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Dança
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São José do Rio Preto, 25 de Julho, 2010 - 3:40
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Cia. dos Pés deixa o ar de lado para apostar na água
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Camilla Shaw/Divulgação
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Em ‘Fluxo’, água que perpassa os corpos dos artistas serve para questionar a condição humana
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Depois de passar pela experiência de realizar um espetáculo nos ares com “Casca de Noz”, a Cia. dos Pés estreia na região “Fluxo”, executado em uma plataforma sobre a água. As apresentações acontecem hoje, em Monte Aprazível, às 18 e 20 horas, no Parque das Águas, na entrada da cidade.
A montagem, que levou quatro meses para ficar pronta, utiliza lagos e represas como palco, sendo a performance quase inteiramente feita na água. As margens são utilizadas apenas em alguns momentos. O espetáculo tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura por meio do Programa de Ação Cultural (Proac) 2009. No elenco estão Edivaldo Vitorino, Mariana Gonçalves e Riva Martins.
A diretora artística e coreógrafa de “Fluxo”, Angélica Zignani, afirma que o uso da água é justamente porque passa a noção de fluxo que a companhia tem a intenção de despertar. O líquido perpassa os artistas para levantar questionamentos e a consciência no público a respeito da condição humana.
“Vamos nos apresentar apenas nos locais que nos oferecerem espaços como represas ou lagos. Para possibilitar a execução dos movimentos sobre as águas, Kesler Jamal Contiero elaborou uma espécie de plataforma que nos permite passar a sensação de dança em cima da água”, explica Angélica.
“Fluxo” demandou uma série de recursos além de um plataforma específica. Para impedir que os dançarinos sofram muito com o frio, embaixo do figurino é utilizada uma roupa de neoprene, sem contar outros elementos utilizados pelo grupo para compor o espetáculo. O tecido também é usado como uma forma de prevenção, caso aconteça algum imprevisto e os artistas tenham de boiar.
A intenção, segundo a companhia, é questionar o ambiente e as possibilidades que ele oferece, explorar territórios, estudando possibilidades para transpor os limites impostos pelas características da composição líquida.O espetáculo conta com a leitura de textos feitos a partir de colagens de Guimarães Rosa. A iluminação é de Fuad Jammal Neto e a operação de som de Naégili de Oliveira Zignani.
“A expectativa em relação a esse espetáculo é muito grande. A pesquisa de movimentação foi bem complicada, principalmente em relação ao equilíbrio que os bailarinos precisam adquirir para dançar na plataforma. Por mais que se faça treinamento em solo, na água a situação é totalmente diferente, mas o resultado ficou bem legal”, diz Angélica.
Fundada em 2006, a Cia. dos Pés utiliza espaços diversos para elaborar seus espetáculos. “Asas”, primeiro trabalho, utilizava as possibilidades de uma caixa d’água; “Casca de Noz” chegou a ser montado no alto da Basílica de Rio Preto. “Já utilizamos o ar e a água. Falta agora elaborar um espetáculo no fogo”, brinca Angélica. Em agosto, a Cia dos Pés apresenta “Fluxo” em Matão e Urupês, mas ainda não tem previsão de programação para Rio Preto.
Serviço
Fluxo. Com a Cia. dos Pés, hoje, às 18h e às 20h, no Parque das Águas, entrada de Monte Aprazível. Informações (17) 3216-2738
Clique e confira a programação de Teatro em Rio Preto
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