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Pterígio avançado leva paciente à cegueira
São José do Rio Preto, 3 de dezembro de 2003
 

Cecília Dionizio

O sol, por mais que se pense que é inimigo só da pele, também pode levar à cegueira. É preciso estar alerta, pois embora se fale mais dos males que os raios ultravioletas podem causar à pele, o que poucas pessoas sabem é que esses fatores de risco ambientais também provocam doenças oculares. A mais conhecida delas é o pterígio. Segundo o oftalmologista Aparecido João Faloppa, do Hospital do Olho da Redentora, o problema é mais conhecido como “carne no olho”. “Trata-se de um processo degenerativo da conjuntiva que cresce em direção à córnea, provocando a distorção da visão e em casos mais sérios gerando o astigmatismo. Fotofobia, vermelhidão, ardência, sensação de corpo estranho são os principais sintomas no pterígio”, explica. A maior incidência da doença está na população pesqueira e em regiões quentes e extremas, como é o caso do Rio Grande do Norte, por exemplo. Pescadores passam longos períodos expostos ao sol sem o uso de protetores oculares. A ocorrência é tamanha, que um grupo de universitários da região norte do Rio Grande Sul, desenvolveu um projeto para a prevenção da formação do pterígio nessas populações.

Na região de Rio Preto, devido as altas temperaturas, com raios solares intensos, a aparição do pterígio é bastante freqüente, e os especialistas explicam que atinge quase a mesma proporção do Nordeste do País - 60 % da população. Segundo o oftalmologista Aparecido Faloppa, o tratamento, que também é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de acordo com o estágio da doença. “Quando o Pterígio fica avermelhado e irritado usamos colírios para reduzir a inflamação. Mas, se a “carne de olho” cresceu o suficiente para atrapalhar a visão, é preciso retirá-la mediante cirurgia”, esclarece o médico. Entretanto, é muito comum haver recidiva do pterígio, mesmo em pessoas jovens, por falta de cuidados necessários, além de algumas alterações genéticas.

Segundo o oftalmologista Luiz Kazuo Kashiwabuchi, chefe da Disciplina de Oftalmologia do Hospital de Base, esse é um problema que atinge em média 25% a 35% da população brasileira e tem sido mais comum no homem, devido à exposição mais freqüente aos raios solares. No entanto, a mulher está começando a apresentar casos da doença na mesma proporção, uma vez que também vem se expondo praticamente na mesma intensidade que o homem ao sol, sem se proteger com óculos que possuam lentes protetoras de raios ultravioletas. O maior problema, segundo o médico, é que em alguns casos a carne, mesmo sendo retirada por meio de cirurgia, acaba voltando em pouco tempo porque os pacientes não mudam o hábito de vida. “As pessoas não adotam o óculos como prevenção e não tomam as precauções necessárias para evitar os raios ultravioletas, que são os grandes causadores do problema”, diz. O pedreiro João Antonio de Jesus, 43 anos, tem pterígio há muitos anos e diz que nunca lhe incomodou a ponto de buscar tratamento. “Achei que era normal e nunca procurei médico. Agora que começou a atrapalhar minha visão, é que fiquei sabendo que era causado pelo sol”, relata.

O que é pterígio:

- É uma “pelezinha” que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. Pode crescer rapidamente, porém, é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar

Causas - Aparentemente não há causa específica, é mais freqüente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol, vento, poeira ou que tenham irritação crônica. Os sintomas geralmente provocam ardor e queimação, deixando os olhos vermelhos, e piora quando a pessoa se expõe ao sol

Tratamento - Os sintomas podem melhorar com uso de compressas frias, colírios lubrificantes e, geralmente, há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção. A cirurgia está indicada nos casos de pterígeo próximo a atingir área da pupila ou quando é local de irritação constante

Outras informações - O pterígeo geralmente é unilateral, mas pode ser encontrado, em alguns casos específicos, bilateralmente. Há também recidivas em algumas cirurgias, principalmente quanto mais jovem for o (a) paciente. E seu tratamento clínico é contínuo para possibilitar aos pacientes um alívio constante e imediato

Cirurgia deve ser feita no início da doença
O oftalmologista do Hospital de Base, Luiz Kazuo Kashiwabuchi, lembra que o tratamento cirúrgico é o ideal logo no início, pois ‘a carne’ pode começar a crescer a ponto de alcançar a borda da pupila, impedindo a pessoa de enxergar e tornando o ato cirúrgico mais melindroso. “Quando está próxima da pupila é arriscado, pois a cirurgia se torna mais delicada”, diz. Segundo uma pesquisa publicada pelo British Journal of Ophthalmology, o enxerto de membrana amniótica é tão seguro e eficaz quanto o auto-enxerto conjuntival ou tratamento tópico com mitomicina C, uma das drogas mais utilizadas no tratamento do pterígio, como prevenção de recidiva da doença. O estudo foi realizado comparativamente, por vários especialistas em Taiwan. O pesquisador Ray Jui-Fang Tsai, do Chang Gung Memorial Hospital, que conduziu o trabalho, divulgou os resultados há dois anos, após tratar 80 olhos de 71 pacientes por enxerto de membrana amniótica humana criopreservada, após remoção do pterígio. Segundo ele, o resultado obtido por este método é o melhor.

Ele explicou que na presença de um pterígio gigante ou de outra doença de superfície ocular, a quantidade de conjuntiva normal poderá ser insuficiente. Outro problema é o sacrifício potencial de conjuntiva normal, que pode ser necessário para filtrar a cirurgia em pacientes com glaucoma. “A mitomicina C é altamente eficaz contra a recidiva, contudo, uma exposição excessiva poderá causar alterações isquêmicas no tecido ocular normal, com complicações resultantes inesperadas”, declarou ele à publicação. Acrescentou ainda que não foram observadas complicações maiores associadas ao enxerto de membrana amniótica em seu estudo. Os dados são significativamente melhores do que aqueles relatados em um estudo anterior, no qual foi encontrado um índice de recidiva de 10,9% para o enxerto de membrana amniótica. “O enxerto da membrana amniótica pode ser um procedimento preferível para o pterígio primário e é especialmente apropriado para pterígio com envolvimento conjuntival difuso ou pacientes com glaucoma aguardando operações de filtração,” concluem os autores.

Serviço:
- Aparecido João Faloppa, médico-oftalmologista do HO Redentora, fone (17) 3214-2020
- Luiz Kazuo Kashiwabuchi, chefe da Disciplina de Oftalmologia do HB, fone (17) 234-4455
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