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Teatro
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São José do Rio Preto, 27 de Janeiro, 2012 - 1:44
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Metalinguagem permeia a peça ‘Amor Confesso’
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Silvana Marques/Divulgação
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Claudia Ventura e Alexandre Dantas: juntos dentro e fora do palco
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Eles são praticamente casados na vida real e preparam um casamento na ficção. Claudia Ventura e Alexandre Dantas, da Cia. Falácia, do Rio de Janeiro, estrelam “Amor Confesso”, em cartaz hoje e amanhã, às 21 horas, no Teatro Municipal “Humberto Sinibaldi Neto”, em Rio Preto, pelo 10º Janeiro Brasileiro da Comédia. O espetáculo estreou em 10 de novembro do ano passado, no Centro Cultural dos Correios, na cidade sede, e já realizou duas temporadas cariocas, que renderam a indicação da diretora Inez Viana à 24ª edição do Prêmio Shell de Teatro. Esta é a primeira viagem da dupla.
Como o título sugere, o tema central da narrativa é o relacionamento a dois - com naturais referências a situações particulares de Claudia e Dantas. Em cena, os atores resolvem se casar e, para celebrar a união, montam uma peça a partir de oito contos de Arthur de Azevedo, publicados entre 1892 e 1903. O problema é que, durante os ensaios, eles descobrem que a maioria das histórias não tem final feliz.Então, horas antes da cerimônia, dividem suas incertezas com a plateia.
A ideia aqui é trabalhar o teatro em sua essência. Duas cadeiras se multiplicam em casa, cama, bolsa e outros objetos cenográficos que a imaginação popular permitir. Outro elemento imprescindível à montagem é a presença do pianista Roberto Bahal, que pontua as cenas com execução de música ao vivo. Para Alexandre, o grande barato do trabalho é a intimidade com os espectadores. Desde o início, traça-se um diálogo franco entre ambos, capaz de complementar a peça. “Eles podem ser os vizinhos ou uma plateia mesmo.”
Encontro
Claudia e Dantas se conheceram no início da década de 1990, durante a montagem shakespeariana de “Macbeth”, no curso de artes cênicas da UniRio. Em 1996, os colegas se reencontraram para interpretar “Capital Federal”, dramaturgia assinada, coincidentemente, por Artur de Azevedo. A parceria nos palcos deu tão certo que continuou nos elencos do Teatro do Pequeno Gesto e do Núcleo Informal de Teatro. Há três anos, eles resolveram criar a própria trupe, denominada Cia. Falácia. E também descobriram que a amizade havia se transformado em paixão.
O trabalho inaugural da nova fase foi “A Igreja do Diabo”, inspirado em obra de Machado de Assis, para homenagear o centenário de morte daquele autor. Porém, o ano de 2008 também marcava a efeméride de Azevedo. “Quase nada se falava dele, então, fomos fisgados pela ideia de mergulhar mais a fundo em sua obra, especialmente na faceta de contista. Ele foi um mestre da palavra. Com texto muito real e debochado, diria que foi quase um precursor de Nelson Rodrigues em ‘A Vida Como Ela É’”, diz Claudia, que aparece esporadicamente como roteirista e atriz de programas globais.
Segundo ela, a marca registrada da Cia. Falácia é a pesquisa de textos não criados originalmente para os palcos.Fora deles, os artistas vivem em clima de romance, mas mantêm casas separadas. “Em nossa idade (43 anos), é feio falar que estamos ficando ou namorando. Mas se disser que somos casados de verdade é mentira. Ele me enrola até hoje”, diverte-se ela.
Formação
O grupo também coordena o workshop “A Narrativa em Cena”, amanhã, das 14 às 16 horas, na Oficina Cultural “Fred Navarro”. O encontro encerra a grade de atividades formativas do evento. Foram disponibilizadas 15 vagas para atores com mais de 16 anos.
Serviço
Janeiro Brasileiro da Comédia. Mais informações: (17) 3202-2310
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