Acidente aéreo
Famílias destruídas
São José do Rio Preto, 19 de Julho de 2007
  Álbum de família  
Ex-jogador de futebol Márcio, com a mulher e a filha: passeio virou tragédia

Andrea Inocente, Ariana Pereira e Rita Magalhães

O maior acidente aéreo da história do País matou pelo menos oito pessoas da região de Rio Preto. Entre as 186 pessoas a bordo do Airbus 320 da TAM que explodiu anteontem em Congonhas, na Capital, estavam a professora Maria Elizabete Silva Caballero, 65, duas netas - Júlia Elizabete Gomes, 14, Maria Izabel Gomes, 10 -, o ex-jogador de futebol Márcio Andrade, 36, sua mulher Melissa, 26, a filha Alanis, 2, o advogado André Dona, 25, e o tesoureiro Fernando Volpe Estato, 34. Mulher do vice-cônsul honorário da Espanha em Rio Preto, Alejandro Caballero de Figueroa, 83 anos, Maria Elizabete aproveitou o feriado de 9 de julho para visitar a mãe em Porto Alegre e levou as duas netas mais velhas, que estavam de férias escolares, para passear na cidade de Gramado. A neta mais nova, Lilian, 3 anos, escapou do acidente porque a mãe, a professora Carmem Caballero, decidiu que a filha caçula era nova demais para a viagem. A morte de Maria Elizabete e das netas foi apenas mais um episódio trágico na vida da professora. Ela é filha de Elizabete e mãe de Júlia e Maria Izabel. Antes do nascimento de Júlia, Carmem perdeu outras duas filhas gêmeas logo após o parto. Há cerca de 15 anos, seu único irmão, Alexandre Augusto Caballero, também morreu num acidente em São Paulo. Uma carreta passou sobre o carro em que ele estava.


Álbum de família
André Ura Dona havia passado no exame da OAB


Já o ex-jogador de futebol e empresário, Márcio Rogério de Andrade, 36 anos, aproveitou a viagem de negócios a Porto Alegre para levar a mulher Melissa, 26 anos, e a filha Alanis, 2 anos, para passear. O cunhado André Ura Dona, 25, irmão de Melissa, viajou junto. A família saiu de Porto Alegre com destino a Ribeirão Preto. De lá, eles seguiriam de carro para Monte Aprazível, onde moram os pais de Andrade. O pai dele, o comerciante Cláudio Frutuoso de Andrade, 62 anos, ficou sem reação diante da morte do único filho. A família soube da tragédia pela imprensa. Um funcionário da TAM ligou pouco depois para confirmar a morte das quatro pessoas. O tesoureiro Fernando Volpe Estato, de Bebedouro, retornava de uma viagem a trabalho pelo Grupo Votorantim na hora do acidente. Os pais desconheciam a viagem e se surpreenderam quando receberam uma ligação da Votorantim na noite de anteontem com a notícia. Até às 20 horas de ontem, o corpo de Volpe Estato era o único da região reconhecido e identificado pelo Instituto Médico Legal, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
Pierre Duarte
Cláudio Frutuoso: acidente matou seu único filho

‘Uma tragédia grande’, diz pai de ex-jogador
Em Monte Aprazível, família e amigos reúnem-se na sala, ao redor da televisão. Na tela, mais uma das competições dos Jogos Pan-Americanos, mas não são os competidores que provocaram a pequena aglomeração. Diferente do clima de alegria que salta dos vencedores na televisão, na sala, as pessoas esperam notícias sobre o maior acidente aéreo da história do Brasil. Márcio Rogério de Andrade, 36 anos, a esposa dele, Melissa, 26, a filha, Alanis, 2 anos, e o cunhado André Ura Dona, 25, com outras quase 200 pessoas, foram protagonistas dessa tragédia. E é deles que a família na sala espera saber mais. “A última vez que falei com ele eram quase 11h30 da manhã, anteontem. De São Paulo, ele ia embarcar até Ribeirão Preto para vir a Monte Aprazível. Depois, soubemos do acidente pela televisão. Um funcionário da TAM nos ligou e confirmou a morte”, conta o pai de Andrade, o comerciante Cláudio Frutuoso de Andrade, 62 anos.

Márcio é ex-jogador de futebol. Iniciou a carreira em Monte Aprazível quando tinha 14 anos. De lá, foi jogar no time de Araçatuba. Aos 18 anos, foi contratado por um time japonês. Permaneceu no Japão por quatro anos de onde voltou depois de sofrer uma lesão no joelho. Quando voltou ao Brasil retomou a faculdade de educação física que tinha iniciado pouco antes de ir para o exterior. Foi na faculdade que conheceu Melissa, com quem tinha a filha de dois anos que também faleceu no acidente, a pequena Alanis. Além da criança, o ex-jogador tinha duas filhas adolescentes de mães diferentes. Há dois anos, Andrade deu início à carreira de empresário. Credenciado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) para agenciar jogadores, Andrade estava em Porto Alegre para estabelecer contatos profissionais. A carreira que tinha início recente encerrou-se na pista do aeroporto.

André começava carreira jurídica
André Ura Dona, 25 anos, era advogado e havia passado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) há pouco tempo. Centenas de mensagens foram deixadas no Orkut (página de relacionamentos) do rapaz horas depois do acidente que tirou a vida dele, em São Paulo. Anterior aos recados de pêsames, os amigos parabenizavam o rapaz pela carreira que teria início com a aprovação da OAB.
Helio Tuzi
Carmem Caballero segura brinquedos que ganhou das filhas

Professora liderou luta pela despoluição de rio
Natural de Santo Ângelo (Rio Grande do Sul), Maria Elizabete Silva Caballero, 65 anos, morava em Rio Preto havia 40 anos. A professora chegou na cidade em 1967 para ocupar uma cadeira acadêmica na Unesp. Lá fez carreira e ocupou por quatro anos a sub-chefia do Departamento de Zoologia da universidade. Ficou famosa nos anos 80 por liderar movimentos ecológicos na cidade. Presidiu a Sociedade Regional de Ecologia e o Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente). “Mas o que a colocou verdadeiramente na história de Rio Preto, foi sua luta pela despoluição do rio Preto. Ela levantou uma bandeira pioneira porque naquela época as pessoas não eram engajadas” diz o historiador Lelé Arantes O marido dela, o espanhol Alejandro Caballero, está inconsolável. Ele, dizem os amigos, era um “eterno apaixonado”.

As netas de Elizabete, Júlia e Maria Izabel estudavam no Colégio São José. Hoje, o colégio vai fazer celebração em homenagem a elas às 19h30, na igreja Santa Rita. Enquanto era consolada por amigos na manhã de ontem, a mãe das meninas, a professora Carmem, costurava em prantos uma almofadinha em forma de coração que ganhou de Maria Izabel. “Só peço a Deus que elas não tenham sofrido. Elas estavam tão felizes com a viagem a Gramado”, disse Carmem. Marcelo Rudnick, tio das meninas, disse que a família tomou conhecimento da tragédia pela televisão. Transtornada, a família tentou mais informações pelo 0800 da TAM. “Mas fomos muito mal atendidos. Só conseguimos a confirmação que as três estavam realmente no vôo por volta da 1 hora pela internet, quando foi divulgada a lista das vítimas.”
Helio Tuzi
Carmen Caballero e Renato Rudnick (de preto) embarcam em vôo da TAM

Família viaja para Capital
Carmen Caballero e Renato Rudnick, pais das estudantes Júlia Elizabete Gomes, 14 anos e Maria Izabel Gomes, 10 anos, mortas no acidente da TAM, viajaram ontem pela manhã para a Capital para reconhecimento, no Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, dos corpos das filhas e da mãe de Carmen, a professora Maria Elizabete Silva Caballero, 65 anos. Os familiares embarcaram no vôo 3547 da TAM com destino à Capital ao meio-dia. O avião partiu com atraso de meia hora do aeroporto de Rio Preto. O horário previsto para decolagem era 11h30, mas somente ao meio-dia a aeronave conseguiu permissão da torre de controle para vôo.
Helio Tuzi
Gaúcho Márcio Mombelli trocou de empresa na última hora e escapou do acidente

Empresários foram salvos por ‘tarifa barata’
A decisão de economizar R$ 89 salvou a vida dos empresários Márcio Mombelli, 48 anos, morador de Novo Hamburgo (RS) e do norte-americano Francesco Hill, 27 anos. Os dois tinham viagem marcada na terça-feira para Rio Preto, onde teriam uma reunião de negócios ontem. Segundo Mombelli, ele e Francesco estavam no aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre anteontem e tomariam o fatídico vôo JJ 3054 da TAM com destino à São Paulo, mas na última hora resolveram remarcar a viagem por outra empresa aérea. “A passagem pela TAM custava R$ 299,50 para cada um, mas pela outra companhia ficava em R$ 255, uma economia de R$ 44,50. E também tinha a vantagem de chegar antes - o da TAM chegaria por volta das 19 horas e o outro chegou às 16 horas”, disse Mombelli.

Ontem, no aeroporto de Rio Preto onde aguardava vôo de volta à Capital, os dois empresários respiravam aliviados. “Durante toda a noite eu suava frio e ia pro banheiro. Nasci de novo”, afirmou o empresário. O ator global Daniel de Oliveira, que ficou conhecido ao interpretar Cazuza em filme de mesmo nome, também trocou a TAM por outra empresa na última hora. Ele já havia decidido voltar para São Paulo no vôo 3054, mas ao tentar ligar para comprar a passagem, não conseguiu completar a ligação então decidiu viajar por outra companhia. O ator estava em Porto Alegre para visitar a namorada Vanessa Giácomo, que está no sul para as gravações de “Duas Caras”, novela de Aguinaldo Silva. Outros que se salvaram por pouco foram os jogadores da equipe do Grêmio, vice-campeã da Taça Libertadores. O grupo deveria estar no mesmo vôo que se acidentou em São Paulo disse ontem Daniel Saia, pai do goleiro gremista Sebástian Saia. “Falei com ele que me disse que não sabia porque não voaram no avião”, afirmou. O pai do jogador garantiu que nenhum dos jogadores do time estava no avião acidentado. O Grêmio viria a São Paulo para fazer conexão rumo a Goiânia, onde enfrentará o Goiás pelo Campeonato Brasileiro.


Guilherme Baffi
Quatro vôos da TAM e da Gol com destino a Rio Preto e SP foram cancelados

Avião tem problema para pousar em Rio Preto
Quase no mesmo horário que o Airbus da TAM se chocava contra um prédio na Capital paulista anteontem, passageiros de outro vôo da mesma empresa - o JJ 3743 - que pousava em Rio Preto por volta das 18h30 se assustavam com uma tentativa frustada de pouso no aeroporto Professor Eribelto Manoel Reino. A aeronave vinha de Cuiabá, faria uma escala em Rio Preto e depois partiria para São Paulo, mas ao pousar no aeroporto rio-pretense arremeteu novamente, ou seja, decolou sem chegar encostar no solo, pois as condições de vento eram desfavoráveis ao pouso. De acordo com funcionários da torre de comando do aeroporto de Rio Preto, mantido pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), ventos de través com 28 nós, velocidade considerada muito forte e que pode até causar um acidente, teriam impedido o pouso.

Com instruções da torre, o piloto da aeronave da TAM teria decolado novamente, feito o contorno no espaço aéreo na região do aeroporto e pousado o avião pela outra cabeceira da pista, onde as rajadas laterais de vento eram mais propícias ao pouso. O procedimento é rotina em situações do gênero, mas raro no aeroporto de Rio Preto, segundo o Daesp. “Primeiro, a decolagem atrasou em Cuiabá, depois teve esse incidente. Na hora, todo mundo ficou tenso dentro do avião, pois ninguém sabia o que estava acontecendo. A tripulação não dizia nada, só ficamos sabendo o que havia acontecido quando a aeronave pousou”, disse ontem o pecuarista Pedro Luiz Cardoso de Oliveira, que estava no vôo. A direção informou ainda que a pista do Eribelto Manoel Reino, que tem aproximadamente 1,7 mil metros é muito segura, inclusive por possuir o “grooving” ao contrário do aeroporto de Congonhas, onde aconteceu a tragédia anteontem. Groovings são ranhuras feitas na superfície do pavimento que facilitam o escoamento de água e aumentam o atrito da aeronave com o solo no momento do pouso.

Atrasos
O acidente em São Paulo causou o cancelamento de dois vôos - um da TAM e outro da Gol - vindos de Congonhas com destino a Rio Preto na noite de terça-feira. Outros dois vôos que decolariam com destino à Capital paulista na manhã de ontem também foram cancelados porque o aeroporto paulista estava fechado devido ao acidente. Somente no período da tarde, os vôos com destino a Rio Preto, São Paulo e conexões foram normalizados.
Helio Tuzi
Grooving na pista do aeroporto de Rio Preto auxilia escoamento da água

Moradores têm medo de acidente
Mesmo com a direção do aeroporto rio-pretense “Professor Eribelto Manoel do Reino” afirmando que o local é seguro, tanto para pousos como para decolagens, moradores que têm casas nos arredores do local têm opiniões divergentes. Para a assistente social Maria Ferraz Galvão, 43 anos, que mora na rua Felipe Gattaz, medo é uma constante no cotidiano dos vizinhos do aeroporto. “Nós até já nos acostumamos ao barulho, porque são diversos pousos por dia. Mas tem vez, que no meio da noite, o barulho é mais forte e a gente se assusta. Sempre fica uma dúvida se o avião pode cair ou não”, disse. A professora Maria Borges, 50 anos, moradora da mesma rua, também diz já ter se acostumado a morar próxima ao aeroporto. “Não temos mais medo mesmo sendo a pista do aeroporto bem encostada com a minha casa, porém a nunca dá pra saber o que se pode acontecer”, afirmou. Já a professora Daniela Alves Simões, 32 anos, que mora na Capitão José Verde, outra rua próxima ao aeroporto conta, diz que o medo por um acidente não existe mais. “Minha casa fica bem próximo do aeroporto, mas isso não assusta mais. Até o barulho já é comum pra minha família.”

Edinho Araújo decreta luto oficial
O prefeito de Rio Preto Edinho Araújo decretou ontem luto oficial por três dias no município por causa da morte de três rio-pretenses que estavam no avião da TAM que se chocou contra um prédio próximo ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no início da noite de terça-feira. Estavam a bordo do Airbus A320, que partiu de Porto Alegre, 186 pessoas. Entre os passageiros estavam os rio-pretenses Maria Elizabete Caballero, de 65 anos, Julia Elizabete Gomes, de 14 anos, e Maria Isabel Gomes, 10 anos. Maria Isabel e Julia eram netas de Maria Elizabete e retornavam de Porto Alegre para Rio Preto. O decreto de número 13.631 deve ser publicado no Diário Oficial do município hoje.

Indenizações
O presidente da companhia aérea TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou que os familiares dos passageiros colaboradores e funcionários terão prioridade nas indenizações do acidente. “As necessidades deles são a nossa prioridade nesse momento. Assim que soubemos do acidente, todos os profissionais foram ativados ao processo de assistência”, afirmou Bologna, em coletiva de imprensa concedida ontem à tarde pela empresa, em São Paulo. Bologna disse que hotéis, transporte e alimentação foram disponibilizados para os familiares dos passageiros, dos funcionários e para as famílias da região onde aconteceu o acidente. Nos próximos dias, segundo o presidente da TAM, todas as famílias serão contatadas individualmente pelo departamento de recursos humanos da empresa.

Internautas postam imagens
Mais de 93 vídeos sobre a tragédia com a aeronave da TAM estavam disponíveis ontem no site de vídeos Youtube. Muitos dos vídeos amadores foram registros de câmeras de celulares de pessoas que estavam próximos ao local do acidente. No site, também estão disponíveis vídeos de diversas emissoras, inclusive internacionais, com imagens do local em que ocorreu a tragédia e do socorro efetuado pelo Corpo de Bombeiros. Um dos links com imagens da tragédia era http://www.youtube.com/watch?v=rp-x9oSoxA8. No Orkut, usuários criaram oito comunidades de pêsames para os familiares e amigos das vítimas do acidente com o Airbus 320 da TAM, anteontem, na Capital. Uma delas era “Acidente com avião da TAM”, no endereço http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30170736.
Agência Luz/ABr - 18/7/2007
Homens do Corpo de Bombeiro trabalham no local do acidente para resgatar corpos

Até o início da noite, 175 cadáveres resgatados
Parentes e amigos de vítimas do acidente com o Airbus 320 da TAM que forem à capital paulista em busca de corpos de vítimas, devem se dirigir à Ala Oficial do Aeroporto de Congonhas. Lá, o Instituto Médico Legal (IML) colocou uma equipe de sete médicos legistas para fazer a coleta de dados das vítimas. Uma equipe de 60 profissionais do IML trabalha na autópsia e identificação dos corpos. Até as 20h de ontem, 175 corpos haviam sido retirados do local. Desses, 140 já foram registrados no IML e nove deles reconhecidos e legitimados. O IML faz, a partir das informações, um cruzamento de dados com os corpos já cadastrados. Após a identificação, as famílias são avisadas. A TAM divulgou uma nova lista de passageiros, funcionários e tripulantes que estavam no Airbus 320, vôo JJ 3054. A companhia aérea confirmou que estavam a bordo 186 pessoas. Desse total, 162 eram passageiros, 18 funcionários da empresa e seis tripulantes (dois comandantes e quatro comissários).

O Airbus 320 decolou de Porto Alegre s 17h16 de ontem (17), com destino a Congonhas, sem escalas. Havia previsão de pousar s 18h50. Pelos relatos de autoridades, o avião não conseguiu parar na pista, derrapou, tentou virar para a esquerda, atravessou a pista da avenida Washington Luis e bateu de frente com um terminal de cargas da empresa. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, equipes do Corpo de Bombeiros trabalham intensamente desde 18:45 horas da noite desta terça-feira, para retirar dos escombros os corpos das vítima. Três pessoas, que foram socorridas, morreram em hospitais da Capital. Com isso, o número de mortes confirmadas sobe para 178.

Para tornar menos doloroso o procedimento de reconhecimento, o IML coletou as impressões digitais e fotografou detalhes do corpo, cicatrizes, tatuagens, e pertences como piercings, relógios e alianças, para submetê-los ao reconhecimento dos familiares. Apenas em casos extremos os familiares devem fazer o reconhecimento pessoal do cadáver. Nove pessoas estavam identificadas até o início da noite de ontem: os passageiros João Francisco Caltabiano, Fabio Martinho Novakoski Fernandes, José Antônio da Luz, José Luís Souto,Fernando Volpe Estado, Silvania Regina de Ávila Alves,Guilherme Duque de Moraes, a funcionária da TAM Express Michele Dias Miranda, 24 anos, e Osvaldo Luiz de Souza, que usava o hangar da TAM no momento do acidente.

Fonte: com Agência Estado