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Contaminação
Carrapato de capivara pode levar à morte
São José do Rio Preto, 4 de outubro de 2002
  Elisandro Ascari  
O professor Reinaldo Feres, do Ibilce, examina amostras do carrapato

Augusto Fiorin

A febre maculosa, doença causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, que é transmitida pelo carrapato-estrela, ou carrapato-de-cavalo (Amblyomma cajennense), ameaça Rio Preto. Os carrapatos contaminam espécies de aves, o homem e os mamíferos, como as capivaras, que vivem às margens da Represa Municipal e no Instituto Penal Agrícola (IPA), e cavalos, que são seus hospedeiros prediletos. Casos da febre, que pode matar o doente em até duas semanas se não for diagnosticada a tempo, já foram registrados na região de Campinas e a doença pode, segundo especialistas, atingir outras grandes cidades do Estado, incluindo Rio Preto. São características que esses municípios apresentam em comum que podem determinar ou não a incidência de casos.

Segundo Reinaldo Feres, 48 anos, professor de zoologia do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidades Estadual Paulista (Ibilce/Unesp) de Rio Preto, são vários os motivos pelo qual corre-se o risco da disseminação da doença. Um deles é o deslocamento de animais silvestres, como a capivara, para o meio urbano. Por causa da destruição das áreas naturais, eles vêm para as cidades e expõem a população a parasitas e patógenos do ecossistema silvestre. “A exploração de animais domésticos pelo homem tem aumentado a oferta de alimento para o cajennense e propiciado sua participação na transmissão da bactéria. Ao se alimentar do sangue de animais infectados por essa riquétsia, o carrapato poderá transmiti-la aos hospedeiros no ato da alimentação”, diz o professor.

Animais silvestres, como gambás e coelhos, além das capivaras, e domésticos ou domesticados, como cães, cavalos e o gado bovino, também podem ser hospedeiros do carrapato-estrela em todas as suas fases. “Esse carrapato é oportunista. Na ausência do cavalo, seu hospedeiro preferencial, pode parasitar qualquer outro animal, inclusive o ser humano.” Outro fator pelo qual a doença pode chegar aos grandes centros é a situação socioeconômica do País. Isso ocorre porque pequenos agricultores acostumados a viver, trabalhar e tirar seu sustento do campo são atraídos pela perspectiva de melhores condições de vida nas grandes cidades. Sem qualificação para o trabalho, muitos acabam por adotar a profissão de carroceiro. “Esse fato tem contribuído para aumentar a população de eqüinos (hospedeiro preferencial desses carrapatos) na área urbana, sem que ocorra o necessário controle de carrapatos desses animais, até pelo baixo poder aquisitivo dessa categoria”, afirma.


Elisandro Ascari
As capivaras, assim como os cavalos, hospedam o carrapato

Secretário descarta risco
O secretário municipal de Saúde, Cacau Lopes, 44 anos, diz que não há riscos da febre maculosa atingir Rio Preto. Segundo ele, a secretaria realizou um levantamento sobre a doença, que causou a morte de um menino em Piracicaba, a 305 quilômetros de Rio Preto, e não há dados que apontem qualquer indício que coloque o município em estado de alerta. “Estamos acompanhando o caso de perto e nos informando sobre a doença. Porém, segundo levantamento realizado por funcionários da Vigilância Epidemiológica, Rio Preto não corre o risco de desenvolvê-la. Se isso acontecer, saberemos como tratá-la”, afirma. Uma outra medida adotada pela secretaria é distribuir mensalmente, em escolas municipais e estaduais e em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) material educativo alertando sobre como os moradores devem agir para evitar a doença. “Deixamos a população informada. Essa é a melhor forma de impedir que a doença chegue até nossa cidade”, acredita.

O coordenador da Vigilância Epidemiológica, o médico Eduardo Lazzaro, 50, diz que o órgão municipal tem uma equipe que atende reclamações e denúncias feitas pelo população referentes à existência de carrapatos. A febre maculosa é uma doença febril causada por rickétsia (Rickettsia ricketsii) transmitida ao homem pela picada do carrapato-estrela ou micuim (Amblyomma cajannense), que é o vetor biológico. Os reservatórios podem ser os animais silvestres como roedores - capivara, morcegos, gambá -, cães, cavalos e bois. A doença em humanos ocorre mais em períodos de estiagem, onde há maior proliferação de carrapatos nas fases jovens. A pessoa geralmente é contaminada por meio da picada do carrapato infectado. O carrapato tem de estar aderido a várias horas e sugar sangue para o agente transmissor se reativar e infectar uma pessoa. O carrapato pode permanecer infectado por toda a sua vida, cerca de 18 meses.

Garoto de Piracicaba morreu com a doença
A Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (Esalq/USP) de Piracicaba, a 305 quilômetros de Rio Preto, por meio de exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz, de Rio Claro, confirmou que um menino de seis anos morreu de febre maculosa. A doença é causada por picada de carrapato-estrela. O menino é filho de um professor da Esalq e foi picado pelo carrapato no final do último mês de agosto, quando visitava a escola em companhia de seu pai. Antes mesmo da confirmação do caso, a prefeitura do campus, por meio de edital interno, pediu para que alunos, funcionários e visitantes evitassem ficar em áreas gramadas, infestadas pelos carrapatos. Os carrapatos contaminados com uma bactéria da febre maculosa estariam sendo transportados por capivaras, hospedeira do bicho. A Vigilância Epidemiológica da cidade aguarda o resultado de 13 casos suspeitos.

Febre precisa de três hospedeiros
O A. cajennense é um carrapato trioxeno, ou seja, precisa de três hospedeiros para completar seu ciclo de vida. Cada fêmea põe no solo cerca de 7 mil ovos que, por volta de 60 dias, dão origem a larvas (micuins, fase com seis pernas). Essas larvas podem suportar até 380 dias em jejum e, assim que encontram um hospedeiro, sobem rapidamente nele e procuram um local para fixação e alimentação. Em cerca de cinco dias ficam repletas de sangue e vão para o chão, onde permanecem por até 20 dias. “Em seguida, sofrem uma muda de pele e passam para a fase de ninfa (com oito pernas). Durante essa fase, as larvas suportam até um ano em jejum. Após encontrarem o segundo hospedeiro, vão ao chão entre o quinto e sétimo dia e, em cerca de 25 dias, sofrem outra muda, dando origem a machos e fêmeas”, diz o professor de zoologia do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) de Rio Preto, Reinaldo Feres.

Já na fase adulta, os carrapatos suportam até 450 dias em jejum. Ao subirem no terceiro hospedeiro, ocorre a cópula e as fêmeas ingurgitam em 10 dias, soltam-se do hospedeiro e iniciam uma nova geração. A fase adulta predomina na primavera e verão, enquanto que larvas e ninfas predominam no outono e inverno. Conhecida no Brasil há mais de 70 anos, a febre maculosa se não for diagnosticada em tempo pode matar o paciente em duas semanas. Embora se trate de enfermidade antiga, é pouco conhecida e de diagnóstico sorológico difícil. De acordo com o professor, somente por meio de teste sorológico é possível detectar a doença que se manifesta no homem com um período de incubação de dois a 14 dias. No início, os sintomas se parecem aos de um estado gripal ou outra doença febril de pequeno risco, o que pode confundir o diagnóstico. Dos animais domésticos, apenas os cães podem apresentar alguma suscetibilidade à doença, geralmente de forma benigna e dificilmente detectada clinicamente. Uma vez infectado, os cães apresentam baixa concentração de riquétsias circulantes, insuficientes para transformá-los em reservatórios.
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