O Vinho e os Prazeres
   
25 de novembro
2014
Apresentação de Vinhos da Casa Rothschild
 
O Consul geral da França no Brasil, convidou a imprensa, neste segundo semestre de 2014, para divulgar os vinhos da famosa casa Rothschild.

Trata-se de alguns vinhos e champagnes, da importante casa francesa Rothschild, conhecidos por sua tradição e excelência há mais de 250 anos. (http://www.youtube.com/watch?v=H4zBOU-tGoU)

Estiveram presentes neste evento, o Consul geral da França no Brasil, além de Phillipe de Nicolay Rothschild e Cédric Grelin, Diretor comercial da PRN Import.

Os vinhos oferecidos foram acompanhados de deliciosas comidinhas preparadas pelo chef Alain Uzan, do restaurante Avek. Não faltaram ostras frescas para harmonizar com os Chablis.

O Consul agradeceu a presença do Sr. Phillipe e enalteceu o trabalho de sua família que coincide com a história do vinho na França. Sr. Phillipe nos contou sua última empreitada na região de Champagne. Falou a respeito da produção de seus espumantes na região. Disse-nos que a casa produz apenas 1.200 garrafas da Champagne Extra Brut. Destas, ele trouxe para o Brasil, 10% do total.

Os vinhos provados nesta ocasião foram:

Os Champagnes:

Champagne Barons de Rothschild Brut, feito com as cepas: Chardonnay (60%), Pinot Noir (40%) e um pouco de Pinot Meunier. O vinho tem uma longa perlage, muito delicado e persistente na boca. Os aromas apresentam pêra, frutas secas e flores brancas. Um belo produto. O Sr Phillipe ressaltou que esta é a única brut que usa esta porcentagem da Chardonnay, pois esta uva é bem mais cara que a Pinot Noir.

Champagne Barons de Rothschild Rosé, das cepas: Chardonnay (85%) e Pinot Noir. Apresenta uma delicada perlage e sua cor salmonada é muito bonita. Na boca ele é seco, de corpo intenso e longa persistência.

Champagne Barons de Rothschild Blanc de Blancs, feito com a cepa: Chardonnay. O vinho tem um alto nível de pureza e intensidade. Ele é sedoso, cítrico, com frutas brancas. A perlage é longa e muito delicada. Maravilhoso.

Champagne Barons de Rothschild Extra Brut, feito com as cepas: Chardonnay (60%), Pinot Noir e Pinot Meunier (40%). O vinho é límpido, mostrando um tom dourado leve, com uma longa perlage. Os aromas apresentam pêra, frutas secas que se misturam com flores brancas e brioches. O ataque é fresco e vivo. Para mim, este foi o champagne que mais gostei nesta ocasião.

Os vinhos da região de Chablis, do produtor Daniel-Etienne Defaix, da mesma importadora dos outros produtos do evento:

Chablis Vielles Vignes 2009. Ele é produzido a partir de vinhas que tem em média 47 anos. O vinho é vivo e muito agradável. Um belo Chablis.

Vaillon Premier Cru Vaillon 2002. É um vinho bem frutado, com uma bela estrutura mineral. No nariz apresenta notas de manteiga, brioche, especiarias e compotas de frutas glaciadas. Na boca ele é redondo, mineral, com um belo final fresco e frutado.

Premier Cru, Côte de Lecht 2002. É um vinho de grande estrutura e excelente mineralidade. Delicado no nariz, com notas de lichia e pêssegos. Na boca ele é redondo, amplo e delicado. Foi o Chablis que mais gostei. Disse Daniel que as uvas deste vinho ficam na região mais inclinada da propriedade.

Premier Cru, Le Lys 2003. Ele apresenta aromas florais, com notas de chá, mel e acácia. Na boca ele é floral, com mineralidade e frescor. É um vinho muito equilibrado, com longo final. O pai do proprietário dizia que este é o mais intelectual dos Chablis.

Os vinhos de Bordeaux:

Réserve Spéciale Blanc 2013, das cepas: Sauvignon Blanc (50%) e Sémillon, produzidos com rendimentos limitados (35 hl/ha). O vinho é muito agradável, sem aquele aroma herbáceo forte presentes em alguns Sauvignons Blanc. Apresentou boa persistência e muito frescor. Acho que este vinho oferece excelente relação custo / benefício.

Moulin de Duhart 2011, de Pauillac. É o segundo vinho do CHâteau Duhart-Milon, produzido por videiras mais novas que o seu primeiro vinho. Os vinhedos são da área de Paulliac, ao lado dos Lafite. Ele é feito com as cepas: Merlot (69%) e Cabernet Sauvignon. É um vinho muito equilibrado, delicado, com personalidade.

Blason de L' Evangile 2009, do Pomerol, das castas Cebernet Sauvignon (70 a 80%) e Cabernet Franca. É o segundo vinho da casa. Ele é envelhecido por 15 meses em barrica. É um vinho encorpado e acredito que, gastronômico.

Chateau L' Evangile 2006, de Pomerol, feito com as cepas: Cabernet sauvignon 80% e Cabernet Franca. O vinho fica amadurecendo por 18 meses em barricas de carvalho (70% novas). Ele é um vinho encorpado, elegante, com muita delicadeza e persistência.

Carruades de Lafite 2005 Pauillac, feito das cepas: Cabernet Sauvignon (50 a 70%), Merlot (30 a 50%) e Cabernet Franc e Petit Verdot (0 a 5%). Este é o segundo vinho do Château Lafite Rothschild. Ele usa as uvas que não são utilizadas em seu Grand Vin (primeiro da casa). O envelhecimento é feito por um período de 18 a 20 meses em barrica de carvalho (10%novo). Em termos de vinho, foi a melhor expressão do evento.

Alguns dos vinhos apresentados estão à venda no Empório Sta Maria:

Château L’Evangile 2006 (750 ml) .............................................................................. R$ 1.390,00
Château Duhart-Milon 2008 (750 ml) ........................................................................ R$ 1.100,00
Moulin de Duhart 2011 (750 ml ) ................................................................................... R$ 298,00
Réserve Spéciale Rouge 2011 (750 ml) ............................................................................ R$ 85,00
Réserve Spéciale Médoc 2012 (750 ml) ......................................................................... R$ 125,00
Réserve Spéciale Blanc 2013 (750 ml) ............................................................................. R$ 85,00
Champagne Barons de Rothschild Blanc de Blancs (750 ml) ……………………………………… R$ 420,00
Champagne Barons de Rothschild Brut (750 ml) ……………………………………………………… R$ 319,00
Champagne Barons de Rothschild Rosé (750 ml ) ……………………………………………………… R$ 450,00
Chablis Daniel-Etienne Defaix Premier Cru Les Lys 2003 (750 ml) ................................ R$ 340,00
Chablis Daniel-Etienne Defaix Vieilles Vignes 2009 (750 ml) ......................................... R$ 190,00


Posso afirmar que este evento superou as minhas expectativas, com a bela apresentação de Champagnes e vinhos da sua Maison, além dos maravilhosos Chablis apresentados.

A MktMix Assessoria de Comunicação cuidou da divulgação deste evento, com muito esmero.
 

 

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17 de novembro
2014
Liublijana, a linda capital da Eslovenia
 
Depois de conhecermos o lago Bled, partimos em direção a capital da Eslovênia, Liubljana.
Para transitar pelas estradas da Eslovênia, consegui uma boa dica na vinícola Simcic, a respeito dos pedágios da Eslovênia. Comprei um passe, que vale por uma semana, a um preço bem razoável. Isto me ajudou muito, principalmente quando descobri que colocando o selo no para-brisa, bastava passar por uma cabine especial, sem precisar de se comunicar com o operador do pedágio.

A cidade de Liubljana foi uma grata surpresa para mim! Uma cidade bonita, organizada e com um povo bem alegre também!

Ficamos hospedados no Hotel Premier Slon. (Rua: Slovenska cesta 34, 1000 fone: 4 6204100 (http://www.hotelslon.com/) Valor, com café da manha e taxas, E$100,00 o apto duplo). O hotel, apesar de grande, era muito bom e muito bem localizado, próximo ao centro da cidade.

Descansados da viagem, no dia seguinte ao da nossa chegada, saímos cedo do hotel e logo estávamos no centro, por onde passa um rio, que corta a cidade e com 3 belas pontes que o atravessam. Uma delas tinha esculturas de dragões nas suas extremidades.

O povo de Liubljana é muito alegre! Neste sábado podíamos ver e ouvir bandas de música tocando e o povo dançando e bebendo em volta delas. Gente de todas as idades e até mesmo muitos bebês com seus pais!

O centro de Liubljana conta com belos prédios, muitos da época da nouvelle vague e rococó.
Uma cidade efervescente e cheia de cafés espalhados!

As igrejas, em vários estilos, também se espalham por todos os lados. O povo, em geral na Eslovênia, é católico. Visitamos a bela Catedral de San Nicholas!

Existia no centro da cidade no dia que a visitamos, uma feira, com todo tipo de produtos, desde lindas cerejas, servidas por belas garotas, funghis de vários tipos, aspargos verdes e até produtos de artesanato local. Aproveitamos o passeio pela feira, para provar deliciosos aspargos frescos grelhados.

Do outro lado do rio, havia várias lojas de muito bom gosto, com produtos requintados e iguarias locais. Aproveitei para comprar uma caixa com vários licores de frutas e um vinho regional, é claro!

Existia uma profusão de azeites normais e aromatizados. Procuramos por um azeite embalado em lata para trazer, mas nos disseram que era proibido este tipo de recipiente no país.

Os alegres bares eram muito exóticos, inclusive um deles tinha a uma escultura de uma vaca de cabeça para baixo no teto... muito engraçado!

Esculturas e belas fontes se espalhavam pela cidade, tornando o nosso passeio bem agradável.

Muitos músicos faziam suas apresentações. Encontramos inclusive, um garoto com sua sanfona, tocando e ganhando o seu dinheiro com os passantes.

Aproveitamos o fim do dia para subir no morro, que abriga um castelo no centro da cidade. De lá, pudemos ter uma visão superior da cidade.

No castelo, aproveitamos para jantar num belo restaurante: “Gostilnica na Gradu”, reformado em estilo moderno.

Iniciamos provando o gostoso espumante Gold Seckt, feito pelo método Charmat, da mesma região da vinícola que visitei, Gorisca Brda.

Como entrada, pedimos um delicioso sanduíche com aspargos, pancetta e trufas da Ístria.

Como prato principal, selecionamos uma carne de ombro de veado ao molho de cebola e vinagre, com pepinos e purê de batatas, que achei bem rústico. Não é o tipo de prato que aprecio.

O outro prato era um sea bass da Eslovênia com brócolis, couve flor e chips de alcachofra. Outro prato muito exótico e saboroso.

Para acompanhar este prato, pedi uma taça do vinho da Vina Krapez.

Pedi também o vinho Garantza 2008, da Matjaz Kramar, também da região Gorisca Brda.

Um jantar bem gostoso e diferente!

Voltamos ao hotel e no dia seguinte fomos visitar um belo parque, que, aliás, é o que não falta na cidade. Aproveitamos o café local para nos sentarmos e curtirmos um pouco o tempo lá.

Pelo caminho, passamos por uma igreja ortodoxa, onde disfarçadamente tirei uma foto durante o culto, por achar um lugar muito bonito.

Estivemos também na National Gallery onde tivemos a oportunidade de conhecer a obra de impressionistas eslovenos.

Procuramos neste dia, um restaurante tradicional, fora do agito da cidade, encontramos o Gostilna, com uma decoração mais tradicional, com um belo bar.

Para acompanhar a refeição provamos o vinho Capris Merlot 2006, da Vinakoper, da região da Slovenska Istria, que fica mais próxima ao mar.

Apreciamos um prato de massa com lagosta, carangueijo e botarga e também vitela com aspargos, por 60 euros para o casal.

No dia seguinte seguimos viagem para a cidade que abriga as cavernas de Postojna.

 

 

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14 de novembro
2014
Vinhos chilenos do Colchagua
 
Em 2014, a Viñas de Colchagua, a primeira associação regional de vinhos do Chile, realizou seu primeiro avant premiere fora do Chile, em São Paulo, do qual participou.

A entidade Viñas de Colchagua foi criada em dezembro de 1999, com o objetivo de promover e difundir a DOC Valle de Colchagua.

O tema deste evento discorreu sobre vinhos com base em parreiras antigas, cepas mediterrâneas e não tradicionais e sobre a uva Carménère de Colchagua.

Os produtores que participam da associação estavam presentes ao evento: Bisquet, Casa Silva, Lapostolle, Los Vascos, Luiz Felipe Edwards, Montes, Montgras, Santa cruz, Santa Helena, Santa Rita, Sieguel, Ventisquero e Viu Manent.

Os vinhos deste evento, em geral, tinham um nível muito bom!

Viñhas Montes tem os seus vinhos importados pela Mistral: Purple Angel Carménère 2011, com 14,5% de álcool. Para quem está acostumado com os simples Carménère, este vinho Purple Angel surpreende pela profundidade, persistência, sabores e aromas. Ele é feito com 92% da cepa Carménère e 8% de Petit verdot. O vinho amadurece por 18 meses em barricas novas, sendo 50% de francesas e o restante, americanas, complementado por 12 meses em garrafa. Custa R$311,00.

E o maravilhoso M 2011, com 14,5% de álcool, das cepas: Cabernet Sauvignon (80%), Merlot (10%) Cabernet Franc (5%) e Petit Verdot. O vinho desta safra 2009 obteve a nota WS94 e é considerado um dos melhores vinhos do Chile. É um vinho elegante, encorpado, persistente, com excelente acidez. Custa R$434,00.


Viu Manent, com o seu Viu 1, da cepa Malbec, com 14,5% de álcool. Ele tem uma cor púrpura intensa, com notas de frutas vermelhas no nariz, como ameixa, amora e cerejas, além de tabaco. Na boca ele é concentrado, delicado, persistente e com boa acidez. Seu processo de envelhecimento leva 20 meses em barricas de primeiro uso, de carvalho francês (98%) e o restante, americanas. É importado pela Hannover. Era um vinho novo, que deve evoluir muito ainda.


Viña Bisquet, importado pela World Wine, com seu vinho Tralca Blend 2007, tem 14% de álcool. É um vinho das cepas: Cabernet Sauvignon (65%), Carménère (31%) e Syrah. O vinho tem uma cor rubi intensa e aromas de frutas vermelhas maduras, especiarias e tostados. Na boca ele é elegante, encorpado, com bons taninos. Custa R$319,00.


Casa Lapostolle, com sua linha Collection. O vinho da cepa Petit Verdot 2011 estava gostoso e era um lançamento da vinícola. O Cuvée Alexandre Syrah estava muito agradável. Pena que seus tops não estavam presentes: Borobo e o Clos Apalta, que custam R$457,00 na Mistral.

Este encontrou também apresentou um painel interessante, com 3 tipos de vinhos: Caménères, Cepas Mediterrâneas e Parreiras Antigas.

Como sempre, estes eventos nos ajudam a conhecer melhor os vinhos, e neste caso, os do Valle de Colchagua, onde inclusive, visitei a Viu Manent.

A organização da Ch2A de Alessandra Casolato e sua equipe estava perfeita, num espaço de porte adequado.

Acompanhando os vinhos, tivemos também uma deliciosa mesa de aperitivos!

Excelente evento!

 

 

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10 de novembro
2014
Restaurante Avec
 
Fazia tempo que eu queria conhecer o menu Experiência Personalité, do banco Itaú.
Resolvi então aproveitar esta experiência para conhecer o restaurante Avek (rua Joaquim Antunes 48, fone 2507.5932), num sábado à noite.

O recomendado pelo site do banco é ligar um dia antes, mas ligamos no mesmo dia e eles aceitaram a reserva para as 20 horas.

No local havia uma boulangerie que foi bem adaptada para restaurante, com pé direito alto e ampla cozinha, onde trabalha o Chef Alain Uzan. Ali também existe uma enoteca, na frente do prédio, onde os vinhos podem ser comprados ou servidos no restaurante, a preço das importadoras.

O menu Personalité é composto de uma entrada, 3 pratos pequenos principais e uma sobremesa. Tudo na medida certa, para a gente conhecer um pouco da variedade que a casa oferece a R$85,00 por pessoa.

Os garçons do Avek foram cordiais em nem nos oferecer o couvert, de forma a não empurrar produtos que seriam em demasia.

De entrada serviram: ostras a moda de Nantes. Como não gosto de ostras, gentilmente me serviram uma outra opção: brusquetas.

Os pratos principais foram:

Mil folhas de queijo de cabra com endivias, com uma bela apresentação e um sabor delicado.

Mini ravióli de Brie com molho shimeji, prato que mais gostei pois usava ingredientes que agradam meu paladar e o ravióli estava no ponto.

Salmão com purê de mandioquinha, delicioso! Provei até mesmo a pele do salmão, mas não curto muito esta parte.

Medalhão de filé ao molho poivre, com um filé ao ponto e um delicioso molho com poivre vert e chips de mandioca.

Como sobremesa tivemos os profiteroles com sorvete de creme e calda de chocolate. A profiteroles vieram recheadas com sorvete, acompanhadas de um chantilly delicado. Acho que poderiam ter um pouco mais da calda de chocolate.

Como o menu era eclético, variado... pedi um vinho rosé, que é um curinga para acompanhar os pratos diversos.

Escolhi o rosé espanhol da Rioja, Tremendus (R$65,00), com sua bela cor salmão claro e boa acidez. Achei o vinho leve demais, sem muita personalidade, mas razoável.

O serviço do Avek foi muito atencioso, com o chefe Alain, que disse ser de Paris, indo de mesa em mesa, para saber a opinião dos clientes.

A sommelière Luciene Carvalho também foi muito atenciosa, me fornecendo informações sobre o vinho.

Gostei do restaurante e do tipo de evento, que nos dá uma boa idéia sobre o estilo do cardápio.

A conta ficou em R$266,64.

Pretendo voltar neste restaurante! Gostei!

 
 

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03 de novembro
2014
World Wine apresenta seus vinhos portugueses
 
A World Wine promoveu em 2014 a World Wine Experience Portugal, apresentando os vinhos de sua importação, deste país.

Nesta ocasião, a maioria dos produtores enviou um representante para esclarecer as dúvidas à respeito de seus produtos junto ao público.

O evento teve uma excelente organização, no que diz respeito tanto ao número de pessoas convidadas adequado ao espaço pelo tamanho limitado, como pela quantidade e qualidade dos vinhos escolhidos.

Os vinhos portugueses vem se desenvolvendo e melhorando suas qualidades e estão com preços mais acessíveis à todos os bolsos.

Outro ponto positivo que percebi no evento é que os produtores portugueses são muito gentis, sem qualquer traço de enochatice.

Todos os vinhos brancos desta Worl Wine Experience, em especial o Encruzado do Quinta da Falorca, estavam bons!

Já os vinhos tintos, desde os mais simples eram bons, chegando aos vinhos excelentes, entre eles;

Quinta Da Falorca Lagar 2006 (o Garrafeira 2007, que merece mais guarda, pois ainda deve evoluir muito).

O Carm CM 2007 Reserva estava muito bom. Não apreciei o Carm tinto. Como o produtor comentava, os vinhos sem CO2 tem que ser considerados algo à parte.

A Quinta do Pessegueiro nos proporcionou uma experiência diferente. Provamos o vinho da garrafa normal e da magnun. O mesmo vinho na magnum parecia mais novo, levando mais tempo para evoluir. Isto pode ser explicado pela menor proporção de ar / vinho, na garrafa.

O Quinta do Valle Dona Maria, apesar dos seus preços serem salgados, o CV e o Quinta do Vale D. Maria DOC são vinhos excepcionais. O seu Porto Vintage também se destacou.

O Rocim Grande Reserva DOC 2009 estava muito bom.

O Porto Colheita 2004 era um belo exemplar.

Comecei a degustação pelos brancos, partindo em seguida para a prova dos tintos e dos portos.

Vou comentar cada produtor, na sequência que degustei:

Quinta da Falorca, que fica na região do Dão, e é detentor de grandes pontuações RP:

O seu branco, Encruzado 2011, com 13,5% de álcool, talvez seja o melhor da feira. É um vinho muito elegante, macio, mineral e persistente, com excelente acidez (R$94,40).

E Os tintos:

Quinta da Falorca tinto 2008, com 14% de álcool, feito com as cepas: Touriga Nacional, Rufete, Jaen, Afrocheiro e Tinta Roriz (R$89,00). Teve nota RP92. Tnac 2008, da cepa Touriga Nacional
(R$120,00). Lagar 2009, produzido das cepas Alfocheiro, Aragonês e Touriga Nacional (R$185,00) e recebeu nota RP92. Garrafeira Tinto 2007, com 14% de álcool, das cepas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Rufete e outras castas (R$360,00) e recebeu a nota RP95.


Carm, que fica na região do Douro Superior,

Carm Branco 2011, das cepas: Códega, Rabigato e Viozinho (R$70,00). Carm Rabigato Reserva (R$99,00). Tiveram nota RP 87. Carm Branco SO2 Free 2010 (R$120,00).

Os tintos:. Carm Tinto 2011 (R$70,00) e obteve a nota RP 88. Carm Tinto Reserva 2010, das cepas: Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional (R$110,00). Maria de Lourdes 2008 (R$290,00). Carm Tinto So2 Free (R$120,00). Carm CM 2007, das cepas; Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional (R$330,00). Obteve nota RP 93.


Quinta do Pessegueiro, que fica na região do Douro, de propriedade de um francês que tem vinícolas no Languedoc.

Aluzé Doc 2010 Branco (R$98,00).

Os tintos: Aluzé DOC 2010, das cepas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhas Velhas. Quinta do Pessegueiro DOC 2010, das cepas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhas Velhas (R$188,00). Quinta do Pessegueiro Magnun 2010 (R$390,00).


Quinta Vale Dona Maria, da região do Douro, do produtor Cristiano Van Zeler, de origem holandesa que era representado pela sua linda e gentil filha, Francisca.

Rufo Branco DOC 2013, das cepas: Rabigato e Codega (R$79,00).

Os Tintos: Rufo tinto DOC 2011 (R$79,00). Quinta Vale D. Maria 2011 (R$398,00), obteve a nota RP e WS 95. Quinta Vale D. Maria 2011 Vinha da Francisca (R$460,00) que obteve as notas RP 92 e WS 94. CV 2011 DOC (R$598,00), que obteve as notas Rp 95 e WS 96. Quinta Vale D. Maria Reserva Porto (R$120,00). Quinta Vale D. Maria Vintage porto 2011, (R$390,00).



Herdade do Rocim, da região do Alentejo.

O Mariana Branco 2012, das cepas: Antão vaz, Arinto e Roupeiro, que custa R$78,00 e recebeu a nota RP 88.

Os Tintos: Mariana 2011, Rocim 2009 (R$89,00) e Rocim Reserva 2008. O Olho de Mocho Reserva 2009 obteve as notas: RP 90 e WS 87. Rocim Grande Reserva DOC 2009, que obteve a pontuação: 90 RP.

Vale da Mata Reserva Tinto 2009, , da região de Lisboa, cujos proprietários são parentes da Enóloga da vinícola.


Wiese & Krohn, produtores de vinho do Porto.

Porto Embaixador Rubi (R$69,00), Porto Senador Towny, L.B.V. 2004 (R$149,00) e Colheita 2.000 (R$195,00).


Neste evento foram servidos também alguns frios, biscoitos, azeitonas e outros produtos La Pastina, que estavam muito bons e acompanharam bem os vinhos.

A Assessoria de imprensa, por parte da Suporte Comunicação, selecionou bem os visitantes.

 

 

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Me chamo Alberto Andaló Júnior. Nasci em Rio Preto no dia 23 de junho de 1947. Aqui nestas terras de São José fiz o primário no antigo Grupo Escolar Cardeal Leme. Em São Paulo, me formei em engenhariana pela Faap e em administração pelo Mackenzie. Hoje, trabalho como autônomo prestando consultoria. E-mail para contato: aajconsult@terra.com.br


O objetivo deste blog é falar sobre vinhos, viagens e gastronomia. A harmonização com os alimentos, assunto muito em voga, era feita de uma forma bem básica: o vinho tinto harmonizava com carnes vermelhas e o branco com os pescados. Hoje se sabe que uma boa harmonização entre o prato e a bebida acaba por valorizar a ambos. Sobre esse assunto, clique aqui e veja trabalho que fiz para a revista Lola da editora Abril.


Minha experiência com a bebida vem da infância, quando na minha casa, meu pais misturavam vinho com água, para que as crianças também participassem dos festejos. Quando morei em Rio Preto pela segunda vez, meu pai era então prefeito, desta cidade. Nesta época, eu tomava escondido um pouco do seu vinho português Grandjó, e apreciava sua doçura. Desde então, decidi incluir nas minhas viagens internacionais, algumas visitas às vinícolas.


Fiz curso de Sommelier na Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, o que me ajudou a entender melhor este universo. Mantenho o blog O Vinho e os Prazeres, que pretendo dar continuidade aqui neste espaço. Espero que aproveitem os posts e agradeço desde já a participação de todos vocês com seus comentários!


 
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