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Tráfico de drogas
Justiça aumenta ‘coleção’ de condenações para chefões do PCC
São José do Rio Preto, 3 de maio de 2008
  Sérgio Menezes  
O traficante Marcos Roberto Cicone: tráfico de dentro da cela

Allan de Abreu

01:00 - O juiz da 3ª Vara Criminal de Rio Preto, Diniz Fernando Ferreira da Cruz, condenou Marcos Roberto Cicone e José Domingos dos Santos, o Zé da Galera, por tráfico de drogas. Apontados como chefões do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região, Cicone e Zé da Galera foram acusados pelo Ministério Público de comandar esquema de tráfico de cocaína, crack e maconha em Rio Preto de dentro de presídios. Cicone foi condenado a 10 anos e 10 meses de reclusão, e Zé da Galera, a 7 anos de cadeia. Cicone já cumpre 80 anos de pena por tráfico, roubo e homicídio na Penitenciária de Lavínia 2. Zé da Galera, atualmente na Penitenciária de Mirandópolis 1, cumpre quatro anos em regime fechado por roubo. As investigações dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) comprovam que, quase quatro anos depois da Operação Desmonte, detentos ligados ao PCC persistem no comando de quadrilhas de narcotraficantes na região.

A Operação Desmonte, deflagrada em 2004, constatou a existência de uma cooperativa de narcotraficantes liderada por cinco presidiários do sistema penitenciário paulista. Cicone foi um dos 139 detidos na operação policial e acusado, como agora, de liderar o negócio ilícito. “Enquanto não houver o bloqueio do sinal de celular dentro dos presídios, esses detentos irão continuar a delinqüir, mesmo encarcerados”, afirmou o promotor do Gaerco Marcos Antonio Lelis Moreira. Essas investigações do Gaerco começaram em outubro de 2006, com base em denúncia da Polícia Militar. Com autorização judicial, foram interceptados os celulares utilizados por Cicone e Zé da Galera. Eles utilizavam os aparelhos para gerenciar sua boca-de-fumo, trocar droga por carros e contratar advogados. A dupla movimentava todas as finanças por pelo menos oito contas bancárias abertas em nome de laranjas. Os tesoureiros das duas quadrilhas, conforme as escutas, eram também os gerentes dos pontos de droga, identificados pelo apelidos de Gordão (ligado a Cicone) e Nega (comparsa de Zé da Galera). Esses, por sua vez, contratavam os “aviões”, também chamados de “corres”, vendedores no varejo nas ruas da zona norte de Rio Preto.

Além de Nega, quem ajudava Galera no negócio ilícito, conforme denúncia do Ministério Público, era a mulher dele, Maria das Graças Afonso. Residente no bairro Eldorado, zona norte, Maria das Graças assumiu a gerência das bocas depois da prisão de Nega, em 2006, ainda de acordo com o Gaerco. Ela ainda não foi julgada, mas responde ao processo em liberdade. Os seis meses de interceptações levaram a polícia a apreender 29,6 quilos de maconha e 800 gramas de crack em 30 de setembro de 2006. A droga, segundo o Gaerco, pertencia a Zé da Galera, assim como a cocaína (1,5 quilo) apreendida no dia 10 de outubro daquele ano. Ainda em outubro, no dia 19, foram apreendidos 2,5 quilos de crack pertencentes a Cicone. Para defender os comparsas presos nos flagrantes, Galera contratou um advogado por R$ 2 mil. Durante as conversas telefônicas, os subordinados revelaram o poder dos chefões do PCC na prisão. Em um dos diálogos, dois traficantes comentam a prisão de um comparsa e dizem que o chefe (Cicone) “vai levar ele para um raio (pavilhão) do CDP onde tem conhecido”.

Durante as investigações, segundo o juiz, ficou comprovado que Cicone e Zé da Galera comandavam duas quadrilhas de narcotraficantes na periferia rio-pretense. Conforme denúncia do Ministério Público, “a cadeia criminosa investigada (...) demonstrou que detentos antigos do sistema penitenciário paulista continuam a traficar e, na maioria dos casos, são os coordenadores das operações de compra e venda de entorpecentes”. Descontente com as penas aplicadas a Cicone e Zé da Galera, o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) para aumentá-las. O advogado de Galera, Clovis Caffagni Neto, também ingressou com recurso na última quarta-feira no TJ. Ele não quis comentar o caso, alegando que, como foi contratado pela Defensoria Pública, não poderia se manifestar. A advogada de Cicone, Márcia Daniela Barbosa de Oliveira, não foi localizada ontem.

Pena de Cicone é de 90 anos
Com 36 anos de idade, o marceneiro Marcos Roberto Cicone cometeu crimes suficientes para pegar 90 anos de cadeia. Líder do PCC em Rio Preto, Cicone, apelidado de Magrelo, foi condenado por tráfico de drogas, roubo e homicídio. Sua ficha criminal, segundo a polícia, tem mais de cinco metros de extensão. A cadeia não impede Cicone de continuar no mundo do crime. Em 2004, ele foi um dos 139 acusados pelo Ministério Público de integrar esquema de tráfico de drogas na região de Rio Preto a partir de penitenciárias, desvendado na Operação Desmonte. O processo resultante da operação policial nem foi julgado em primeira instância e Cicone já foi condenado por crime semelhante agora, com base em escutas telefônicas do Gaerco feitas em 2006 e 2007.

Cicone não desafia a polícia e a Justiça apenas nas conversas pelo celular. No seu currículo constam ainda cinco fugas de presídios paulistas, três delas do extinto Cadeião no bairro Eldorado. Na mais mirabolante delas, ele fugiu escondido em uma caixa de TV. Em Brasília escapou das grades disfarçado de agente penitenciário. Da Penitenciária de Araraquara, tinha planos de fugir em um barco de madeira feito por ele mesmo, mas a fuga não deu certo. A última fuga de Cicone foi em dezembro de 2006: ele deixou a Penitenciária de Lavínia com outros 20 detentos em um túnel. Um mês depois, em janeiro de 2007, foi capturado em Nova Ponte (MG) por uma força-tarefa comandada por policiais de Rio Preto e Mirassol. Na ocasião, Cicone retornava de Uberaba, no Triângulo Mineiro, em um carro com a mulher e duas crianças.

Droga é trocada por BMW
Para dar aparência legal ao narcotráfico, José Domingos dos Santos, o Zé da Galera, negociava drogas com carros, alguns deles de luxo, conforme interceptações telefônicas do Gaerco. Em fevereiro do ano passado, Galera negocia com um detento da Penitenciária de Riolândia e um traficante de Catanduva um Palio, uma Saveiro, um Golf e um automóvel BMW. No dia 28 de fevereiro, Zé da Galera diz que vai mandar buscar dez “peças” (droga) em Fronteira (MG) em um “carrinho acima de qualquer suspeita”. Para pagar o entorpecente, Galera diz que “vai pegar uns três carros quitados porque as garagens são uns 50 dias para ele pagar”. No mesmo dia, diz que vai trocar 30 quilos de “verde” (maconha) e “mais algum dinheiro” por uma BMW.

No início de março de 2007, o traficante comenta com um homem não identificado que “vai fechar com o Palio” e que “se arrumar a Saveiro até sexta”, ele paga em dinheiro vivo. A lavagem de dinheiro do tráfico por meio da compra de automóveis é investigada por meio de inquérito paralelo. Mas o promotor Marcos Antonio Lelis Moreira admite ser difícil localizar os carros com base apenas nas escutas. “Eles não costumam dar detalhes dos automóveis, como placas e registros no Renavan”, alega. Segundo Lelis, os carros são o meio preferido dos narcotraficantes para lavar dinheiro. “É o meio que eles têm para sair da clandestinidade e entrar na economia formal”, afirma.

Galera foi juiz de ‘tribunal’
O açougueiro José Domingos dos Santos, 45 anos, é um nome menos conhecido do que o de Cicone no mundo do crime. Nem por isso, porém, deixa de comandar esquema de narcotráfico em Rio Preto de dentro do presídio, assim como Cicone. Zé da Galera, como é conhecido, é um homem violento. Integrante do PCC, ele foi um dos “juízes” do tribunal do tráfico que condenou uma mulher pertencente a uma facção rival, a CDL, conforme escutas telefônicas do Ministério Público divulgadas pelo Diário em reportagem no dia 20 de abril. Lucélia teria participado de um atentado contra um membro do PCC em Ribeirão Preto. Capturada, foi levada para uma chácara do município, julgada e torturada por 39 horas em fevereiro do ano passado. Lucélia, prostituta e traficante de Franca, teve os cabelos cortados, os joelhos quebrados e as unhas arrancadas por três “irmãos” da facção criminosa.

A agressão no joelho foi ordenada por Zé da Galera. “Por tudo o que você fez pra nós, o teu destino vai ser cruel. Você vai pro beleléu, você vai pro inferno, tá entendendo?”, disse Galera para Lucélia logo no início do julgamento. A traficante foi morta com um tiro na nuca. Seu corpo foi encontrado em um matagal na zona rural de Ribeirão. Conforme a ficha criminal de Galera, ele foi preso em flagrante por roubo, e condenado a quatro anos de reclusão. Na época do julgamento de Lucélia, ele estava detido na Penitenciária de Flórida Paulista, região de Presidente Prudente. Atualmente, ele se encontra preso na Penitenciária de Mirandópolis 1, na região de Araçatuba.




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