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Trabalhadora e dócil
Mula, inteligente e boa de lida
São José do Rio Preto, 16 de janeiro de 2006
  Sérgio Menezes  
Pascon cria mulas em sua propriedade: animais são dóceis e têm dignidade

Carlos Eduardo de Souza

Animal resistente e de montaria confortável, a mula faz parte de uma tradição nas propriedades rurais da região que resiste ao tempo e ganha sempre novos adeptos. As mulas e burros são resultado do cruzamento de aseninos com eqüinos, ou seja, jumentos e éguas ou cavalos com jumentas. “O burro é o macho e a fêmea é a mula”, ensina o veterinário da Estação Experimental de Colina, Luiz Henrique Weber. Apesar de serem estéreis (animais que não produzem descendência), as mulas são mais resistentes que os eqüinos e suportam jornadas de trabalho extensas. “Com uma mula, você pode trabalhar o dia inteiro. Tem boa montaria, boa para terrenos quebradiços. Para fazer a mesma coisa que uma mula, seria preciso trocar dois ou três cavalos durante o dia”, afirmou Manoel Procópio Ribeiro Dias, conhecido como Mané Procópio. Ele já teve mais de 100 muares e, atualmente, possui apenas um animal. “Essa é a verdadeira mula do patrão”, disse. O preço de uma mula pode oscilar de R$ 1 mil até R$ 100 mil. Mané Procópio avalia que sua mula Reserva, com sete anos de idade, custe R$ 20 mil. “O bicho é manso. Coloco meu neto de três anos na sela sem medo”, afirmou.

O diretor presidente do Frigorífico Friboi, João Batista Júnior, arrematou em leilão realizado dia 19 de novembro passado, na fazenda do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, a mula Paloma por R$ 108 mil mais 8% de comissão. “É uma campeã em marcha, em performance, mansidão e educação. Chama-se Paloma é não é um animal, é uma jóia”, disse. O empresário explicou que, quando era jovem, trabalhava com o pai em sela de mula e, por esse motivo, gosta tanto desse tipo de animal. Jorge Pascon, proprietário do Sítio Lago Azul, lida com muares desde que se entende por gente. “Tenho 56 anos e meu pai trabalhava com mula. Com três anos de idade, ele já me colocava na garupa”, afirmou. Como o sítio tem apenas 9 alqueires, Pascon faz recria das mulas. “A gente adestra os muares e vende lotes para o Brasil todo”, disse. A procura por animais é constante. “Deu uma parada por causa da aftosa, mas, agora, está voltando ao normal”, afirmou.

Quando a reportagem do Diário esteve no sítio, Pascon negociava a venda de um lote com 20 burros e mulas ruanas. “Tem mais mula. Mula é mais dócil e mansa. Burro é mais velhaco e mais teimoso”, afirmou com a autoridade de quem lida com muares há mais de 40 anos. Ele explicou que, por causa da grande quantidade de animais que passam pela propriedade ao longo do ano, não dá tempo para fazer doma racional da manada. “Aqui, é no jeito tradicional.” Segundo Pascon, o processo de doma de mulas e burros deve ser realizado de maneira a não “quebrar” a dignidade do animal. “Se colocar freio logo de cara na mula, acaba com o animal”, disse.

Comitiva mantém antiga tradição
Promotor de Justiça aposentado, Aguinaldo José Góes passa parte do seu tempo todos os anos em estradas de terra em lombo de mula. Ele é comissário da Comitiva Boi Soberano (o boi preto e bravo que, cantado em moda de viola, salva o menino de morrer pisoteado depois do garoto tropeçar e cair bem em frente à boiada). Campeã na Festa da Queima do Alho, em Barretos ano passado, a Boi Soberano foi criada para preservar a tradição cultural da região, recordando o transporte das boiadas e o costume dos antepassados. Em 2005, a comitiva, com 21 integrantes, percorreu sobre mulas e em quatro dias, os 165 quilômetros entre Tanabi e Barretos. “Além do pessoal da comitiva, as mulas também levam fogão, panelas e outros utensílios necessários à tropa durante a jornada”. A comitiva corta parte do Noroeste de São Paulo em estradas de terra. Góes é exigente e não permite que os integrantes da tropa não se vistam de acordo com a melhor tradição caipira do Interior do Brasil. “Não pode usar calça jeans ou roupas que sejam da moda country americana”, diz.


Divulgação
Comitiva Boi Soberano percorre estrada de terra sobre mulas

Haras em Pirangi investe na criação
Um jornalista, um estudante de Administração e um produtor rural. Esta é a constituição da sociedade que é proprietária do Muar São José, fundado no ano passado com a finalidade de explorar um nicho de mercado: a produção de mulas marchadeiras. De acordo com o jornalista Wilian Gustavo, a idéia de abrir um haras para criar mulas surgiu de uma brincadeira com os amigos Douglas Anatriello e o produtor rural Cláudio Sardinha Pontes. A coisa amadureceu e, em pouco tempo, a sociedade estava legalmente formada. Eles adquiriram um jumento da raça pega, de cor branca, filho do campeão Irrevente do Pão de Açúcar, e mais nove éguas das raças mangalarga e campolina. O jumento chama-se Paulo do Pão de Açúcar.

O haras funciona em nove alqueires de terra em Pirangi, a 95 quilômetros de Rio Preto, na fazenda São José. Atualmente, oito das dez éguas estão prenhes e já foram vendidas 15 coberturas. “Uma mula desse reprodutor, ao nascer, é vendida entre R$ 2,5 a R$ 4 mil. As coberturas, R$ 350”, afirmou. “Uma mula mansa domada ou domesticada, como a gente costuma falar, sai entre R$ 4 mil a 6 mil.” As crias que devem nascer nos próximos meses já tem vários interessados. “Vamos comercializar as mulas na propriedade e também em leilões de bovinos e eqüinos”, afirmou Wilian Gustavo. Segundo o jornalista, a idéia é vender os animais para produtores rurais do Interior paulista, de Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.
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