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São José do Rio Preto, 24 de Fevereiro, 2010 - 3:00
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Especialistas ditam algumas estratégias para sucesso profissional
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Lézio Júnior/ Editoria de Arte
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Há uma revolução em curso no mundo corporativo. Com a abertura da economia e a entrada cada vez mais intensa do capital estrangeiro no País, a exigência por profissionais multicompetentes é cada vez maior. Um profissional requisitado será aquele que for estratégico, empreendedor, rápido e flexível - ou seja, capaz de se reinventar para aumentar sua eficiência na produção e garantir sua sobrevivência -, além de adquirir boa comunicação - fator-chave para se minimizar conflitos e construir um ambiente colaborativo.
No Brasil, as seis maiores empresas de recrutamento de executivos integram no mercado cerca de 500 profissionais por ano em cargos de alta gestão. O atraso para se encontrar um executivo multicompentente é a maior queixa. Porém, essas empresas acreditam que todas as pessoas podem se tornar líderes e obter sucesso na carreira: basta querer. “Busca de auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal e profissional é o primeiro passo para a construção de uma carreira em que a pessoa tenha as rédeas do processo”, afirma Lisete Barlach, professora do Centro de Carreiras da Fundação Instituto de Administração (FIA).
A adaptabilidade é cada vez mais importante para que se possa saber como usar o conhecimento de forma positiva na organização de uma empresa, onde a mudança é a única certeza. “Vivemos na economia do conhecimento e a gestão demanda até mesmo desaprender formas antigas e consolidadas de fazer as coisas”, afirma Lisete Barlach.
Para a especialista, o profissional também deve colocar as necessidades urgentes acima da descrição convencional do que compete ao seu cargo. “Empresas modernas utilizam-se hoje da Gestão por Competências em vez da antiga descrição de cargos e valorizam aqueles profissionais que transcendem as atribuições de sua posição”, diz Lisete.
A maturidade emocional também é fator indispensável para a boa gestão de pessoas nas organizações. Mesmo que, tecnicamente, os mais jovens possam ser mais bem preparados, muitas vezes, falta-lhes maturidade para gerenciar pessoas e equipes - o que tem levado ao fenômeno recente da revalorização de profissionais mais experientes. Mas segundo Luiz Fernando Garcia, consultor especialista em empreendedorismo sobre o ciclo de vida das empresas, esse bom relacionamento implica em afeto. “Lidar de forma saudável com as emoções é uma necessidade crucial quando trabalha-se em equipe.”
Espírito de equipe é característica de destaque nas empresas. “Por isso, grande parte dos processos seletivos recorre a dinâmicas de grupo, em que o profissional é solicitado a demonstrar suas habilidades de trabalho em equipe”, afirma Lisete Barlach. Cada vez mais os resultados serão obtidos por meio das pessoas. “Saber trabalhar em equipe é uma obrigatoriedade, não uma escolha”, diz Luiz Fernando Garcia.
Uma forma de ver as mudanças internas é enxergar além da própria mesa de trabalho: isso significa ter uma visão global. Segundo Lisete, profissionais devem estar antenados com o mundo lá fora (da organização), estar sempre atualizados e conhecedores das tendências e os indicadores de mercado, para que possam agregar valor aos negócios e à sua própria carreira. Tomar partido dessa iniciativa é sair da zona de conforto. “Não se pode mais estar acomodado em soluções que deram certo no passado, pois é necessário estar sempre um passo além do presente, criando o futuro”, afirma Lisete.
O líder deve tentar extrair o melhor de cada um e fazer o grupo atingir um nível de excelência que, sozinho, não atingiria. E essa aprendizagem é uma característica que exige uma ação permanente. “Hoje, é muito fácil se atingir um nível de incompetência. Há pouco tempo, poderia permanecer-se na mesma função durante anos ou décadas. Hoje, dificilmente essa situação se repetirá”, afirma Luiz Fernando Garcia. “É também função do líder incentivar o desenvolvimento permanente de seus liderados. Assim como colocá-los em posições desafiadoras, que gerem melhores resultados”, revela.
Lisete afirma que a ideia de emprego para toda a vida vem sendo substituída pela educação para toda a vida. “O crescimento da educação continuada é um dos sintomas deste fenômeno. Dificilmente um profissional poderá construir uma carreira sólida sem que ele esteja se atualizando e desenvolvendo novas competências permanentemente.”
Saia em busca dos próprios desafios
Para entrar na pista expressa do sucesso, é importante ter uma rede de relacionamentos e disponibilidade para ir atrás de bons negócios, estejam eles onde estiverem. Essas redes devem ser construídas no âmbito local, nacional e internacional, e é necessária a disponibilidade para fazer negócios onde quer que eles se apresentem, seguindo a tendência de globalização e internacionalização dos negócios e das organizações. Uma boa rede permite que o profissional reconheça tendências, identifique oportunidades, anteveja problemas e estabeleça desafios.
Se o objetivo é subir, então, é preciso comunicar-se. De acordo com Luiz Fernando Garcia, consultor especialista em empreendedorismo sobre o ciclo de vida das empresas, 80% do tempo de um profissional de nível gerencial ou superior é gasto em algum tipo de comunicação. Pesquisas mostram que 80% dos problemas de uma organização são por dificuldades na comunicação. “Melhorar a comunicação é garantir melhores resultados. Um exemplo claro: quando você pergunta para alguém se entendeu as instruções que você deu, a resposta será ‘sim’. Os profissionais da área marítima replicariam com a expressão: ‘devolva’. Repetir a informação é uma forma de garantir seu recebimento. O ‘sim’ inicial significa que o receptor entendeu o que ele entendeu, não o que foi dito.”
Aprendizagem, segundo Garcia, exige tensão, e um ambiente profissional precisa ser estimulante. “Se não o é, o profissional precisa sair em busca de seus próprios desafios. Se olharmos a história da humanidade, veremos que as pessoas de alto desempenho têm o desafio como seu instinto.”
Cursos para profissionais multicompetentes:
Conhecimento, Tecnologia e Inovação: é o processo de descobrir, criar e implementar novas ideias, produtos, processos e serviços. É uma competência para a competitividade e crescimento. Oobjetivo é vencer a concorrência, envolvendo aspectos estratégicos e táticos relacionados com a gestão intelectual e a incorporação de aprimoramentos tecnológicos.
Finanças: é destinado ao desenvolvimento de altos executivos na área, por meio de uma programação inovadora e atualizada.Ocurso visa primordialmente a discussão, no ambiente acadêmico, de temas ligados ao conhecimento de finanças.
Gestão Empresarial: é umprograma de especialização de caráter generalista, voltado ao aprimoramento de executivos, com pelo menos três anos de experiência profissional, formação universitáriaemqualquer área do conhecimento e perspectivas de assumirem posições de gestores.
Gestão e Empreendedorismo Social: fundamenta-se na expansão do Terceiro Setor no Brasil e no crescimento das ações empresariais de responsabilidade social nos últimos anos. Atende as necessidades técnicas e gerenciais dos responsáveis pela atuação social de empresas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
Gestão de Tecnologia de Informação: oferece ferramentas paraumsetor da economiaemgrande expansão, altamente competitivo e com elevados requisitos de desempenho.Ocurso estimula o desenvolvimento de suas habilidades gerenciais e capacitaçãoemempreendedorismo e gestão de negócios, com ênfase nos aspectos do mercado de serviços de tecnologia da informação.
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