora que ele iniciou a carreira profissional como pianista na Cantina do César, casa noturna de propriedade do radialista César Alencar. Morando em São Paulo desde 1954 - com uma recaída bissexta pelo Rio em 1962, quando formou um trio com o baixista Tião Neto e o baterista Edison Machado -, Alf só lançou o primeiro LP, Rapaz de Bem, em 1961.
Daí veio a consagração de outros de seus clássicos, Ilusão à Toa e O Que É Amar, que se tornariam obrigatórios em todos os seus shows. Além destas, outra que se destacou ao longo da carreira foi o bem-humorado choro Seu Chopin, Desculpe (do álbum Diagonal, de 1964), mas nenhuma repetiu o êxito de Eu e a Brisa, de 1967.
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