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07 de maio
2013 |
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Restaurante Peixaria, São Paulo
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Li que havia aberto na Vila Madalena um Restaurante chamado Bar e Peixaria, com preços bem honestos e foi então que procurei conhecê-lo
O lugar é muito interessante com amplos salões e com uma decoração criativa, de baixo custo, beirando o Kitsch.
As mesas do Peixaria tem as toalhas de plástico, paliteiros que fazem saltar os palitos, jarras de plástico e caipirinhas que vem em vidros de palmito...tudo muito divertido e popular!
A sensação é a de que se está na praia, desejo do proprietário, uma vez que falta uma praia aqui para nós paulistas, condenados aos passeios pelos shoppings da vida.
Na Peixaria, são colocadas mesas na calçada e já na entrada, fica a churrasqueira, onde pode-se ver os peixes, camarões e outros frutos do mar sendo grelhados sobre o carvão.
Existe uma peixaria no local, onde se podemos adquirir frutos do mar, para levar ou preparar no local (é cobrado 20% sobre o preço do produto).
Existem também mesinhas altas de bar, onde se pode beber e comer, inclusive durante a espera, já que a fila tende a aumentar com o tempo...
O cardápio é extenso e tem uma infinidade de entradas, como camarão, lula, polvo, ostras, marisco e outros frutos do mar e caldos como o de sururu.
Aos sábados servem até feijoada de frutos do mar, que para 2 pessoas, custa R$69,00.
Algumas carnes também são oferecidas, porém nesta parte não me detive, pois o meu objetivo era apreciar somente os frutos do mar.
Raspadinhas com água, pinga, pinga mineira, vodka e sakê são oferecidos, acompanhados de várias frutas. No dia em que fomos à Peixaria, faltava quase tudo e quando pedimos uma raspadinha de abacaxi, veio um xarope adocicado e artificial e não da fruta verdadeira. Pedimos então para trocar por suco de abacaxi, que aí sim era feito com a fruta.
Pedi também uma lula grelhada, que estava sequinha e muito saborosa. Acompanhava a lula, um molho com lima, azeite e alho, que estava muito bom.
Meu amigo pediu o caldinho de sururu que estava divino.
O prato de camarões pistola (vem 6), no alho e oléo era grande estava delicioso.
O polvo grelhado também era grande e bem assado, uma boa porção. A cabeça do bicho veio inteira, com uma aparência um pouco estranha.
Pedimos também um lagostim grelhado e muito bem preparado.
O restaurante está com um grande movimento e ainda não conseguiu organizar os trabalhos.
Neste dia faltavam vários produtos e o serviço estava atrapalhado.
A cerveja, que vem dentro de um isopor com gêlo e, não requer preparo, demorou mais que os pratos.
De qualquer forma, os garçons foram simpáticos e bem humorados e nós não perdemos a esportiva pelas atrapalhadas.
Os preços cobrados ali são bem mais em conta que os preços cobrados nos demais restaurante de São Paulo.
Todos esses pratos, para 4 pessoas, além de várias cervejas (Original) e suco saíram por R$280,00.
O restaurante tem tudo para dar certo, principalmente pela boa relação custo / benefício.
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02 de maio
2013 |
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Restaurante Miya, São Paulo.
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Depois de ter visto boas recomendações do restaurante Miya (Fradique Coutinho 47, Pinheiros, São Paulo fone: 2359-8760) resolvi conhecê-lo, num almoço executivo.
Este é o primeiro restaurante do chef Flávio Miyamura, que passou por treinamento nos restaurantes Shin Zushi, Eñe e Dom.
A decoração do Miya é sóbria, mas de muito bom gosto. O prédio é estreito e tem uma sala na frente e ao fundo, o bar e a cozinha que, por sua vez, conta com um amplo vidro, de onde se pode ver o trabalho dos cozinheiros.
Na parte superior do prédio, eles tem mais um salão, além dos banheiros.
O cardápio, que não é muito extenso, destaca a sua dedicação aos ingredientes, verdadeira inspiração do chef, que vão desde hambúrguer até o foie gras, passando por matérias-primas japonesas como yuzú (fruta cítrica) e furikake (tempero).
O almoço executivo custa R$45,00 e compreende uma salada, prato principal e sobremesa.
No dia que fui ao Miya, a entrada era uma salada de rúcula com outras folhas, tomate seco e um tempero agridoce maravilhoso.
O prato principal era um risoto com funghi sechi, que estava ótimo e costuma ser um dos meus pratos prediletos.
A sobremesa era uma tortinha de castanha, no entanto, um pouco sem graça para o meu gosto.
A carta de vinhos do Miya é boa e razoavelmente variada.
Achei caro o preço da rolha, que é R$60,00 para a primeira garrafa.
O restaurante não abre às segundas feiras.
Ainda assim, gostei tanto do restaurante, que acabei voltando nele com minha esposa para conhecê-lo.
Neste dia pedimos uma entrada que era um tempurá de lulas ao molho de maionaise de wasabi.
Como prato principal, provei a barriga de porco, que estava com bastante gordura, com purê de castanhas que estava sublime! Suave e delicado, com uma textura aveludada!
Minha esposa pediu um yakisoba com molho de misô negro e brunoise de legumes. Muito gostoso também!
Fomos super bem atendidos, inclusive pelo próprio chef, extremamente gentil!
Fica a dica!
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21 de abril
2013 |
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Jantar harmonizado no Empório Sório
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O Empório Sório (rua Augusto Miranda 802, Pompéia, fone: 29252601), do qual já postei um artigo, promove às quintas feiras do mês, um jantar de harmonização com seus vinhos.
Convidei neste mês, um grupo de amigos para participar de tal evento, de forma a torná-lo mais divertido.
O jantar é preparado por um chef, na parte superior da loja e servido numa longa mesa.
O evento começou com uma aula sobre as belezas da Sardenha, dada pelo dono do Empório: Thierry.
Ele nos deu as boas vindas, logo no início do jantar com o espumante rosé Lips, da casta Pinot Noir. O vinho era bem agradável, com boa perlage, além de ter um preço em conta R$75,00.
Em seguida os pratos foram servidos:
Aperitivo: ceviche de peixe branco, com crocante de banana da terra e grão de bico. Acompanhado do vinho Umani Branco, das cepas Chardonay (75%) e Vermentinu, com 12% de álcool. Este é um vinho leve, com um pouco de acidez e custa R$56,00.
Entrada: Salada de folhas verdes com carpaccio e zabaione de parmesão. Acompanhou o Umani rosé, das cepas Sinsault (80%) e Scciacarellu, com 12% de álcool. Também é um vinho agradável e mais intenso que o branco e custa R$56,00.
Prato principal: fettuccine com ragu de cordeiro, linguiça de javali e tuille de castanha. O vinho que acompanhou o prato foi o Umani Tinto, das cepas Merlot (70%) e Nielluccio, com 11% de álcool e o preço de R$63,00. É um vinho com um tanino marcante.
A sobremesa foi uma verdadeira performance! O chef fez um suspiro de trufa branca e mel, usando nitrogênio, como as espumas do Ferran Adriá. Acompanhou a sobremesa, o Domaine Pascua Chardonay Vin Doux, que se mostrou muito bom, com bons aromas de frutas secas e um álcool bem integrado. Tem 11,5% de álcool e custa R$112,00.
Os vinhos que mais apreciei neste evento foram o Domaine Pascua Chardonay Vin Doux, o espumante e depois, o Umani rosé.
O Empório oferece vinhos com boa relação custo benefício, além de outros produtos da ilha.
O evento foi muito agradável e especialmente bom para conhecer os vinhos da Córsega.
Tudo isto por um preço mais que justo: R$125,00.
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15 de abril
2013 |
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Degustação dos vinhos italianos Edizione, da vinícola Farnese
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A World Wine, importadora de vinhos do produtor Farnese, promoveu um evento em março, onde foram degustados 9 Ediziones do seu vinho Edizione Cinque Autoctoni.
Conta a história que, em 1538, a princesa Margherita da Áustria casou-se com o príncipe Farnese. Ao visitarem a cidade de Ortona, que é uma comuna italiana, na região dos Abruzos, ambos ficaram encantados com o lugar e o clima. Decidiram então produzir ali, vinhos finos que logo estariam nas cortes da Europa.
Os vinhos da Farnese tem a característica de serem produzidos para agradar o cliente internacional, sendo que 90% deles são exportados.
A vinícola possui vinhedos em duas regiões Abruzzo e Puglia. Assim, a extração das uvas é feita da melhor forma, combinando diferentes terroirs.
O vinho não é filtrado, o que ajuda a torná-lo bem intenso. Todos tem uma cor vermelho granada vibrante.
O Edizione não pode ser classificado dentro da legislação italiana, pois é um produto feito em mais de uma região.
As cepas utilizadas são: Montepulciano, Primitivo, Sangiovese, Negroamaro e Malvasia Nera.
O vinho Edizione é o ícone da Vini Farnese, que diferente dos Supertoscanos que usam uvas internacionais (Cabernet Sauvignon Syrah e Merlot), decidiu produzir vinhos com cepas autóctones.
Decidiram também não usar nenhuma denominação de origem, para não ficarem limitados.
O vinho Edizione é produzido com a fusão de 5 vinhedos das regiões de Abruzzo e Puglia.
As cepas que compõe o vinho dão diferentes qualidades a eles: Montepulciano (estrutura e cor), Sangiovese (longevidade e taninos), Primitivo (aromas frutados e adocicados), Malvasia Nera (amacia os taninos) Negroamaro (estrutura e acidez).
Tal evento ocorreu apenas uma vez no Brasil e outra no exterior, antes deste.
A World Wine vende o vinho por R$180,00, disponibilizando somente a Edizione número 12, que tem como referência a safra 2011.
As nove Ediziones mostraram:
1) Uma grande evolução no tempo.
As Ediziones de 1 a 4 são vinhos bem diferentes dos vinhos das Ediziones de 5 a 9. A edizione 6 não foi produzida, pois estes vinhos só são feitos nas melhores safras.
2) As Ediziones 10 e 12 guardavam uma semelhança de aromas muito presentes entre si. Já a edizione 11 era muito diversa destas duas.
3) As Ediziones 10, 11 e 12 apresentavam excesso de álcool.
4) A Edizione da qual mais gostei foi a 6, com muita evolução e aromas de frutas secas (ameixa, Damasco) e tabaco.
5) Acho que estes vinhos são para guardar, pois muito jovens não demonstram a que ponto podem chegar.
6) Com o tempo em taça, os vinhos foram mudando de aroma, chamando a minha atenção, o número 12, que de frutas vermelhas passou para aromas de flores.
7) As lágrimas, principalmente dos mais antigos, eram longas e a cor intensa dos vinhos chegava a tingir as taças.
8) As Edizziones se mostraram diversas entre si. Acredito que o motivo desta diversidade se dá, porque além das qualidades de safra, são utilizadas também, diferente combinações das castas a cada ano.
Junto com os vinhos, foram servidos queijos, frios e frutas, finalizando nosso encontro, com um delicioso risoto.
O serviço foi muito cuidadoso e educado.
Novamente a presença da Sandra, pela Suporte Comunicação que divulga a importadora, foi muito simpática.
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10 de abril
2013 |
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Restaurante Ecully, São Paulo
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Depois de ter lido o artigo do jornal A Folha, sobre o restaurante Écully, fui conhecê-lo no almoço de domingo de páscoa.
O restaurante foi criado pelo casal Juliana de Pádua Moreira e Guilherme Tse Cândido, que se conheceram no curso de culinária de Paul Bocuse.
Ambos são formados em gastronomia, no Brasil, antes do curso de Paul Bocuse. Depois tiveram formação em Écully, próximo à Lyon, onde fica a escola de Bocuse.
Antes do restaurante, montaram uma empresa de fornecimento de refeição para eventos, com o mesmo nome do restaurante.
O ambiente do Écully, que fica em Perdizes (rua Cotoxó 493, fone 3853-3933), é muito agradável. Fica no fundo de uma casa, entre árvores estão as mesas cobertas por um vidro retrátil. Lá também está o bar.
O serviço é muito gentil e atencioso, faltando aos garçons, apenas um pouco de conhecimento dos detalhes do cardápio.
A cozinha é bem equipada e tem vidros, que permitem visualizar a preparação dos pratos.
Na entrada da casa existe uma loja de vinhos (da Mistral), livros e artefatos de cozinha. Na parte superior da casa, foi montada uma cozinha, onde serão dados cursos, além de eventos.
O cardápio é pequeno, com 13 entradas e pratos principais no total. A carta de vinhos e cervejas também é muito limitada, contendo apenas vinhos de boa relação custo / benefício.
Para o dia de Páscoa, nos foi oferecido um cardápio com couvert, entrada, prato principal e sobremesa por R$75,00, um preço bom.
De couvert vieram 3 azeites aromatizados, acompanhados de pães.
As opções de entrada eram:
Batata Rústica: batata com maionese artesanal e alecrim
Salmão defumado Écully: Salmão defumado (na própria casa) artesanal, com lâminas de limão siciliano e manjericão. Achei que o salmão tinha um defumado leve demais... embora gostoso. Lembrava um ceviche.
Ceviche mediterrâneo: Peixe branco do dia com azeite de açafrão, lâminas de cogumelo paris, cebola roxa, ervilha torta e limão siciliano.
Mix de folhas: Ao vinagrete balsâmico, castanhas caramelizadas e lascas de parmesão. Achei este o melhor prato, com boa crocância.
Como prato principal tinha:
Entrecote: contra filé grelhado com nhoque de parmesão e molho de alecrim.
Ravioli artesanal: Recheio de queijo de cabra com tomate assado e limão siciliano. Acho que se tivesse um pouco de parmesão ficaria melhor.
Bacalhau a natas: Bacalhau em lascas, com molho suave à base de creme de leite, cebola laminada e batatas. Acompanhava arroz.
Atum em crosta de duas pimentas: Com crosta defumada de pimentas e risoto de limão siciliano. Achei o atum com pouco sabor, apesar do bom acompanhamento de limão.
Paella de frutos do mar: Lula, camarão polvo, mexilhão e lagostins.
Para sobremesa tinha:
Torta ganache aos três chocolates: Três camadas de chocolate, meio amargo, branco e ao leite, com coulis de laranja.
Creme brulée de doce de leite.
Torta caseira de maçã, com sorvete de canela e crocante. Achei que faltava crocância na massa e em geral prefiro torta de maçã pura, sem creme. Uma das minhas sobremesas prediletas é a tarte tatin.
Achei o restaurante correto, mas sem grandes requintes. Preciso voltar para provar o cardápio normal.
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Me chamo Alberto Andaló Júnior. Nasci em Rio Preto no dia 23 de junho de 1947. Aqui nestas terras de São José fiz o primário no antigo Grupo Escolar Cardeal Leme. Em São Paulo, me formei em engenhariana pela Faap e em administração pelo Mackenzie. Hoje, trabalho como autônomo prestando consultoria. E-mail para contato:
O objetivo deste blog é falar sobre vinhos, viagens e gastronomia. A harmonização com os alimentos, assunto muito em voga, era feita de uma forma bem básica: o vinho tinto harmonizava com carnes vermelhas e o branco com os pescados. Hoje se sabe que uma boa harmonização entre o prato e a bebida acaba por valorizar a ambos. Sobre esse assunto, clique aqui e veja trabalho que fiz para a revista Lola da editora Abril.
Minha experiência com a bebida vem da infância, quando na minha casa, meu pais misturavam vinho com água, para que as crianças também participassem dos festejos. Quando morei em Rio Preto pela segunda vez, meu pai era então prefeito, desta cidade. Nesta época, eu tomava escondido um pouco do seu vinho português Grandjó, e apreciava sua doçura. Desde então, decidi incluir nas minhas viagens internacionais, algumas visitas às vinícolas.
Fiz curso de Sommelier na Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, o que me ajudou a entender melhor este universo. Mantenho o blog O Vinho e os Prazeres, que pretendo dar continuidade aqui neste espaço. Espero que aproveitem os posts e agradeço desde já a participação de todos vocês com seus comentários!
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