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Meio Ambiente
Rio Preto transforma lixo coletado em húmus
São José do Rio Preto, 17 de abril de 2003
  Elisandro Ascari  
Máquinas trabalham na usina de triagem e compostagem da Constroeste

Daniel Martins

Para grande parte da população de Rio Preto, o destino final do lixo produzido diariamente nas residências da cidade é o saco plástico recolhido pelo caminhão de coleta. O que acontece com os resíduos domiciliares após a passagem do lixeiro é um mistério para a maioria. O destino do lixo é conhecido por poucos profissionais e pesquisadores do assunto, embora o tratamento dado aos resíduos diga respeito a todos. Depois da coleta, o lixo precisa seguir uma série de normas do Ministério do Meio Ambiente e da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) para não causar danos ao meio ambiente. O principal problema consiste no tratamento do material orgânico, proveniente de restos de animais ou plantas, que se torna grande poluente se não receber o devido tratamento.

Em Rio Preto, todo o lixo domiciliar é levado para uma usina de triagem e compostagem da Constroeste, empresa responsável pela coleta e tratamento dos resíduos na cidade. A compostagem é um processo de transformação dos resíduos orgânicos em adubo humificado (proveniente da decomposição parcial dos restos vegetais). “Na minha opinião, o sistema de compostagem é a melhor solução para o lixo orgânico”, afirma o engenheiro civil Antônio Falco Júnior, 46 anos. Ele trabalha há 16 anos na Cetesb e coordenou durante 10 anos a usina-piloto de compostagem de Novo Horizonte. O geólogo e ambientalista Samir Felício Barcha, 65, que coordenou a equipe responsável por realizar o estudo de impacto ambiental da criação do aterro de Rio Preto há 10 anos, tem opinião semelhante à de Falco Júnior. “A compostagem é um processo em que há a eliminação de elementos perigosos para o solo”, afirma.

O coordenador do setor de resíduos sólidos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Nicolau Nemer Júnior, 38, afirma que Rio Preto é uma das cidades que melhor trata seu lixo orgânico. De acordo com o diretor comercial da divisão de limpeza urbana da Constroeste, Aviemar Rodrigues Reis, 64, o lixo recolhido em Rio Preto passa por um processo de triagem quando chega à usina. A primeira separação de resíduos é feita manualmente, por funcionários que buscam materiais recicláveis. Nessa primeira seleção, aproximadamente 8% do lixo são separados. O restante é levado para o sistema de triagem, feito por máquinas. O lixo passa por uma série de peneiras, que separam o material orgânico do inorgânico. O número de peneiras e o funcionamento exato desse processo é considerado segredo industrial e não é revelado pela empresa.

“Todo o maquinário que temos aqui foi desenvolvido especialmente para o tipo de lixo existente no Brasil. A nossa experiência em tratar os resíduos de Rio Preto nos ensinou algumas coisas que outras empresas não sabem”, revela Reis. Após passar pelo processo de triagem, uma média de 30% a 36% do lixo é encaminhada para o pátio de compostagem. O pátio, com 90 metros de largura por 120 metros de comprimento, tem base de concreto armado para evitar a contaminação do solo. O restante, chamado de rejeito, é levado para o aterro sanitário do município.

Processo, realizado em usina, leva 120 dias
O material orgânico encaminhado para a usina de compostagem é organizado em grandes fileiras de lixo, que ocupam toda a largura do pátio. A cada período de nove a 12 dias, as fileiras, denominadas leiras, são aeradas (tombadas para o lado para que o ar entre em contato com todas as partes do monte). Enquanto o trator faz esse trabalho, é possível ver fumaça saindo do material orgânico. “A temperatura no interior de uma leira chega a 80º C, por causa do processo natural de fermentação. Por isso é expelida fumaça durante a aeração”, explica o diretor comercial da divisão de limpeza urbana da Constroeste, Aviemar Rodrigues Reis. Da primeira até a última leira, a aeração é feita nove vezes. Todo o processo leva de 90 a 120 dias. A última leira não é tombada, mas levada para um novo sistema de peneiras, de onde sai o composto orgânico utilizado como adubo.

Segundo Reis, de todo o lixo que chega à usina, cerca de 22% se tornam composto orgânico, que é comercializado. Nesse ponto, o engenheiro civil Antônio Falco Júnior acredita que o processo poderia ser aperfeiçoado, com a transformação do composto orgânico em húmus de minhoca. “Utilizei esse processo em Novo Horizonte e consegui excelentes resultados. O húmus tem mais saída comercial que o composto orgânico”, afirma o técnico da Cetesb. Apesar disso, Reis afirma que a usina produz de 1,3 mil a 1,5 mil toneladas de composto por mês e que o produto tem uma excelente vendagem. Segundo Falco Júnior, as usinas de triagem e compostagem de Rio Preto atendem a todas as exigências da legislação em vigor. O sistema é utilizado na cidade desde 1993.

Reciclagem eleva vida útil de aterro
O processo de triagem e compostagem da matéria orgânica prolongou a vida útil do aterro sanitário de Rio Preto em cerca de sete anos. O aterro tem 10 anos de utilização, um tempo muito superior ao usual. “Se o material reciclável não fosse retirado e se não houvesse a compostagem, esse aterro duraria cerca de três anos, apenas”, afirma o coordenador do setor de resíduos sólidos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Nicolau Nemer Junior. O diretor comercial da divisão de limpeza urbana da Controeste, Aviemar Rodrigues Reis, confirma que a compostagem “esticou” a vida útil do aterro sanitário. Para o aterro, é levado apenas o lixo que não é aproveitado na reciclagem ou nos processos de compostagem e de geração de adubo.

No aterro, o lixo é espalhado e compactado por uma máquina. Os resíduos são cobertos com terra, para não ficar à mostra. A drenagem dos resíduos é feita por dois tipos de canos instalados no local. Os drenos horizontais recolhem o chorume, líquido altamente poluente, originário do lixo orgânico. Já os drenos verticais permitem que os gases do lixo escapem para a atmosfera. Segundo Reis, todo o aterro será coberto com uma camada de terra de aproximadamente 70 centímetros, quando a capacidade da estrutura se esgotar. O local será gramado e poderá receber apenas construções planas, como campos de futebol ou de golfe. O aterro de Rio Preto é do tipo 1, ou seja, só recebe lixo domiciliar. Reis afirma que a empresa tem a intenção de criar um aterro tipo 2 no futuro, que poderá receber até lixo industrial.

Tratamento evita poluição
O chorume, líquido liberado pelo lixo orgânico no processo de decomposição, precisa de um tratamento especial, separado do material sólido. O diretor comercial de limpeza urbana da Constroeste, que faz a coleta e tratamento do lixo em Rio Preto, Aviemar Rodrigues Reis, afirma que o chorume é altamente poluente. “Se não for tratado, esse líquido polui mais o meio ambiente que o esgoto”, diz. Ao lado do pátio de compostagem da empresa, onde o material orgânico é transformado em uma espécie de adubo, há uma estação de tratamento do chorume. Todo o líquido liberado no pátio ou no aterro sanitário é coletado por canos e encaminhado para a estação de tratamento.

No caso do pátio, uma base de 10 centímetros de concreto armado, composto por uma camada feita em chapa de aço, impede que o chorume se infiltre no solo e contamine os lençóis subterrâneos de água. O engenheiro civil Antônio Falco Júnior, que é técnico da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) de Rio Preto e responsável pela fiscalização à Constroeste, afirma que o nível de poluição do chorume tem de ser reduzido em 80% no processo de tratamento. Ele salienta que a empresa de Rio Preto sempre atingiu a meta. Segundo Reis, a redução do nível de poluição do chorume chega a ser de 96% no tratamento feito na Constroeste. Depois de tratado, o chorume é despejado no rio Preto, cinco quilômetros depois da cidade.

Produção anual chega a 121 mil t
A cidade de Rio Preto produz cerca de 121 mil toneladas de lixo residencial por ano. Isto significa que cada rio-pretense é responsável, em média, pela geração de um quilo de lixo diariamente. Os dados são do coordenador do setor de resíduos sólidos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, o engenheiro civil Nicolau Nemer Junior. O rio-pretense produz mais lixo individualmente do que um morador da cidade de Campinas, por exemplo, que é responsável pela geração 800 gramas de resíduos domiciliares diários. Nemer Junior afirma que a quantidade de lixo produzida varia de acordo com a época do ano. No período festivo, nos meses de dezembro e janeiro, há um pico de produção pelo excesso de consumo das famílias. “As pessoas consomem mais coisas nessa época do ano e, por conseqüência, produzem mais resíduos”, afirma o engenheiro. Em dezembro do ano passado, a usina de triagem e compostagem da Constroeste, responsável pela coleta e destinação do lixo na cidade, recebeu 11,2 mil toneladas de resíduos domiciliares. Em janeiro deste ano, a pesagem acusou 10,4 mil toneladas de lixo.

Metano é usado na geração de energia
O gás metano, liberado durante o processo de decomposição da matéria orgânica do lixo, pode ser utilizado na geração de energia elétrica. A experiência, ainda inédita no Brasil, é estudada pelo pesquisador Waldir Antonio Bizzo, 47 anos, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Por ser altamente inflamável, o metano pode ser canalizado do aterro sanitário para uma usina termoelétrica, onde será queimado como combustível para os geradores de energia. Segundo as pesquisas de Bizzo, o metano representa mais de 50% dos gases liberados pela decomposição do material orgânico nos aterros sanitários. Geralmente, o gás é drenado do aterro por canos verticais, queimando naturalmente ao entrar em contato com o oxigênio do ar. “Para produzir a energia, o metano é captado e encaminhado até o gerador”, explica o pesquisador, que é engenheiro mecânico e tem doutorado em térmicas e fluídos.

Pelas medições feitas por Bizzo, o aterro sanitário de Campinas tem capacidade para gerar cinco megawatts de energia, o suficiente para abastecer de 3 mil a 5 mil residências de classe média. O pesquisador afirma que, para o projeto ser viável, a cidade precisa ter um aterro sanitário com pelo menos cinco anos de existência e muita produção de lixo orgânico. Em Rio Preto, por exemplo, a técnica é inviável. Apesar do aterro da cidade já ter 10 anos, a quantidade de matéria orgânica enterrada é muito pequena, por causa do processo de compostagem utilizado na cidade. O coordenador do departamento de resíduos sólidos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Nicolau Nemer Junior, que visitou o aterro freqüentemente durante quatro anos, diz que poucas vezes presenciou a queima do gás. “Uma vez, em uma noite muita escura, eu vi uma pequena chama azul sobre um dos drenos. Mas essa foi a única vez que vi metano queimar no local”, diz. O metano só queima naturalmente se estiver concentrado ao entrar em contato com o ar. Em pequenas quantidades, o gás apenas se dispersa e desaparece.





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