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Crise na relação
Casais gays no divã
São José do Rio Preto, 20 de março de 2005
  Orlandeli/Editoria de Arte  

Fabiano Ferreira

00:41 - Quando um casal heterossexual está em crise existe a possibilidade para ambas as partes de procurar o pai, a mãe, outro familiar ou um amigo, para desabafar, contar o que está passando e, quem sabe, ouvir algumas palavras de alento. É a chamada "rede de apoio", que todos precisam para enfrentar os obstáculos e não desistir tão facilmente de seus propósitos. Mas para os casais gays, a realidade é diferente. Com relações trancadas em quatro paredes ou abertas somente a poucos amigos, homens e mulheres que se unem a pessoas do mesmo sexo nem sempre podem contar com uma palavra amiga ou um conselho num momento conturbado. E a família, nestas horas, teria uma força grande para amenizar os rumores. É aí que entra um instrumento que ainda não é de acesso para a maioria, mas que pode ajudar: a terapia (ou mediação) de casal. Por meio de sessões conjuntas e individuais, os parceiros podem expor seus conflitos, tentar entender melhor o outro e levar a relação adiante, de forma saudável tanto quanto um casal heterossexual, segundo psicólogos.

Essa busca nem sempre é tranqüila. Os desafios são os mesmos que em qualquer outra relação, pois uma das partes pode achar desnecessário "discutir" a vida a dois com um terceiro (o psicólogo) ou mesmo querer desistir nos primeiros en-traves e não levar o caso adiante. Mas nem todo terapeuta está preparado para dar o suporte que o casal precisa. O maior desafio, na opinião da psicóloga Maria Regina Castanho França, especialista em psicodrama e terapia de casal, é o terapeuta lidar com a própria homofobia (aversão à homossexualidade), geralmente já internalizada pela educação, consenso social e tradições culturais. De acordo com Maria Regina, a maioria dos problemas que chegam aos consultórios tem a ver também com a homofobia entre os próprios homossexuais. "Isso faz com que muitos gays e lésbicas tenham uma expectativa negativa inconsciente a respeito de seus próprios relacionamentos, e uma visão distorcida sobre seu potencial para ter um vínculo adulto satisfatório", diz.

Outro mito presente na sociedade é o da impossibilidade de haver um vínculo satisfatório e duradouro entre homossexuais. Partem daí as dificuldades que os casais enfrentam, pois eles próprios geralmente não acreditam na relação e a desfazem muito rapidamente. Maria Regina afirma que esta crença pode causar um boicote inconsciente, fazendo com que um desista mais facilmente do outro, sem lutar pelo relacionamento e trabalhar as dificuldades que inevitavelmente aparecem em qualquer relação de longo prazo. Um bom terapeuta é aquele que se sente à vontade diante do casal gay, para falar e fazer perguntas de forma explícita e direta, sobre qualquer tema homossexual, inclusive sobre problemas sexuais. Os que têm dúvidas ou mesmo certa ambivalência em relação ao assunto devem ter também ética suficiente para evitar este tipo de atendimento.

Muito tem se falado sobre os homossexuais nos últimos tempos. Seja a favor ou contra, as discussões têm chegado a um maior número de pessoas. Os projetos de lei em tramitação no Brasil falam em “parceria civil entre homossexuais”, mas uma grande parcela insiste em falar em “casamento gay”, o que remete ao imaginário popular um noivo e uma noiva na igreja. Daí para a repreensão e o preconceito é um passo. Mas será que uma eventual aprovação reforçaria para os gays a importância da união estável em detrimento da imagem de promiscuidade que a sociedade deposita nas pessoas que se relacionam com o mesmo sexo? Para Maria Regina, o fato da união homossexual não ser reconhecida legalmente, acarreta uma série de danos para os casais. Em muitos casos, gays e lésbicas sofrem impedimentos legais em relação aos próprios filhos, fruto de casamentos heterossexuais anteriores.

Isso porque parceiros do mesmo sexo não são legalmente considerados como "família", o que os impede de participar de questões essenciais na vida do outro, como decisões médicas ligadas à saúde, direitos aos bens do casal, o que faz com que não consigam designar seu companheiro como herdeiro ou bene-ficiário legal nem ter direito a ser considerado como dependente para utilização de seguro saúde. “Sem dúvida, o reconhecimento da parceria civil colaboraria para dar maior visibilidade e aceitação aos casais do mesmo sexo”, diz a psicóloga. Mas enquanto isso não acontece, os gays convivem com posturas intolerantes como as do recém-eleito presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, e do presidente americano George W. Bush, que são contra a união homossexual e não consideram correto legalizar a parceria como ato de cidadania, o que reforça as crenças e valores homofóbicos.


Divulgação
Maria Regina França, co-autora de “Laços Amorosos”

“Gays podem sim ter união estável saudável”
Tentar entender o universo homossexual é um grande desafio para os terapeutas que são procurados por eles para a resolução de conflitos. Isso porque, muitas vezes, há resistência dos próprios gays em aceitar sua condição e não opção ou orientação como muitos teimam em rotular. A psicóloga Maria Regina Castanho França, especialista em terapia familiar e de casal, se lançou recentemente a esta discussão como co-autora do livro “Laços Amorosos” Amorosos - Terapia de Casal e Psicodrama (Editora Ágora), com um artigo que trata das relações homossexuais, seus conflitos e possibilidades.

Veja a entrevista que ela concedeu:

Diário da Região - Os parceiros gays procuram terapia pelos mesmos motivos que os casais heterossexuais?
Maria Regina Castanho França - Os casais, tanto heterossexuais quanto homossexuais, procuram terapia para buscar ajuda para seu relacionamento. As dificuldades que vivem são muito similares, mas os casais do mesmo sexo têm de lidar com algumas questões específicas.

Diário - Que questões são essas?
Maria Regina - Casais formados por pessoas do mesmo sexo têm muitas das necessidades e conflitos dos casais heterossexuais, mas se defrontam com desafios específicos: o primeiro deles envolve o preconceito contra os homossexuais, a chamada homofobia. Em geral, nossa sociedade é patriarcal e heterocêntrica, partindo do princípio de que os seres humanos são naturalmente heterossexuais e que o estilo de vida heterossexual é o padrão normal. Este princípio determina uma atitude inconsciente, não intencional, de marginalização e exclusão de qualquer pessoa que fuja às normas, o que automaticamente torna gays e lésbicas desiguais ou inferiores. Com isso, temos uma cultura homofóbica, com a constante manifestação de sentimentos negativos, como um medo irracional, ódio ou sentimentos de não aceitação, dirigidos contra gays e lésbicas. Existem também dificuldades geradas pelo fato da relação ser entre dois homens ou duas mulheres, o que torna bem diferente a complementaridade dos gêneros, vividas normalmente numa relação heterossexual. Uma outra questão importante se refere às diversas ambigüidades do vínculo homossexual, pois não existe uma formalização da relação perante a sociedade (um casamento, uma festa, por exemplo), o que gera questões como: quando começou a relação? qual o grau de compromisso entre os parceiros? Também não é simples a definição de quem é responsável pelo quê; quem cuida da casa; quem ganha dinheiro; quem prepara a alimentação; quem cuida do vínculo do casal; quem toma a iniciativa em sexo; quem conversa sobre sentimentos e problemas; quem mantém a vida social, entre outras questões. O casal homossexual muitas vezes têm dificuldades com as respectivas famílias de origem, o que pode gerar conseqüências no vínculo, como por exemplo conflitos relacionados à aceitação e inclusão por apenas uma das famílias. Outro problema são dificuldades ligadas à exclusão de um parceiro pela família do outro, nos momentos festivos e em outras datas importantes. Conta também ter de freqüentar só, como um indivíduo solteiro, eventos familiares (ou mesmo profissionais), o que com certeza interfere e machuca qualquer casal, por melhor que seja o relacionamento.

Diário - Os casais gays acabam tendo mais dificuldade para lidar com os problemas, já que, se não são assumidos, não podem contar com uma rede de apoio formada por amigos e familiares, por exemplo?
Maria Regina - Os casais do mesmo sexo podem ter mais dificuldades ligadas à homofobia existente na sociedade. Contar com apoio de amigos ou familiares, pessoas que nos querem bem, pode ser fundamental, especialmente em momentos de crise. Em geral, os casais homossexuais contam, em algum grau, ao menos com alguns amigos, embora muitos gays e lésbicas não se assumam perante seus familiares.

Diário - Os gays são mais re-sistentes à terapia ou mais cúmplices quando o assunto é a vida sentimental do casal?
Maria Regina - O preconceito faz com que muitos homossexuais optem por não assumir publicamente sua condição. Com isso, muitos casais do mesmo sexo, com relações duradouras e bem-sucedidas, são invisíveis para a sociedade. A falta de modelos de casais homossexuais conhecidos, felizes e com vínculos de longo prazo, pode causar uma expectativa inconsciente sobre o término da relação, o que fatalmente contribuirá para a ocorrência de uma separação, como uma profecia autocumprida. Casais do mesmo sexo, então, muito mais facilmente do que os casais hétero, abrem mão de um relacionamento com potencial, como se não tivessem a expectativa da necessidade de se batalhar pela melhoria do vínculo, qualquer vínculo. Uma vez que aceitem a idéia e procurem uma terapia de casal, entretanto, se envolvem muito no processo, conseguindo grandes progressos no relacionamento.

Diário - Diz-se que entre os casais gays formados por homens a traição é mais comum do que nas parcerias entre as mulheres. Qual sua opinião?
Maria Regina - Os homens tendem a responder de uma forma mais sexualizada que as mulheres na procura de um relacionamento, devido ao seu processo de socialização. Muitos casais gays se formam ainda hoje, tendo um início puramente sexual. De forma geral, os homens tendem mais do que as mulheres a trair seus parceiros. Uma relação entre dois homens, portanto, tem o dobro de chance de pelo menos um dos parceiros se envolver em uma relação extra-conjugal. Muitos homens gays dizem ter dificuldade em manter o interesse sexual por um parceiro antigo, numa relação de longo prazo e, de fato, as traições são mais freqüentes entre eles. A aids, no entanto, tem mudado muito desses costumes sexuais, tornando importante a prática de sexo seguro e diminuindo as relações promíscuas. Casais formados por dois homens, freqüentemente, tratam a questão da monogamia ou dos relacionamentos extra-conjugais de maneira muito aberta, conversando francamente sobre o tema e sobre as várias possibilidade existentes. Quando os parceiros optam por uma relação de fidelidade, no entanto, sua decisão será posta à prova muitas vezes, pois a comunidade gay, de modo geral, não favorece e não protege a monogamia.

Diário - É comum nos casais gays haver conflito em função da definição de papéis? Ou seja, é possível uma relação de igual para igual já que se tratam de pessoas do mesmo sexo?
Maria Regina - Casais formados por duas pessoas do mesmo sexo têm conflitos relacionados a papéis, diferentes dos casais heterossexuais, uma vez que temos a junção de duas pessoas com identidade de gênero iguais, seja feminina ou masculina. A complementaridade dos gêneros, vivida em um relacionamento entre um homem e uma mulher, não existe num vínculo homossexual, mesmo em casais onde existem aparentes "masculinidade e feminilidade". As lésbicas tiveram seu processo de desenvolvimento e socialização enquanto mulheres, o que determina que expectativas ligadas ao gênero feminino marcam todos os aspectos da interação entre as duas, e não apenas o sexual. Assim, espera se que uma mulher (neste caso, as duas) seja especialista em empatia, em entender e aceitar os problemas e as necessidades da outra, que esteja sempre disponível e interessada. Essa expectativa idealizada é ainda mais complicada pelo fato de que cada uma espera que a outra cumpra a função emocional de cuidar da relação. Cada mulher espera que sua parceira seja uma boa "esposa" e que não tenha nenhum dos defeitos associados ao estereotipo do "marido". Essa característica, muitas vezes, propicia um início de relacionamento "maravilhoso", idealizado. Outra questão freqüente no vínculo entre duas mulheres é uma intolerância com respeito às diferenças e discordâncias, e ao grau de distanciamento entre as parceiras. A percepção inicial das semelhanças, uma entendendo perfeitamente a outra sem nem precisarem falar, pode trazer decepção e muitas brigas, à medida que o tempo passa e as diferenças e discordâncias aparecem. Os homens, por sua vez aprendem o seu papel de gênero de forma a comportar se como "homens" numa relação afetiva. Ou seja, a serem os "maridos". De modo geral, eles são menos preparados, na nossa sociedade, para conviver em intimidade com alguém e investir na manutenção do vínculo. Pesquisas mostram que os homens aprendem melhor que as mulheres a manter o controle emocional, a expressar a raiva e a tomar a iniciativa no sexo. Ao mesmo tempo, não são socializados para mostrar suas emoções, demonstrando inclusive dificuldades em reconhecer sentimentos de ternura, necessidades de colo e aconchego. Não é fácil a manutenção de um casamento gay, quando o aprendizado e a experiência a respeito das habilidades emocionais necessárias à manutenção de uma relação íntima duradoura são limitados. A maior proximidade e o aprofundamento do vínculo trazem uma intensidade emocional, que muitos parceiros não conseguem compartilhar nem expressar. Tudo isso precisa ser compreendido, para que o casal possa superar muitos conflitos.

Diário - Há casais gays que norteiam sua relação com base no vínculo que conhecem dos casais hétero. Eles teriam de descobrir uma dinâmica própria?
Maria Regina - Praticamente, todo indivíduo tem como modelo (seja positivo, seja negativo) a relação de seus pais: um homem e uma mulher, e desenvolve seus próprios relacionamentos a partir daí, ainda que não tenha consciência disso. Não podemos, portanto, dizer que é um erro basear a própria relação num casal hétero. O importante é que cada um possa analisar e entender as raízes dos conflitos que atravessa, para descobrir suas saídas de forma construtiva.

Diário - Ninguém é educado para ser gay, embora muitos homossexuais apresentem suas diferenças desde muito cedo. Esse é um fator complicador, já que a adolescência de um homossexual é ainda mais conturbada, cercada de pressões sociais e cobranças por relacionamento com pessoas do sexo oposto?
Maria Regina - Alguns homossexuais afirmam que só é capaz de entender as dificuldades pelas quais atravessam, uma pessoa que tenha crescido como gay ou lésbica no mundo heterossexual. Em outros grupos pertencentes às minorias raciais ou religiosas, por exemplo, as crianças podem se identificar com seus pais, observá los e aprender com eles a lidar com a discriminação presentes no dia-a-dia. Pais e filhos constróem uma forte identificação como grupo minoritário e estão do mesmo lado contra a discriminação. Isso não acontece com homossexuais, que não pertencem ao mesmo grupo que seus pais, não podem aprender com eles como lidar com a homofobia, e freqüentemente são discriminados, rejeitados e oprimidos pela própria família. Um dos problemas mais doloridos relacionados à homofobia refere-se à não-aceitação pela própria família, com a rejeição ou marginalização, não por algo que se tenha feito, mas por algo existencial.

Diário - É possível, mesmo diante das diferenças e limitações, um casal gay ter uma união estável?
Maria Regina - Um casal do mesmo sexo tem muitas possibilidades de viver uma união estável e satisfatória, apesar da expectativa em contrário. Existem muitos casais nessa condição, que privilegiam o afeto e o relacionamento profundo que têm. Uma diferença essencial, no entanto, se refere às expectativas que cada um tem a respeito do casamento. Os casais heterossexuais, em geral, iniciam o relacionamento com uma série de pressupostos: um vínculo monogâmico, finanças conjuntas, cuidados mútuos em caso de problemas de saúde, mudanças de cidade dependendo do desenvolvimento da carreira de um dos dois (em geral o marido), cuidados financeiros e afetivos na velhice das respectivas famílias de origem, herança e direitos legais de um sobre o outro a respeito de seguro-saúde, aposentadoria, ou na ocorrência de incapacidade física ou mental de um dos parceiros. Nada disso ocorre de forma automática com casais do mesmo sexo. Em geral, as expectativas em relação a estas questões não são sequer mencionadas antes do casal passar a viver junto.

Diário - Cada caso é um caso, mas que dicas a senhora daria para um casal gay que está pas sando por conflitos, cobranças e sufocamento na relação, mas que deseja manter uma relação estável?
Maria Regina - Uma das principais funções desempenhadas por um bom terapeuta de casal é a explicitação do compromisso emocional entre os dois parceiros, especialmente se o casal se encontra em um estágio inicial da relação. A percepção e a valorização do amor entre o casal é o cimento do relacionamento, e o que favorece a resolução dos conflitos, potencializando a satisfação e a durabilidade do vínculo. Algumas vezes, o casal pode ser encorajado a fazer algum tipo de cerimônia de compromisso, como uma forma de fortalecimento do vínculo. Também é importante, se possível, conseguir um melhor relacionamento com as famílias de origem, e a melhor maneira para isso é trabalhar inicialmente sua própria homofobia internalizada. Quando a aceitação da própria sexualidade é ampliada, é mais provável que se consiga a compreensão e o suporte da família. A auto-aceitação favorece muito a adaptação e aceitação por parte da família, uma vez que o indivíduo terá menos reações emocionais e mais assertividade quando tiver de lidar com a homofobia familiar. No entanto, a compreensão, o apoio emocional, e mesmo a ajuda concreta podem ser encontrados mais facilmente em amigos do que na família. O bem-estar psicológico de um gay ou de uma lésbica depende muito desse suporte e de ter uma ampla rede social de amigos. As ambigüidades relacionais fazem parte dos vínculos homossexuais e não existem soluções fáceis para resolvê-las. No entanto, é essencial para o casal adquirir maior consciência sobre estas questões. Quanto mais claros se tornam as regras e os acordos não explícitos, mais fácil se torna evitar determinadas armadilhas onde é muito fácil tropeçar. O início de uma relação homossexual já contém muitas indefinições. Em geral, parceiros do mesmo sexo decidem ficar juntos sem ter passado por uma longa fase de namoro e conhecimento mútuo, sem comemorar ou celebrar a decisão. Portanto, não contam com uma aprovação legal das respectivas famílias ou da sociedade. Com isso, a percepção do casal a respeito do próprio compromisso já é ambígua. A partir de que momento se sentem compromissados ou casados? Quando passam a morar juntos ou após determinado tempo de co-habitação? Quando passam a sentir ou acreditar que têm um vínculo seguro e duradouro, e que têm a possibilidade de serem "felizes para sempre", "até que a morte os separe"?É verdade que esta mesma indefinição pode existir entre um homem e uma mulher que optam por apenas viver juntos, ao invés de se casar. No entanto, esses têm a opção de legalizar a união a qualquer momento (o que freqüentemente acontece), o que é ainda vedado aos homossexuais. O término de uma relação homossexual também deixa um sentimento de perda ambíguo, uma vez que a separação ocorre de modo informal, algumas vezes sem um ponto final claro, o que acontece nos divórcios legais, com todos seus acordos e rituais de separação.
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