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Tino sai do juvenil do Cruzeiro para ser campeão no Jacaré
São José do Rio Preto, 17 de maio de 2009
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Rubens Cardia
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HOJE - O representante comercial Tino mora em Ribeirão Preto |
Revelado nas categorias de base do Cruzeiro, de Belo Horizonte, Modestino Elói Filho foi um dos grandes médios-volantes que atuaram no Rio Preto. Trazido pelo técnico Carlos Alberto Silva, o jogador ajudou o Glorioso a chegar à fase decisiva do Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1971 e também teve participação na conquista do título do Torneio de Seleções de 1973. A façanha rendeu ao time rio-pretense o acesso ao Paulistinha (atual A-2). Tino chegou ao Rio Preto na terça-feira, dia 2 de fevereiro de 1971, junto com “dois Marcos” descobertos por Carlos Alberto Silva na várzea de Belo Horizonte. O ponta-direita Marquinhos que jogava no Brasilina e o centroavante Marco Antonio que atuava no Montanhês. Eles começaram a treinar no dia seguinte e dos três, Tino e Marquinhos vingaram. No primeiro jogo-treino de Tino, os aspirantes do Verdão golearam o 17º Batalhão da Polícia Militar por 7 a 1.O volante das alterosas estreou na vitória por 3 a 1 sobre o Andradina em amistoso, no Riopretão, dia 7 de fevereiro, entrando no lugar de Nei. Na ocasião, o árbitro Emannoli Filidis marcou pênalti inexistente para o Rio Preto, convertido por Nei e expulsou três jogadores do adversário.
No sábado seguinte, o Jacaré retribuiu a visita ao Andradina, mas abandonou o jogo no intervalo, alegando falta de segurança. O Glorioso vencia por 2 a 1. O presidente Anísio Haddad sustou o pagamento do cheque de Cr$ 500 que havia dado em garantia. Tino não participou das quatro primeiras rodadas da Primeira Divisão (A-2 de hoje), quando o Rio Preto venceu o Palmeiras, em São João da Boa Vista (2 a 0), goleou o Jaboticabal (6 a 0), empatou em Batatais (1 a 1) e perdeu de 2 a 1 emBarretos. Estreou na goleada de 4 a 1 sobre o Orlândia, no Riopretão, no dia 11 de abril. Firmou-se como titular e foium dos destaques da equipe que chegou à fase final do campeonato. O acesso escapou na última rodada do pentagonal finalcom a derrota de 1 a 0 para o Catanduvense, no Parque Antártica. O Marília, que havia vencido o Saad pelo mesmo placar, na preliminar, subiu de divisão.O Garça folgou na rodada decisiva. No ano seguinte, Tino foi para o Paulista de Jundiaí, indicado pela dupla de zaga Beto e Cidinho. Os três haviam jogado juntos no Glorioso. O treinador do tricolor jundiaiense era Djalma Santos, lateraldireito bicampeão mundial com a Seleção Brasileira (1958/62).
Em 1973, o cabeça-de-área mineiro retornou ao Jacaré, campeão do Torneio de Seleções e promovido ao Paulistinha (A-2), sob a batuta do técnico Rubens Minelli. Após atuações destacadas, o presidente Anísio Haddad renovou o contrato dele para a temporada seguinte. Comandadopelo treinador Jacintho Angelone, o Glorioso disputou a série “Dino Sani” da Primeira Divisão, que também reunia Sertãozinho, Catanduvense, Corinthians de Presidente Prudente e Batatais. O Verdão manteve-se no páreo na reta final. Na penúltima rodada empatou sem gols como líder Catanduvense, em Catanduva, no dia 13 de outubro de 1974. Na rodada derradeira, o Rio Preto precisava golear o Corinthians Prudentino para se classificar por índice técnico, mas desperdiçou inúmeras oportunidades de gol e venceu por míseros 2 a 1. Foi o último jogo de Tino como jogador profissional. O Catanduvense terminou em 1º lugar, com 11 pontos, o Glorinha fez 10, Corinthians e Sertãozinho 7 e Batatais, 5.O Santo André obteve a vaga pela série “MauroRamosdeOliveira”.Completaram a fase final, o Nacional (melhor da chave José Ely de Miranda) e Linense (série Roberto Rivellino).
Três anos sem jogar Nascido no dia 20 de novembro de 1944, em Santa Luzia, cidade mineira localizada na Grande BH, Tino começou a jogar futebol no infantil do Santa Cruz, de sua terra natal.“Num determinado anome destaquei em amistosos que disputamos contra várias equipes profissionais”, relembra. Num desses jogos, Tino arrebentou contra o juvenil do Cruzeiro. Roberto Elísio, diretor do Santa Cruz, tinha contatos com cartolas de clubes grandes e o indicou ao time estrelado. “Na verdade o craque da família era meu irmão mais velho, Pedro Luis, ponta-direita, que jogou no Atlético-MGe Democrata de Sete Lagoas”, comenta. “Mas só me tornei jogador graças ao técnico Tinho, do Santa Cruz, que acreditou no meu potencial e pegou muito no meu pé”, acrescenta. No juvenil do Cruzeiro, Tino jogou com Dirceu Lopes e outras feras. “Fui bicampeão mineiro juvenil de 1965/66 e campeão estadual aspirantes de 1967”, diz.
Simultaneamente, Tino havia passado num concurso público e prestava serviços na agência dos Correios de Belo Horizonte. “Decidi só trabalhar e fiquei sem jogar entre 1968 e 1970.” Veio para o Rio Preto em 1971 ficando até 1974, com uma breve saída para o Paulista de Jundiaí. Após seu último jogo pelo Jacaré, em 1974, Tino foi trabalhar na fábrica da Coca Cola de Rio Preto como supervisor. Depois, passou por várias empresas como representante comercial. Mudou-se para Ribeirão Preto, onde mora desde 1985. Aposentou-se há três anos, mas continua no batente até hoje. Casado, Tino é pai de Marcus Vinicius e André Luiz. Os dois são jogadores de vôlei. Marcus Vinicius atua na Bélgica e André está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
| Arquivo pessoal de Modestino Elói Filho
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NA RETA FINAL - Time que chegou à fase decisiva do Paulista da Primeira Divisão de 1973. De pé: Tula, Gil, Carlos, Jarbas, Gilson Bernardes e Tino; agachados: Marinho Tápparo, Nerinho, Pitanga, Dante, Nei e Caraveti. Ao fundo, o técnico Rubens Minelli
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| Arquivo pessoal de Modestino Elói Filho
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GLORIOSO - Time que fez excelente campanha em 1971. De pé, a partir da esquerda: Rogério, Beto, Portinho, Jarbas, Gilson Bernardes e Neguito; agachados: Wilson, Tino, Nei, Edson e Dirceu
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| Arquivo pessoal de Modestino Elói Filho
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VERDÃO - Em pé da esquerda para a direita: Oscar Amaro, Roberto Brida, Jarbas, Tino, Gil e o goleiro Alexandre, que veio do Corinthians; agachados, na mesma ordem: Vilson Tadei, Pitanga, Perrela, Nei e Caraveti
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| Arquivo pessoal de Modestino Elói Filho
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RIO PRETO - Uma das formações do Verdão em 1971. De pé, a partir da esquerda: Carlão, Edivaldo, Adilson Bussada, Nei, Pitanga e Caraveti; agachados: Marquinhos, Jarbas, Dante, Tula e Tino
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| Arquivo pessoal de Modestino Elói Filho
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SANTA CRUZ - Time da cidade de Santa Luzia, onde Tino iniciou a carreira. De pé: Tinho (técnico), Ratinho, Dudu, Gentil, Amauri, Pirumbinha, Azulão e Mussula; agachados: Neli, Tolentino, Ticrim, Tino e Xavier
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| Arquivo pessoal de Modestino Elói Filho
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CRUZEIRO - Edivaldo Santana (diretor), Lobo, Santos, Marquinhos, Zé Carlos, Nelsinho, Índio, Pedro Paulo e Jorge Abraão (técnico); agachados: Natal, Robertinho, Batista, Tino, Dirceu Lopes, Geraldinho e Mário
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| Arquivo pessoal de Modestino Elói Filho
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COM A FAIXA - Dante, Tino e Pitanga antes da vitória por 2 a 0 sobre a Francana, no Riopretão, no sábado, 18 de agosto de 1973, pela última rodada do Torneio de Seleções. O Rio Preto havia conquistado o título com uma rodada de antecedência
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RIO PRETO - 4 Gilson Bernardes; Rogério, Cidinho, Beto (Jacintho Angelone) e Tula; Tino e Nei; Wilson, Arnaldo (Edson), Cornélio e Dirceu. Técnico: Carlos Alberto Silva.
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ORLÂNDIA - 1 Tadeu; Kiko, Marcos, Mendes e Gaioto; Joaquim e João Malvest; Misanga (Pelé), Quiose, Fiore e Patareli. Técnico: não obtido. Brasa; Alemão, China, Vado e Zé Antônio; Cidinho e Espanhol (Ernesto); Capitão, Clabono, Jorginho e Ary. Técnico: não obtido.
Gols: Arnaldo aos 8 e Cornélio aos 37 minutos do primeiro tempo. João Malvest aos 18, Edson aos 28 e aos 42 minutos do segundo tempo. Árbitro: Renato de Oliveira Braga. Renda: Cr$ 3.493,00. Público: 1.491 pagantes. Local: Riopretão, domingo, dia 11 de abril de 1971, pela quinta rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Primeira Divisão, na estreia de Tino pelo Verdão. ________________________________________________________________
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RIO PRETO - 2 Banga; Mário, Benê, Tino e Tula; Júlio César e Nei; Marquinhos, Vilson Tadei (Zezé), Nerinho e Valdez. Técnico: Jacintho Angelone.
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CORINTHIANS PRUDENTE - 1 Brasa; Alemão, China, Vado e Zé Antônio; Cidinho e Espanhol (Ernesto); Capitão, Clabono, Jorginho e Ary. Técnico: não obtido.
Gols: Vilson Tadei aos aos 22 minutos do primeiro tempo. Zezé aos 30 e Capitão aos 42 minutos do segundo tempo. Árbitro: Antônio Carlos Saraiva. Renda: Cr$ 2.671,00. Público: 493 torcedores. Local: Riopretão, no domingo, dia 20 de outubro de 1974, pela última rodada da série Dino Sani do Campeonato Paulista da Primeira Divisão, na despedida de Tino como jogador profissional.
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