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O apetite de gol de Romário e Pelé
São José do Rio Preto, 28 de maio de 2007
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Colaboração: Fernando Marques
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O REI - Sempre foi muito atencioso com as crianças. A foto de 1972 mostra Pelé com os irmãos Eder (hoje delegado de polícia), em seu colo, e Jonei, durante almoço no Restaurante Bambina, em Rio Preto. Eles são filhos de José Rodrigues, ex-diretor do América |
Sobrenatural. Assim pode ser considerado o feito do atacante Romário de Souza Faria, que chegou a marca de 1 mil gols na carreira, ao fazer, de pênalti, o terceiro na vitória de 3 a 1 do Vasco sobre o Sport, domingo passado, em São Januário, pela segunda rodada do Brasileirão. Sinônimo de longevidade, o Baixinho, mesmo aos 41 anos (nasceu no Rio, dia 29 de janeiro de 1966), ainda chama atenção pelo talento e a intimidade com que trata a redonda. Perseverante, o goleador vascaíno atinge a meta só superada por Pelé, um ser extraordinário, que pelo brilhantismo alcançado na sua profissão, dificilmente será comparado a outro mortal. Afinal, foram 1.284 gols em 1.375 partidas disputadas e a média de 0,933 por jogo. Só no dia 21 de novembro de 1964, cinco anos antes de marcar o milésimo, fez oito nos 11 a 0 do Santos sobre o Botafogo, de Ribeirão Preto, na Vila Belmiro. Romário precisou de 1.254 duelos para chegar ao milésimo, com média de 0,797.
E alguns desses números passam por Rio Preto. Pelé, por exemplo, teve vários confrontos com o América, enquanto Romário nunca enfrentou o Vermelhinho, mas jogou pelo Vasco, no Teixeirão, contra o Palmeiras, pelo Brasileirão de 2001. O “Atleta do Século” encarou o Rubro 16 vezes, sendo nove no extinto “Caldeirão do Diabo”, o estádio Mário Alves Mendonça, e sete na Vila Belmiro. Com ele em campo, o Santos obteve 13 vitórias, um empate e sofreu apenas duas derrotas. Dos 38 gols da equipe praiana, 15 foram de Pelé (0,39% do total e a média de 0,937 por partida). Nesses duelos, o América marcou 14 gols. A primeira vez que o “Rei do Futebol” pisou no “Caldeirão” foi no dia 3 de agosto de 1958, no empate sem gols, pelo Paulistão, logo após ter conquistado o primeiro título mundial com a Seleção Brasileira, na Copa da Suécia. Entre os confrontos está registrado o humilhante 8 a 0, pelo Paulistão de 1959, na Vila, quando a “Majestade” fez metade do serviço, marcando quatro vezes. No estadual de 1965, Pelé voltou a desequilibrar ao marcar três nos 4 a 0, no MAM. O último gol dele contra o América foi feito no dia 27 de abril de 1969, também em Rio Preto, no empate de 1 a 1, quando atingiu a marca de 961 na carreira.
Depois do milésimo, marcado na vitória de 2 a 1 sobre o Vasco, no Maracanã, no dia 19 de novembro de 1969, Pelé enfrentou o América mais quatro vezes, pelos estaduais de 72 e de 73, mas o “Rei” passou em branco. Nas quatro ocasiões, o Santos venceu pelo mesmo placar: 1 a 0. Romário também saiu de campo vitorioso na única oportunidade que teve para se exibir ao público da região e ainda marcou os gols 825 e 826 da sua vasta coleção, no triunfo de 3 a 1 sobre o Palmeiras, que mandou no Teixeirão o jogo contra o Vasco, pela 25ª rodada do Brasileirão de 2001. Era domingo, 11 de novembro, e Romário chegou com a pompa de vice-artilheiro da competição, com 16 gols, um a menos que Washington “Coração de Leão”, da Ponte Preta. Na época com 35 anos e debaixo de um sol escaldante, o Baixinho só desfilou no primeiro tempo, quando o paraguaio Arce abriu o placar para o Verdão. Na etapa final, na primeira chance que surgiu, Romário chutou de esquerda, sem chance de defesa para o goleiro Marcos e igualou o marcador.
O meia Ely Thadeu virou o jogo para os vascaínos e Romário ampliou a vantagem nos acréscimos ao cobrar pênalti, quando o volante Rodrigo Taddei, hoje na Roma da Itália, estava improvisado no gol, em razão da expulsão de Marcos. Os dois maiores artilheiros da história do futebol mundial são opostos. Pelé evitava gandaias e Romário adora baladas. Pelé jogou apenas em três equipes: Santos, Cosmos de Nova York e Seleção Brasileira. Romário criou raízes no Vasco, clube que o projetou, mas perambulou por PSV da Holanda, Barcelona, Valência, Flamengo, Fluminense, Al-Sadd, Miami United e o australiano Adelaide United. Em comum, apenas a fome de gol.
| Colaboração: Fernando Marques
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NO CALDEIRÃO - Dos 1.284 gols marcados por Pelé, 15 foram contra o América. O Rei jogou nove vezes no estádio Mário Alves Mendonça. A última no dia 5 de agosto de 1973, pelo segundo turno do Paulistão. De pé, a partir da esquerda: Cejas, Vicente, Hermes, Marinho Peres, Clodoaldo e Zé Carlos; agachados: Ferreira, Brecha, Euzébio, Pelé e Edu NO CALDEIRÃO - Dos 1.284 gols marcados por Pelé, 15 foram contra o América. O Rei jogou nove vezes no estádio Mário Alves Mendonça. A última no dia 5 de agosto de 1973, pelo segundo turno do Paulistão. De pé, a partir da esquerda: Cejas, Vicente, Hermes, Marinho Peres, Clodoaldo e Zé Carlos; agachados: Ferreira, Brecha, Euzébio, Pelé e Edu
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| Tasso Marcelo/AE 20/5/2007
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GOL MIL - Depois de meses de expectativa, Romário acabou com a angústia ao marcar o milésimo gol de sua carreira, cobrando pênalti aos 2 minutos e 44 segundos da etapa complementar, na vitória de 3 a 1 sobre o Sport, domingo passado, em São Januário
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| Otavio Valle 18/11/2001
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NO TEIXEIRÃO - A estrela do Baixinho artilheiro brilhou na única vez que ele jogou para a galera da região. Pela 25ª rodada do Brasileirão de 2001, ele marcou dois gols (825º e 826º da sua carreira), na vitória de 3 a 1 do Vasco sobre o Palmeiras, do volante Magrão
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GOLS HISTÓRICOS DE ROMÁRIO E PELÉ:
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Fichas técnicas:
Vasco 3 x 1 Sport
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Vasco Silvio Luiz; Thiago Maciel (Wagner Diniz), Júlio Santos, Jorge Luís e Guilherme; Amaral, Roberto Lopes, Abedi e Morais; André Dias (Júnior) e Romário (Alan Kardec). Técnico: Celso Roth.
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Sport Magrão; Osmar, Du Lopes, Durval e Bruno (Dutra); Ticão, Everton, Vitor Júnior (Luciano Henrique) e Fumagalli; Weldon (Washington) e Carlinhos Bala. Técnico: Giba.
Gols: André Dias aos 3 e aos 37 minutos do 1º tempo. Romário aos 2 minutos e 44 segundos e Luciano Henrique aos 37 minutos do 2º tempo. Juiz: Giuliano Bozzano (DF). Renda: R$ 172.130,00. Público: 16.682 pagantes. Local: estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, domingo, 20 de maio de 2007, pelo Brasileirão, quando ocorreu o milésimo gol de Romário.
Palmeiras 1 x 3 Vasco
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Palmeiras Marcos; Arce, Alexandre, Leonardo e Robson (Fábio Júnior); Fernando (Rodrigo Taddei), Magrão, Flávio e Pedrinho; Muñoz e Donizete (Claudecir). Técnico: Márcio Araújo.
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Vasco Helton; Rafael (Ely Thadeu), João Carlos, Geder e Gilberto; Donizete Amorim, Jamir (Dedé), Juninho Paulista e Léo Lima (Fabiano Eller); Euller e Romário. Técnico: Paulo César Gusmão.
Gols: Arce aos 36 minutos do 1º tempo. Romário aos 21 e aos 50 (pênalti) e Ely Thadeu aos 29 minutos do 2º tempo. Juiz: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS). Expulsões: Marcos e Juninho Paulista. Renda: R$ 109.545,00. Público: 11.457 pagantes. Local: estádio Teixeirão, em Rio Preto, domingo, 18 de novembro de 2001, pelo Brasileirão, quando ocorreram os gols 825 e 826 da carreira de Romário.
América 1 x 1 Santos
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América Raul Marcel; Manoel, Adelson, John Paul e Severo; Geraldo e Raul; J. Alves, Cabinho, Mirandinha (Tião Kelé) e Marco Aurélio. Técnico: Wilson Francisco Alves, o Capão.
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Santos Cláudio; Carlos Alberto Torres (Marçal), Ramos Delgado, Joel e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Manuel Maria, Douglas (Abel), Pelé e Edu. Técnico: Antoninho.
Gols: Pelé aos 19 e Tião Kelé aos 31 minutos do segundo tempo. Juiz: Albino Zanferrari. Renda: Cr$ 46.176,00. Público: 13.259 pagantes. Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, dia 27 de abril de 1969, pelo Paulistão, quando Pelé marcou o 961º de sua carreira. Vasco 1 x 2 Santos
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Vasco Andrada; Fidélis, Fernando, Moacir e Eberval; Renê e Bougleux; Adilson, Acelino (Raimundinho), Beneti e Danilo Menezes (Silvinho). Técnico: Otto Glória.
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Santos Agnaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel) e Rildo; Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Edu, Pelé (Jair Bala) e Abel. Técnico: Antoninho Fernandes.
Gols: Beneti aos 18 minutos do primeiro tempo. Renê (contra) aos 10 e Pelé (pênalti) aos 34 minutos do segundo tempo. Juiz: Manuel Amaro de Lima. Renda: não obtida. Público: 65 mil pessoas. Local: Maracanã, no Rio de Janeiro, quarta-feira, 19 de novembro de 1969, pelo Torneio Roberto Gomes Pedroza, quando Pelé marcou o milésimo gol de sua carreira.
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