Fabiano Ferreira
   
11 de março
2010
Troque a expectativa pela perspectiva
 
Demorou, mas aprendi. Ao contrário do que eu pensava, ter perspectivas é muito melhor do que alimentar expectativas. E a explicação é simples: a expectativa é um sentimento positivo sim, mas carrega um misto de incerteza e ansiedade. Quem fica na expectativa parece depender de fatores externos para realizar aquilo que deseja. Ao contrário, a perspectiva é o sentimento real de que tudo sairá conforme foi planejado, no tempo certo, uma vez que foi feito o que era necessário.

Vamos destrinchar mais esta ideia. Muitos jovens recém-formados vão em busca de uma vaga de emprego somente com a ajuda de parentes e amigos, esperando que a indicação seja suficiente. São jovens que fizeram faculdade de qualquer jeito, sem terem se aplicado, muito menos procurado estágio ou já trabalhado em sua área. Por isso mesmo acabam tendo um alto grau de expectativa, já que querem entrar para o mercado de trabalho para fazer valer o diploma e mesmo para não se sentirem culpados em relação ao investimento que os pais fizeram.

Na outra ponta estão os jovens que tiveram uma conduta bem diferente, por isso ao invés de ficarem ansiosos ao procurar emprego sentem-se confiantes. São os que se aplicaram nos estudos, procuraram trabalhar na área mesmo a faculdade não exigindo estágio e já fizeram contatos por conta própria, sem depender de indicações ou paternalismos. Estes jovens, ao buscar uma colocação no mercado, têm uma postura de perspectiva. Ou seja, distribuem currículos, também contam com indicações, mas não se sentem inseguros porque sabem que, mais hora menos hora, vão conseguir o espaço reservado para os bons profissionais. Eles escolheram o caminho mais adequado e não precisam ficar ansiosos e dependentes do “jeitinho brasileiro”.

E esta lógica da expectativa X perspectiva pode ser aplicada em todos os setores da vida. É sempre melhor fazer nossa parte e aguardar o retorno concreto do que alimentar incertezas e ilusões. É claro que em uma ou outra situação temos nossas expectativas atendidas. No entanto, é mais seguro fazer a coisa certa e esperar por resultados reais do que ficar na condicional.

E você, como está em relação aos seus sonhos e projetos: só na expectativa ou tem boas perspectivas? Está acomodado no “sofá” ou está se mexendo para atingir seus objetivos? A escolha é sua. Depois não reclame!

 
 

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18 de fevereiro
2010
Agora, meu lema é compartilhar
 
Olá pessoal! Hoje meu post é um pouco diferente do que vocês estão acostumados. Ao invés de um artigo, compartilho com vocês as informações sobre um projeto pessoal muito importante que, enfim, se concretizou. Dia 27 de março lanço meu primeiro livro: “Aprendendo com os Mestres – 10 Lições dos Maiores Especialistas em Motivação Para Você Viver Mais Feliz” (HN Publieditorial).

É com muita satisfação que falo desse projeto, pois ele se funde com minha experiência de vida e minha trajetória profissional. O livro é resultado de entrevistas, leitura, pesquisa, anotações e, o mais importante, da prática de ensinamentos valiosos que obtive como repórter de nas áreas de comportamento, bem-estar e espiritualidade.

A ideia de escrever um livro existe desde 2005, mas ainda bem que o projeto não ocorreu antes. Digo isso porque o amadurecimento é sempre fator preponderante para que o resultado seja mais satisfatório. No livro proponho 10 lições que dizem respeito à vida pessoal e profissional. E como autor, eu precisava primeiro entender estas lições, testá-las, torná-las práticas possíveis para mim, pois esses seriam os termômetros para avaliar o quanto elas teriam valor para serem compartilhadas com os leitores. Agora, tenho a felicidade de poder levar adiante o que considero ser uma missão do comunicador: difundir o conhecimento.

Para escrever o livro, escolhi sete autores nacionais três estrangeiros. Tive a oportunidade de entrevistar todos, uns pessoalmente e outros por telefone e e-mail. Li seus livros, filtrei ensinamentos universais, e escrevi um texto com minhas observações, meus desafios e uma nova visão sobre temas que dizem respeito a todo ser humano.

“Aprendendo com os Mestres” discute sobre sonhos, liderança, resolução de problemas, persistência e sobre como fazer boas escolhas. Trata também de ações importantes relacionadas a fazer a diferença, seguir em frente mesmo quando a vida nos dá uma “rasteira”, manifestar amor incondicional e conversar com Deus. Cada lição é ilustrada com exemplos, experiências e frases para reflexão. É um livro com linguagem acessível, cujas lições podem ser lidas na sequência ou separadamente.

Estou muito feliz e confiante em relação a este projeto, principalmente porque ele tem o prefácio do escritor Augusto Cury, um dos autores nacionais mais bem-sucedidos dos últimos anos. Tive a oportunidade de entrevistar Cury algumas vezes e no ano passado o conheci. Foi o incentivo que faltava para eu publicar. Ele leu meu projeto, gostou bastante e por isso mesmo disse sim ao convite para escrever o prefácio.

Mas o compartilhamento de informações não se encerra com o livro. O projeto inclui a realização de palestras motivacionais para diferentes públicos, sendo que mesmo antes do lançamento do livro já tenho conferências agendadas, o que me deixa ainda mais grato pela confiança dos parceiros que estão comigo nesta nova jornada.

Bom, há muito mais novidades. Mas em breve volto a falar sobre o assunto. Por enquanto deixo o convite abaixo para quem quiser saber um pouco mais sobre o livro e as palestras. Muito obrigado a todos!


Divulgação do livro “Aprendendo com os Mestres – 10 Lições dos Maiores Especialistas em Motivação Para Você Viver Mais Feliz”
Dia 19 (sexta-feira), às 12 horas, no Canal 16, Programa Opinião Cidade
 
 

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02 de fevereiro
2010
Faça o que tem de ser feito
 
Existe um comportamento comum a todo ser humano que é o de esperar para tomar decisões, na tentativa de analisar melhor os fatos e optar pelo caminho correto. Quem utiliza esse recurso como ferramenta de ponderação, quase sempre sai ganhando e faz escolhas mais acertadas.

No entanto, nem toda espera é interrompida com a ação. Muitos de nós esperamos, esperamos e esperamos, na falsa esperança de que a solução apareça, de que o problema se resolva ou de que o mal entendido se dissolva com o tempo.

Dia desses, conversando com um amigo chegamos a uma conclusão simples e ao mesmo tempo reveladora: todos nós sabemos exatamente o que precisa ser feito para melhorar de vida, para resolver pendengas, para finalizar projetos, para dar uma guinada e trilhar novos caminhos. Às vezes até nos escoramos na desculpa de que ainda precisamos pensar, de que com o tempo as soluções aparecerão naturalmente, blá, blá, blá...

Na verdade, essa espera sem fim esconde o medo de errar e a falta de coragem de “dar a cara a tapa” e fazer realmente o que precisa ser feito por nós e por mais ninguém.
Sugiro que agora você pare um minuto e pense no maior desafio da sua vida no momento. Em seguida, traga à mente quais são as possíveis soluções, sem se ater a amarras ou desculpas de impossibilidade. Pronto! Está aí o que tem de ser feito. E com certeza é algo possível: basta que você o coloque em ação.

Mas por que sempre deixamos para depois, por que adiamos, por que colocamos mais em evidência os contras do que os prós? Bom, são muitas as respostas e infinitas as justificativas. Mas cá entre nós: não compensa ficar nesse lenga, lenga, tentando entender aqui, tentando entender acolá. Se trocarmos todo esse empenho de compreensão pela ação simples, direta e objetiva, com certeza colheremos frutos muito mais saudáveis.

Mas também não se trata de sair por aí agindo no impulso. Não é isso o que proponho. Pensar sim, sempre. Mas pensar rápido, sem dramas, sem poréns, sem vírgulas demais. Agir agora é questão de opção.


Então vamos lá, está mais do que na hora:

- Reconcilie-se com aquela pessoa que você gosta
- Tire aquele projeto da gaveta e comece a colocá-lo em prática
- Peça aumento (se você merece, vai ter coragem...)
- Arrume os armários (eles não vão se organizar sozinhos)
- Inicie aquele trabalho voluntário que você tanto sonha
- Diga para as pessoas o quanto você as ama
- Não deixe a dieta para segunda-feira: hoje é o dia
- E o check-up da saúde, agora sai?
- Liste todas as dívidas e comece a pagar uma por uma
- Vai voltar a estudar ou continuará com falsas promessas?
- Está em dia com a espiritualidade ou está esperando uma tragédia para lembrar de Deus?
- E os livros que você quer ler, vão continuar na estante?
- Vai mudar já ou esperar outro Ano Novo?


Bom, tenho certeza que a lista acima é só o começo. Todos temos muitas coisas para fazer, aprender e evoluir. O que não podemos é desperdiçar o tempo e as energias com o que não vale a pena. Já passou da hora de colocar a “mão na massa” e fazer o que tem de ser feito. 1,2,3 e já!

 
 

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30 de dezembro
2009
Aonde vamos parar?
 
Assim como eu, tenho certeza que de vez em quando você deve se pegar pensando: “aonde esse mundo vai parar?”. Com tantas catástrofes, violência, preconceito, desrespeito, desunião, ganância e destruição é inevitável tentar encontrar explicações. A impressão que temos é que profecias milenares se confirmam na prática, lentamente, descortinando um cenário de desordem, sem futuro e com vias a ser cada vez pior.

Pais esquecem filhos dentro de carros. Traficantes atiram em helicópteros e matam quem deveria proteger cidadãos indefesos. Políticos roubam na cara dura, escondem dinheiro nas partes íntimas e ainda são afagados porque “não podem ser julgados como pessoas comuns”. Aviões caem, matam centenas e ninguém consegue explicações, muito menos punições para os responsáveis. Chuvas devastam cidades sem que as autoridades tomem reais providências para evitar novas tragédias. Ainda se mata no trânsito por discussões bobas. Pais espancam filhos. Filhos roubam e matam pais em nome das drogas. Chefes abusam do poder e subjugam seus empregados. “Religiosos” enganam deslavadamente os de boa fé, que enchem os cofres de templos cada vez mais ricos. Casais se traem e fingem vier “às mil maravilhas”. Amigos (será?) não pensam duas vezes para destilar veneno uns contra os outros, como se não tivessem mais nada importante na vida para cuidar. E agora ainda temos de pagar a conta do aquecimento global, fruto da ganância capitalista do consumo desenfreado.

A lista de coisas ruins é grande, infelizmente. O cenário não é nada agradável. A impressão que se tem é que estamos caminhando para o fim, para um apocalipse, daqueles bem assustadores descritos na Bíblia Sagrada há milênios.
Mas se você acompanha meus textos neste blog certamente saberá que mesmo diante deste quadro assustador tento ver o lado positivo dos acontecimentos. Sim, porque é isso que nos resta para tentar seguir adiante, aprender com os erros e evoluir como seres humanos e espirituais que somos.

Numa perspectiva mais ampla, a cada vez que leio sobre estas tragédias que assolam a humanidade, penso que estamos passando por uma espécie de “depuração”. Num raciocínio simplista parece que cada vez mais acontecem coisas ruins. Mas acho que elas são “necessárias” para expor nossas fraquezas, mostrar onde temos de melhorar, que atitudes devemos tomar e o quanto podemos usar de nossa inteligência para resolver pontos nunca antes tocados. Sei que para isso uns são sacrificados em detrimento de outros. Mas a natureza é sábia. O universo é perfeito. E nada se move na face da Terra sem a permissão da Força Maior que nos rege. O que parece desgraça num primeiro momento pode ser visto como dádiva no futuro. Tente encontrar em sua história de vida momentos que foram horríveis, mas que depois você agradeceu por eles terem acontecido, uma vez que mudou toda sua perspectiva de mundo.

Voltando à “limpeza” pela qual estamos passando, é preciso levar em conta que talvez isso sempre tenha acontecido, mas antes não tínhamos meios de comunicação com força suficiente para divulgar tudo em questão de segundos em escala global. Então, agora achamos que o “mundo está perdido”. É claro que o aumento da população, as mudanças climáticas e as estripulias políticas contribuem em larga escala para a transformação (e degradação) dos comportamentos individuais e coletivos. No entanto, se levarmos em conta que todos estes acontecimentos podem ser positivos para a evolução da humanidade, compreenderemos melhor o cenário atual e nos prepararemos com mais responsabilidade para as gerações futuras.

Vejamos:

- Filhos rebeldes e drogados expõem as feridas de famílias sem amor e sem estrutura psicológica para educá-los adequadamente para as demandas do mundo atual (sei que há exceções, não vamos generalizar).

- Governos corruptos são fruto do nosso descaso com a política e com o voto, nosso instrumento sagrado de democracia que é desprezado em razão da descrença na vida

- Enchentes, tufões, tremores e outras tragédias naturais nada mais são do que a resposta da natureza ao nosso comportamento anti-cidadão. Sabe aquele papel que você joga da janela do carro na rua? Ele é parte deste processo de destruição. Acredite.

- Violência não é só aquela que envolve crimes com potencial para serem divulgados na TV, mas sim nosso desrespeito para com o próximo, somado às pequenas explosões de raiva, preconceito e julgamentos vazios que fazemos toda hora sem ao menos perceber.

- Se casais se ofendem, empregados se submetem aos desmandos e as relações se degringolam a cada dia é porque não nos damos o trabalho de nos respeitar, de conhecer nossos limites, de falar não e de ter a tal da autoestima.

Pois é. A esta altura você deve estar pensando: mas então sou responsável por tudo? E a resposta é sim. O controle das suas emoções e ações está nas suas mãos. Não dê ao outro o direito de dizer como você vai se sentir. Não outorgue a ninguém suas responsabilidades. Se todos fizéssemos nossa parte, com certeza metade das tragédias descritas acima seria eliminada. Tudo está como está porque cada um de nós contribui, mesmo que de longe, mesmo que indiretamente. Até nossa indiferença ajuda a temperar os pratos da discórdia. Não adianta apontar culpados. Primeiro analise suas atitudes e vai perceber que você, sua família, seus amigos, sua cidade e seu País não precisariam passar por esta depuração coletiva para que a humanidade caminhasse rumo à evolução.

Seria mais sensato se aprendêssemos com os erros alheios para evitar nossas próprias falhas. Mas, cabeça dura que somos, temos de primeiro “comer o pão que o diabo amassou” para só depois mudar de atitude, ou, o que é pior, ficar na mesmice e continuar achando culpados por nossa vidinha medíocre e estagnada.

Por isso, quem me conhece sabe que não canso de dizer: que bom que tudo está vindo à tona. Que bom que os “podres” da política e das famílias estão se revelando. Que bom que descobriram que é preciso proibir que se dirija embriagado e que se fume em ambientes fechados. Que bom que a natureza está respondendo às agressões contínuas. Que bom que as verdades estão brotando, que as hipocrisias estão sendo esfregadas na cara dos preconceituosos...

Não, caro internauta, não sou pessimista. Pelo contrário. Só estou tentando fazer o duro exercício de lidar com a realidade, tarefa que pede equilibrar razão e emoção, com altas doses de bom senso. Se vou conseguir não sei. Mas vamos juntos pensar sobre estas questões aqui apresentadas. Quem sabe não conseguimos mudar um pouquinho que seja desse mundo tão desafiador em que vivemos. Com certeza, só este movimento já terá valido a pena. Só assim saberemos aonde (e como) vamos chegar.

Um 2010 fabuloso para você!

 
 

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09 de dezembro
2009
Você quer ter razão ou ser feliz?
 
É de se supor que a maioria das pessoas responderá da seguinte forma à pergunta acima: “é bem melhor ser feliz do que ter razão”. No entanto, não é o que se vê na prática das relações. Mesmo não admitindo, muita gente quer ter razão sim. Aliás, até confunde as coisas e só se sente feliz quando consegue convencer os demais de que está certa, de que está com a tal razão.

“Deixar prá lá” ou simplesmente ignorar determinadas situações não é tarefa fácil nos dias de hoje. Somos estimulados o tempo todo a competir e a sermos os melhores em tudo: desde um evento corriqueiro no ambiente doméstico às ações que têm impacto coletivo. Por isso brigamos, impomos nossa visão, usamos e abusamos da nossa capacidade de persuasão para, no fim, muitas vezes, ter de aceitar a derrota e ainda amargar a frustração (habilidade para qual não fomos treinados, infelizmente).
Sobre este assunto eu proponho um exercício a você: pare por alguns minutos e liste ocasiões em sua vida pessoal e profissional em que você teve de optar por “abandonar a causa”, uma vez que não conseguiu fazer valer suas verdades...

Para muita gente isso causa muito sofrimento. Ter de ceder ao outro, mesmo sabendo que ele está errado, é um exercício de soberania emocional, que cabe somente a quem está com a consciência muito tranquila, autoestima em dia e de bem com o mundo.
Francamente, se você lida com “pessoas difíceis”, aquelas que acham que sabem tudo, que são donas da verdade e que só o que elas fazem é o melhor, para quê insistir em ter razão? É claro que estes comportamentos não estão escritos na testa da pessoa. Mas tenho uma dica: ao perceber que vai travar um embate com o tal “sabe tudo”, o “dono da razão”, tente pelo menos uma vez mostrar o outro lado, explicar seus motivos. Caso você observe reações exageradas da outra parte, uma insistência inútil em ideias sem fundamento ou uma postura desrespeitosa com regras predeterminadas, meu caro amigo: dê a razão quantas vezes for necessário!

Ok! Concordo que nem sempre é possível e que dar a razão assim sem mais nem menos pode ser desastroso, dependendo do caso. Mas de uma coisa tenho certeza: você estará preservando sua saúde emocional, seu equilíbrio e as energias de que tanto precisa para tocar sua vida. Assim como você, já passei por diversas situações em que fui testado (e sei que ainda vou passar por tantas outras). Sinceramente confesso que precisei incorrer várias vezes na teimosia antes de perceber que a melhor atitude é dar a razão a quem deseja vorazmente. Num primeiro momento pensamos estar saindo no prejuízo ao ter de concordar com o reducionismo alheio a questões que são bem mais complexas quando interpretadas com ética e liberdade. Mas é só abrir um pouco mais a percepção para entender que o prejuízo é de quem preferiu continuar com a visão turva sobre os fatos, e o que é pior, com a seguinte crença: “viu como eu sei sobre o que estou dizendo?”.

Se você ainda não se deparou com os “donos da razão”, se prepare! Eles vão aparecer na sua vida. E ao invés de “dar murro em ponta de faca”, como diz o ditado popular, dê corda para seu interlocutor. Provavelmente ele a usará para se enforcar, sem perceber o mal que sua intransigência lhe faz.
Ao dar a razão para o outro não precisamos mudar nossas posições ou se “entregar ao sistema”. Só estamos usando inteligência emocional, pois muitas vezes a outra pessoa age assim por pura ignorância, por ter sido mimada demais ou por optar raciocínios pífios, que não requerem nenhum esforço para o seu crescimento pessoal.

Comece a prestar atenção aos seus embates do dia a dia. Experimente deixar o outro “se achar”. Não zombe e tome cuidado para não parecer cínico demais ao concordar com tudo. Aos poucos você vai experimentar uma sensação de alívio por não ter entrado na neurose alheia. Lá na frente, mesmo o outro tendo levado adiante sua “razão”, com certeza ela se enfraquecerá. E nesta hora, você estará ainda mais forte e pronto para colocar em prática seu bom senso. Nem de longe isso é vingança. Pelo contrário: é uma escolha saudável na complicada teia de relacionamentos.

Agir assim é agir com sabedoria. E convenhamos: felicidade combina muito mais com sabedoria do que com racionalidade e pragmatismo imbecil.
E aí, já decidiu se quer ser feliz ou ter razão?

 
 

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Fabiano Ferreira é jornalista e escreve para o Diário da Região desde 2000. Atualmente é editor da Revista Vida&Arte, publicação mensal do Grupo Diário de Comunicação. Com MBA em Comunicação Jornalística (Faperp/Cásper Líbero), é professor universitário desde 2002.


e mail: fabiano.ferreira@diarioweb.com.br
msn: fabyano2005@hotmail.com
twitter: @fabianferreira
 
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