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Polícia investiga acidente de ônibus
Nhandeara, 7 de maio de 2004
  Pierre Duarte  
Polícia Civil quer saber se normas do Detran eram obedecidas

José Luiz Lançoni e Gisele Bortoleto

Polícia Civil de Nhandeara investiga se o ônibus que transportava estudantes para Votuporanga e se envolveu num acidente anteontem com cinco mortos e 21 feridos cumpria as exigências de segurança estabelecidas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O laudo de inspeção veicular, que comprova as condições de conservação e segurança do veículo, e o certificado de condução de escolares são fundamentais à investigação e não haviam sido apresentados à polícia. Outros indícios de descumprimento da Resolução 1.153/2002 do Detran são a ausência de cintos de segurança nos assentos dos passageiros, falta de licenciamento na categoria aluguel e inexistência de identificação de veículo escolar em toda extensão do ônibus.

O acidente ocorreu às 19 horas de anteontem, no km 98 da rodovia Péricles Belini (SP-461). O ônibus saiu de Nhandeara, percorreu cinco quilômetros até o local do choque com um caminhão-carreta carregado com 30 toneladas de milho a granel. No momento do acidente chovia forte. O impacto atingiu a lateral esquerda do ônibus, parte da cabine e da carroceria do caminhão, que transitava em sentido oposto. O delegado da cidade, Marco Aurélio da Silva Tirapelli, investiga a causa do acidente. Segundo Tirapelli, a apuração se baseia em laudos do Instituto de Criminalística (IC) e em depoimentos dos passageiros. “A investigação será rigorosa, com a coleta de todos os dados relacionados com o fato. A polícia dará uma resposta do que ocorreu aos familiares das vítimas”, disse o delegado. Segundo Tirapelli, a polícia não tem provas para apontar o motorista que provocou o acidente.

A polícia conseguiu uma lista no ônibus em nome da Associação Estudantil de Nhandeara, que conta com 50 integrantes. O inquérito apura o crime de homicídio culposo na condução de veículo, cuja pena é prisão de um a três anos ao responsável. Sobreviventes ouvidos no velório das vítimas desconheciam as causas do acidente. Igualmente, não souberam dizer se o motorista Altino Aparecido Garcia possui autorização para condução de veículo escolar. Garcia, que sofreu ferimentos leves, foi liberado do hospital de Nhandeara pela manhã. À tarde fez exames oftalmológicos em Rio Preto, pois suspeitava que os estilhaços do pára-brisa feriram seus olhos. O delegado afirma que Garcia e o Adriano Vaner da Silva, motorista do caminhão, são habilitados na categoria profissional. O caminhoneiro não se feriu.

Cidade pára durante o velório
Quatro, dos cinco mortos no acidente moravam em Nhandeara. Foi decretado luto oficial, com o fechamento do comércio e repartições municipais. Os corpos de Emerson da Silva Bernardini, 20 anos; Isis Souto Bernardinelli, 20; Robson Donizete Lourenço, 21 anos e Fabiana da Silveira Gonzales Oliveira, 27 anos, foram velados no Ginásio Municipal de Esportes de Nhandeara. De forma semelhante, a população de outras duas cidades vizinhas se comoveram com as mortes decorrentes do acidente. Em Floreal foi enterrada a estudante de moda Lucimar de Souza, 32 anos, que havia embarcado no ônibus em Nhandeara. Ela estudava no Senac de Votuporanga.

Já em Magda foi enterrado Sergio de Oliveira, 47, motorista de uma ambulância da cidade que auxiliava no socorro aos feridos. No retorno de Rio Preto bateu contra um barranco na rodovia Washington Luís. As vítimas de Nhandeara foram veladas na quadra da escola Joaquim Fernandes de Melo. Cerca de cinco mil pessoas, segundo o policiamento local, entre elas moradores, parentes e amigos de faculdade passaram pelo recinto do velório. Às 12h30, o bispo diocesano de Rio Preto, dom Orani João Tempesta, co-celebrou uma missa com os padres Luiz Donizete Caputo, Luiz Carlos de Moraes e Alceu Garcia Marques. “Venho compartilhar com as famílias a dor do momento”, disse o bispo. Às 14 horas um cortejo saiu da quadra para o cemitério da cidade, onde os estudantes foram enterrados.

O presidente da Fundação Educacional de Votuporanga, Celso Luiz Alves dos Santos, onde a maioria das vítimas estudava, participou do velório. Segundo Santos, a instituição oferecerá atendimento psicológico aos parentes das vítimas. “Lamento o ocorrido. As perdas são irreparáveis e estamos aqui para prestar solidariedade aos familiares”, disse Santos. Sergio Adriani de Oliveira, disse que sua cunhada, Fabiana da Silveira Gonzales, cursava o 1º ano de Administração de Empresas. Fabiana deixou uma filha de quatro anos de idade. “É uma tragédia difícil de ser suportada pelo marido e outros parentes”, disse Oliveira.


Carlos Chimba
O motorista Altino Aparecido Garcia teve traumatismo craniano leve

‘Não tive tempo de fazer nada’, diz motorista
Um filme que não termina nunca e o qual todos os detalhes são lembrados, um a um. É assim que o motorista Altino Aparecido Garcia, 57 anos, descreve o seu estado após os momentos vividos durante o acidente ocorrido anteontem à noite, no quilômetro 98 da rodovia Péricles Belini (SP-461). “Do corpo estou até bem, apesar das dores, mas a cabeça está horrível”, disse. Garcia dirigia o ônibus no qual viajavam alunos de Nhandeara que seguiam para escolas e faculdades de Votuporanga. O veículo colidiu lateralmente contra um caminhão-carreta, por volta das 19 horas de quarta-feira. Em decorrência do impacto, cinco passageiros morreram e outros 18 ficaram feridos. Com traumatismo craniano leve e com ferimentos próximo dos olhos e também na clavícula, provocados pelos estilhaços do pára-brisa do ônibus, o motorista recebeu a reportagem do Diário no quarto da Santa Casa de Rio Preto, onde se recupera.

Confira trechos da entrevista:

Diário da Região - O que o senhor se lembra do acidente?
Altino Aparecido Garcia - Me lembro que começou a chover pouco antes do acidente. A visibilidade ficou ruim, mas pude avistar dois caminhões vindo em sentido contrário. O que vinha mais atrás estava ‘comendo faixa’ (invadindo a pista contrária). Vi quando o primeiro caminhão passou, depois não deu tempo para mais nada.

Diário - O senhor tentou desviar?
Garcia - Como disse, não tive tempo de fazer nada. Para dizer a verdade, a ‘ficha’ não caiu direito até agora. Quando me dei conta, o caminhão já estava em cima.

Diário - O senhor, então, acha que o caminhão foi o causador do acidente?
Garcia - Não tenho como afirmar, pois foi tudo muito rápido Mas quero dizer que não me sinto culpado, nem fiz aquilo por querer

Diário - O senhor fazia o mesmo itinerário já há muito tempo?
Garcia - Há quatro anos, mas dirijo desde 1976 e nunca tinha me envolvido em acidente grave. Todos os estudantes são como irmãos meus. Considero muito todos eles.

Diário - Como o senhor se sentiu logo após o acidente?
Garcia - Estou até agora muito emocionado, pois sinto a perda de cada um deles. Me lembrei que neste domingo é Dia das Mães e esses meninos não estarão lá para comemorar

Diário - Como o senhor acha que vai ser quando voltar para a sua cidade? As pessoas vão entender o senhor?
Garcia - Não sei, apenas que estou muito envergonhado. Estava aqui pensando até em ir embora da minha cidade (Nhandeara), pois não sei como as pessoas vão olhar para mim.

Homem que ajudou morreu em outro acidente
O motorista Sérgio de Oliveira, 47 anos, morreu em um acidente, anteontem, por volta das 22h30 em Mirassol. Ele ajudava no socorro dos feridos do acidente envolvendo um ônibus de estudantes e uma carreta, quando a ambulância da prefeitura de Magda que dirigia perdeu o controle. Só esse ano, 53 pessoas já morreram em acidentes nas rodovias estaduais da região de Rio Preto, 11 delas em maio e oito só anteontem. Durante todo o ano passado, foram 151 mortes. Levantamento da Polícia Rodoviária Estadual indica que foram 827 acidentes até anteontem, sendo 375 com vítimas e 452 sem nenhum ferido. Ao todo, 461 pessoas sofreram ferimentos leves e 133 graves.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual, o motorista seguia no sentido Rio Preto-Mirassol e, por motivos a serem apurados, perdeu o controle e saiu para o canteiro central no canteiro central no quilômetro 449 da rodovia. Em seguida, ele se chocou contra um barranco além do acostamento. O motorista morreu no local e o corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Rio Preto que vai determinar as causas da morte. Segundo informações da Polícia Civil de Mirassol e de funcionários da prefeitura de Magda, o motorista foi um dos primeiros a chegar no local do acidente e ajudou no socorro das vítimas tanto para a Santa Casa de Nhandeara, quanto para o Hospital de Base, em Rio Preto. Ele voltava de Rio Preto, onde havia deixado feridos quando se acidentou. O corpo dele foi enterrado, ontem, às 17 horas, no cemitério de Magda.

Cinco vítimas estão no HB
Cinco vítimas do acidente ainda continuam internadas no Hospital de Base em Rio Preto. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, Geisa Aparecida Lourenço, 22, teve fratura no braço e Eda Luiza Lopes Félix, 33 sofreu fratura no esterno e no pescoço. Ela foi submetida ontem a cirurgia. Betiana Siqueira Campos, 18 teve fratura no fêmur e braço esquerdo e Vilma Aparecida Costa, 58, sofreu fratura na mão direita e foi submetida ontem a cirurgia. Gilmar Antônio da Silva, 22, teve traumatismo craniano e foi levado para a UTI. Segundo a assessoria de imprensa do hospital o quadro clínico dos cinco pacientes era bom e a previsão era de que Silva fosse transferido para o quarto ainda ontem.

Mortos no acidente:


:: Emerson da Silva Bernardini
:: Isis Souto Bernardinelli
:: Robson Donizete Lourenço
:: Fabiana da Silveira G. Oliveira
:: Lucimar de Souza

Vítimas atendidas no hospital de Nhandeara e liberadas:

:: Ana Carolina Barbosa Marques
:: André Ramos
:: Altino Aparecido Garcia
:: Derick César Rodrigues
:: Eliana Francisco dos Santos
:: Lucimara Inácio de Lima Souza
:: Marcos Daniel Dias Castro
:: Lílian Kelly Borges
:: Patrícia Cristina Scatolin
:: Richard Carlos da Silva
:: Renaldo Santos Vernacci
:: Ricardo Bonfa Gradela
:: Rosangela Pinota
:: Willian Botelho
:: Valéria Ferrarezi Urenha
:: Valéria Lopes Queçada

Internadas no HB:

:: Gilmar Antônio da Silva - grave
:: Geisa Aparecida Lorenço - regular
:: Eda Luiza L. F. Pereira - regular
:: Betiana S. Campos - regular
:: Vilma Aparecida Costa - regular
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