O Vinho e os Prazeres
   
21 de abril
2014
Honfleur - Norte da França
 
De Ducey partimos para Honfleur, cidade esta que nos recepcionou com uma garoa chatinha. Vou aos poucos concluindo que toda a região norte da França é bem chuvosa.

Honfleur é uma comuna francesa na região da Baixa Normandia, no departamento de Calvados.

Ela é mais conhecida pelo seu antigo porto pitoresco, este último caracterizado por casas com fachadas cobertas de ardósia. O porto têm sido repetidamente representado por diversos artistas, como: Gustave Coubert, Eugène Boudin, Claude Monet. Artistas que fazem parte da escola “ Honfleur” e que contribuiram para o surgimento do movimento impressionista.

A cidade é classificada com “quatro flores” em competição de cidades e aldeias em flor.

Ali ficamos num hotel simpático, ao lado do porto (IBIS STYLES HONFLEUR), que custou 229 Euros por dois dias com café da manhã (3 QUAI DE LA TOUR GPS :N 49° 25' 10.36'' E 0° 14' 8.40'').

Saímos do hotel para passear pelo porto, que mesmo sob chuva, nos proporcionou algumas belas fotos.

No dia seguinte, fomos passear pelas ruelas da cidade, repleta de lojas de guloseimas e de restaurantes.

Visitamos o museu do músico Erik Satie, onde existem móveis e um piano que ele utilizava. Este é um programa que ao meu ver pode ser dispensado, pois o museu é muito precário e não faz jus ao compositor, tão incrível!

Almoçamos num gostoso bistrot e pedimos uma entrada de escargot, seguida de lagosta.

Acompanhamos os pratos, com um Riesling da Alsácia, Wolfberger 2011, que estava delicioso.

A região produz cidra, que é feita com maçã. Encontramos várias lojas com cidra para vender.

De Honfleur, aproveitamos para conhecer Rouen, que é a capital da região.

No dia de nossa saída de Honfleur, vimos um desfile tradicional da cidade. A procissão de Pentecostes, onde crianças vestidas de marinheiros, levam seus barquinhos pela cidade, para serem abençoados, uma graça!

Honfleur é uma cidade que merece ser visitada, pois é muito charmosa!


História de Honfleur


A primeira notícia de Honfleur vem de Ricardo III, duque da Normandia em 1027. Na metade do século XII, a cidade era um importante porto de trânsito de bens, de Rouen para a Inglaterra.

Honfleur fica localizada na foz do Sena, um dos principais rios da França. Honfleur desfruta de uma posição estratégica, o que ficou provado na Guerra dos Cem anos. Carlos V fortificou a cidade, para proibir a entrada dos Ingleses no estuário do Sena, com o apoio da porta de Harfleur. Cidade em frente a Honfleur.

Honfleur, no entanto, foi tomada e ocupada pelo rei da Inglaterra, em 1357, e novamente de 1419 a 1450. Fora deste período, o porto serviu como um ponto de partida para muitas expedições francesas envolvidas em ataques, ao longo da costa inglesa, incluindo a destruição parcial da cidade de Sandwich, em torno de 1450. Após esta derrota, os Ingleses deixaram a Normandia.

Após o fim da Guerra dos Cem Anos, para o fim do século XVIII, Honfleur continuou a crescer, graças à construção naval, o comércio marítimo e as expedições distantes. No entanto, sérios problemas explodiram nas guerras religiosas.

Ao mesmo tempo, a cidade também participou do movimento dos descobrimentos. Inúmeras expedições da França partiram de lá, para as Américas, incluindo as colônias francesas do Novo Mundo.

A partir deste período, Honfleur fez relações com o Canadá, Louisiana, Caribe, costa da África e dos Açores, tornando-se a cidade número um, dos cinco principais portos de escravos da França. Este período viu Honfleur crescer com o desmantelamento de parte de suas fortificações.

A perda de colônias francesas na América, a concorrência com o porto de Le Havre, as guerras da Revolução Francesa e do Primeiro Império, incluindo o bloqueio continental, causaram a ruína de Honfleur, que nunca mais se recuperou daquela forma.

Honfleur foi atacada em 25 de agosto de 1944, pelo Exército belga.

Honfleur foi também uma das poucas cidades da Normandia que não sofreu nenhuma destruição durante a Segunda Guerra Mundial.

 
 

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14 de abril
2014
Casa Europa
 
Já fomos três vezes na Casa Europa, desde que foi reinaugurada (al. Gabriel Monteiro da Silva 726).

O ambiente ficou mais agradável e informal.

Na primeira vez, pedimos de entrada, uma burrata com azeite, limão siciliano e manjericão. Estava divina! (R$30,00).

Como prato principal nesta ocasião, escolhi um risoni com polvo. Descobri que gosto mais do polvo grelhado, do que desta forma como veio, ensopado.

O outro prato pedido foi uma costela de cordeiro, que estava muito gordurosa, e tinha pouca carne.

Pedimos também uma salada de rúcula com camarões, sem graça.

Desta primeira vez, saímos um pouco decepcionados com os pratos de lá.

Porém, quando um amigo que está morando no Rio, nos convidou a sair, voltamos à casa Europa e desta vez a experiência foi bem melhor.

Começamos de novo pela burrata e seguimos para os pratos principais que estavam bons:

Linguine alle vongole da casa, que meu amigo gostou (R$48,00).

Fettuccine integral, cogumelos, ervas e tomates frescos, muito saboroso! (R$43,00).

Salada Caprese (R$37,00).

Pedimos o vinho Quita do Monte Travesso, bem agradável.

Em suma, acho que o restaurante é simpático, com bons preços de vinho, inclusive de importação própria.

Talvez a minha falha tenha sido a escolha do prato, da primeira vez, que estive lá.

Vale a visita!

 
 

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07 de abril
2014
Italian Concept no Pasquale
 
Pela segunda vez, fui convidado para um evento da Italian Concept di Tereza Amoroso, a fim de provar vinhos de sua importação, desta vez no restaurante Pasquale.

Neste encontro, foram apresentados então, 7 vinhos, de um portfólio da importadora de 15 vinhos.

Durante o ano de 2014, outros eventos serão realizados por esta importadora, em São Paulo, com a presença de sommelier e outros profissionais voltados ao mundo do vinho.

Os vinhos servidos neste evento foram:

Gavi DOCG 2012 DOCG branco, do produtor La Raia, do Piemonte. Tem 12,5% de álcool e tem aromas florais, um vinho agradável. Custa R$61,00.

Gavi Pisé DOCG 2011 DOCG Pisé branco, do produtor La Raia. Custa R$140,00. É um vinho melhor que o anterior, mais intenso e com mais acidez.

Caligiano Chianti DOCG 2011, da Badia di Morrona, da Toscana. Combina com o verão, por ser um vinho leve e custa R$51,00.

Taneto Toscana IGT da Badia di Morrona 2011. Ele é feito com as cepas Sangiovese (90%) Merlot (5%) e Syrah. Vai bem com carne e é mais complexo que o anterior. Tem 14% de álcool e custa R$53,00.

Bursôn 2010, da vinícola Randi da Emilia Romana, IGT Ravenna. Este vinho me lembrou um pouco o sabor dos Lambruscos. Custa R$59,00.

Amato Syrah Cortona DOC 2010, que é feito pela Giannoni Fabri, da Toscana, vinho que foi apresentado por Marco Giannoni, proprietário da vinícola. Este vinho é feito com a cepa Syrah, O vinho custa R$56,00, é leve e combina com o verão.

Vin Santo Cortona DOC 2005 de Giannoni Fabri, com a cepa Trebbiano semi desidratada. Ele fica envelhecendo em pequenas barricas por 6 anos. Tem uma cor âmbar e aromas de avelã e uma grande persistência. O vinho é maravilhoso e sua meia garrafa custa R$135,00.

Provoquei o produtor, com a seguinte pergunta: “Este vin santo combina com cantucci?”, ao que ele respondeu ofendido: “O hábito de molhar o cantucci em vinho doce só deve ser feito, se utilizarem vinhos industrializados.” E este não era o caso. Enxarcar o vin santo, com migalhas de cantucci seria uma heresia...

A apresentação foi feita na parte de trás do Pasquale, durante a tarde sob forte calor, o que prejudicou a prova do vin santo, uma vez que é um vinho que aquece.

De qualquer maneira, o evento foi bom para complementar meu conhecimento de outros vinhos desta importação.

 
 

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03 de abril
2014
Bar do Alemão, São Paulo
 
Restaurante do Alemão.

Abriram em Pinheiros uma unidade do Bar do Alemão (rua dos Morás 40, 3881.9800)

Este bar ficou famoso em Itu, pelos seus enormes filés à parmegiana, de porte ogro, isto é, caindo pelas laterais do prato. Esta porção serve pelo menos 2 esfomeados.

O bar foi fundado em 1902 por um imigrante alemão.

Antes de Pinheiros, eles abriram uma unidade do Bar do Alemão no Tucuruvi (Shopping Metrô Tucuruvi, piso 3, 3198-6678).

A instalação em Pinheiros é grande e bem montada para uma choperia, com ampla varanda coberta e uma sala para grupo fechado, cujo teto abre em noites de tempo está bom.

No almoço eles oferecem um menu executivo básico, com bons preços que variam de R$29,00 e R$33,00.

Pedi o filé a cavalo, que era um filé com molho de tomate, dois ovos, arroz e fritas. O prato estava saboroso.

Como chope, eles tem 4 opções: O escuro da Skin, e os claros do Baden Baden, Einsenbahn e Devassa. Escolhi a Einsenbahn que estava na temperatura certa.

A conta foi bem razoável e ficou em R$46,09, incluindo o chope de R$9,90.

Comentei com um dos proprietários, que eu escrevia sobre restaurantes e ele me levou para conhecer as instalações e a cozinha.

Fiquei impressionado com o projeto da cozinha. Foram construídas câmaras frias para o chope, carne e outros ingredientes e também ingredientes já preparados.

Lá, tudo segue um fluxo lógico, o prato sujo entra por um lado, para ser lavado. O prato limpo, por sua vez, segue para a preparação de novas comidas a serem servidas. De um lado está o fogão, um espaço para os molhos e área para a preparação de saladas. O chef que fica no fim da linha de produção tem uma tela de computador, onde acompanha o andamento dos pratos, com cores que indicam se eles estão no tempo esperado.

A instalação do Bar do Alemão deve ter custado caro para seus donos.
Os preços cobrados são razoáveis.
É preciso, portanto, de muito movimento para viabilizar todo o dinheiro investido ali.

Perguntei por que não havia pratos alemães no menu executivo e eles me disseram que os alemães levam mais tempo para serem preparados, mas que estavam estudando tal questão.

Lembrei-me de um tempo, quando estive trabalhando na Opel da Alemanha e que eu almoçava no restaurante da diretoria da empresa. Nesta ocasião só provei pratos que não existiam nos restaurantes alemães daqui. Acredito que nossa herança gastronômica vem dos imigrantes, que faziam apenas pratos simples tradicionais.

Gostei da experiência de almoçar no Bar do Alemão e recomendo para aqueles que querem provar pratos mais básicos a preços módicos para São Paulo.

 
 

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28 de março
2014
Degustação de Espumantes TOP
 
Degustação de Espumantes Top de linha.
Participei de uma degustação de espumantes TOP, nestes eventos do fim do ano.
Nesta ocasião, comentamos à respeito da paternidade do espumante, atribuída a Don Pierre Pérignon.
Existem relatos de que na Grécia antiga e em Roma, as pessoas se intrigavam com as bolhas dos vinhos, sem saber qual o mistério que as produzia.
Por muito tempo, as pessoas pensavam que as bolhas se formavam nos vinhos, por conta das influências das fases da lua ou até mesmo por causa dos bons ou maus espíritos.
Dizem que os imperadores romanos adoravam os vinhos frisantes.
Na Idade Média, os vinhos produzidos na região de Champagne, apresentavam, volta e meia, pequenas bolhas. Isto, no entanto, era considerado um defeito.
Dom Pérignon foi designado pelos superiores a encontar uma solução para acabar com isto.
Tais bolhas faziam com que os vinhos vazassem mais facilmente, o que provocava grandes estragos nas adegas.
No início do ano 1700, quando os espumantes já eram produzidos deliberadamente, os encarregados dos cuidados com as adegas, tinham que usar pesadas máscaras de ferro, evitando acidentes.
O estouro de uma garrafa podia criar uma reação em cadeia, dentro da adega, provocando uma perda de 20% a 90% da produção dos vinhos.
Foram os ingleses, os primeiros apreciadores dos espumantes.
Eles iniciaram o estudo técnico que pesquisava as causas das borbulhas nos vinhos.
Os vinhos eram frequentemente transportados para a Inglaterra, em barricas, as para lá serem engarrafados.
No século 17, os ingleses começaram a produzir garrafas de vidros, mais resistentes, com o intuito de suportar a pressão. Eles também começaram a utilizar as rolhas para tampar as garrafas, técnica que já existia na Roma antiga, mas esquecida depois da queda do Império.
No inverno de Champagne, a fermentação dos vinhos, era interrompida naturalmente, devido ao frio.
Durante o transporte do vinho para a Inglaterra, a temperatura das bebidas aumentava, permitindo a retomada da fermentação interrompida e a criação das bolhas.
Em 1662, o cientista inglês Christopher Merret fez o primeiro tratado técnico sobre a presença de bolhas nos espumantes.
Ele concluiu que estas borbulhas aconteciam devido à presença do açúcar nos vinhos. Uma de suas estratégias tratava de adicionar açucar à bebida, antes mesmo dela ser engarrafada.
Isto ocorreu, bem antes dos franceses começarem a produzir intencionalmente os espumantes.
De qualquer forma, a versão da descoberta da champagne por Don Pérignon, é a mais romântica, pois associa aos espumantes borbulhantes, às grandes comemorações.
Nesta ocasião, tive o prazer de degustar 6 espumantes, com preços variando na faixa de R$178,00 a R$530,00, importados pela Decanter (fone:3074-5454), elaborados pelo método Champenoise.
A sequência de vinhos apresentados, aconteceu numa crescente de qualidade.
O minucioso cuidado de cada produtor na elaboração dos seus espumantes resultou numa qualidade surpreendente!
A colheita das uvas, nas produções de todos os espumantes, é feita manualmente, através da seleção dos melhores cachos.
Cada casta é processada separadamente, para depois fazer a assemblage.
Os vinhos ficam ainda por longos tempos em contato com as leveduras.
- Espumante: Arunda Talento Extra Brut 2001. Produtor: Arunda Vivaldi. De orígem Italiana, da região do Alto adige, tem o preço de R$180,00. As uvas utilizadas foram: Chardonay 60% e Pinot Noir 40%. A graduação alcoólica é de 12,8. Comentário: Depois de provar este espumante, comecei a achar que era o prenúncio de uma grande noite. O vinho apresentava uma sensação muito agradável no nariz, com frutas cítricas, aromas de brioches, amêndoas e chocolate branco. As bolhas eram pequenas e persistentes.
- Espumante Cava: Elisabet Raventós 2003. Produtor: Raventós e Blanc. Região: Cataluña Preço R$160,90. As uvas utilizadas foram: 60% Charel.lo, 30% Chardonay e 10% Monastrel. Comentário: apresentou aromas de brioche, amêndoas, frutas cristalizadas e avelãs. As bolhas eram pequenas e persistentes. Combina com cozinha japonesa e frutos do mar: Centolla e lagostins.
- Champagne: Authentique Rose Brut Grand Cru. Produtor: Earl E. Barnaut. Região: Montagne de Reims. Preço R$191,20. Comentário: os aromas são de: groselhas e framboesas confitadas e pomelo. As bolhas eram pequenas e persistentes. Combina com Salmão defumado, caça de pena (perdiz, faisão…), charcouterie e queijos maturados.
- Champagne: Milésime Grand cru Brut. Produtor: Earl E. Barnaut. Região: Montagne de Reims. Preço R$280,00. Os aromas são: florais, de avelã tostada, feno e cerejas . Sua perlage é muito fina e combina com a alta gastronomia de pescados e crustáceos.
- Espumante: Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 1997. Produtor: Frerrari Fratelli Lunelli Spa. Região: Trento, Itália. Preço Cr$538,20. Este espumante foi o top da noite, superando até mesmo os champagnes. O perlage se apresentou finíssimo, numeroso e persistente. Apresentou grande potência, mas com elegância. Revelou aromas de manteiga, avelã mel e croissant. Combina com a alta gastronomia, sobretudo à base de crustáceos.

 
 

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Me chamo Alberto Andaló Júnior. Nasci em Rio Preto no dia 23 de junho de 1947. Aqui nestas terras de São José fiz o primário no antigo Grupo Escolar Cardeal Leme. Em São Paulo, me formei em engenhariana pela Faap e em administração pelo Mackenzie. Hoje, trabalho como autônomo prestando consultoria. E-mail para contato: aajconsult@terra.com.br


O objetivo deste blog é falar sobre vinhos, viagens e gastronomia. A harmonização com os alimentos, assunto muito em voga, era feita de uma forma bem básica: o vinho tinto harmonizava com carnes vermelhas e o branco com os pescados. Hoje se sabe que uma boa harmonização entre o prato e a bebida acaba por valorizar a ambos. Sobre esse assunto, clique aqui e veja trabalho que fiz para a revista Lola da editora Abril.


Minha experiência com a bebida vem da infância, quando na minha casa, meu pais misturavam vinho com água, para que as crianças também participassem dos festejos. Quando morei em Rio Preto pela segunda vez, meu pai era então prefeito, desta cidade. Nesta época, eu tomava escondido um pouco do seu vinho português Grandjó, e apreciava sua doçura. Desde então, decidi incluir nas minhas viagens internacionais, algumas visitas às vinícolas.


Fiz curso de Sommelier na Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, o que me ajudou a entender melhor este universo. Mantenho o blog O Vinho e os Prazeres, que pretendo dar continuidade aqui neste espaço. Espero que aproveitem os posts e agradeço desde já a participação de todos vocês com seus comentários!


 
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