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Cidadania
Morador de rua conquista emprego
São José do Rio Preto, 1 de outubro de 2009
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Edvaldo Santos
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Flávio Oliveira Ferreira comemora a realidade com carteira assinada |
Raul Marques e Zé Buracão
02:40 - Não faltou alegria quando Flávio Oliveira Ferreira, 30 anos, recebeu a proposta para trabalhar como auxiliar de pintura em uma fábrica localizada no Distrito Industrial, em Rio Preto. A reação, até normal quando se ingressa em um trabalho, teve sabor especial para Flávio: ele morava na rua. No dia 23 de agosto, o personagem Zé Buracão contou a história de Flávio. Ele não tinha lugar para morar nem dinheiro. Mesmo assim não desistiu do sonho de estudar, ingressar na faculdade para poder cursar direito. Após acertar a sua contratação, Flávio passou a dormir na instituição Madre Teresa de Calcutá. Quando ele não estava na rua recolhendo latinhas, frequentava a Biblioteca Municipal e mergulhava nos livros. A história de Flávio tocou vários rio-pretenses. Uma médica o procurou e doou livros didáticos - agora consegue estudar na instituição. O filho da médica não teve dúvidas: tirou dos pés o tênis que usava e repassou a Flávio. Não parou por aí.
Uma professora leu a reportagem do Diário - publicada no dia 6 deste mês - no curso de direito da Unip e sensibilizou um dos alunos, que é empresário (ele prefere se manter anônimo). O empresário procurou Flávio e ofereceu o trabalho. “Não tinha vaga no momento, mas decidi contratá-lo para preparar o barracão para pintura”. O trabalho, segundo o empresário, é pesado. “Se ele não quisesse mesmo vencer, teria desistido na hora. Quando terminar a reforma, ele pode ser transferido para outro setor”, afirma. Antes de fechar a contratação, o empresário fez um teste. Entregou R$ 50 para Flávio tirar documentos, fotos e fazer exame de admissão. Sem pedir, recebeu as notas fiscais de todos os serviços e o troco. “Foi muito digno. Ele é um exemplo de perseverança e determinação. Estou muito satisfeito.”
O ex-morador de rua foi registrado e recebe R$ 600 por mês. O trabalho já passa das três semanas e Flávio, inclusive, recebeu o primeiro vale. O dinheiro foi utilizado pelo ex-morador de rua para comprar um telefone celular. “Não resisti e comprei. Foi muito bom, até porque já liguei para a minha mãe (mora em São José dos Campos) e contei as novidades,” diz. Os objetivos de outrora não ficaram para trás. Pelo contrário. “Estou muito feliz. Agora, quero alugar uma casa, estudar e tocar a minha vida. Sempre digo: quem tem fé chega aonde quer”. A noite e também o final de semana são utilizados por ele para estudar.
| Guilherme Baffi
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Zé confere situação na rua Fernandópolis, Jardim Los Angeles
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Buraco se transforma em verdadeira armadilha
A rua Fernandópolis, no Jardim Los Angeles, tem uma cratera com capacidade de engolir até roda de carro. Ciclista e motociclista podem se machucar de verdade. A cratera tem três metros de extensão por dois de largura e promete acabar com a calçada muito em breve, caso nada seja feito pela Prefeitura. Parte da sarjeta está danificada. Os amigos Rubens Sartori e Antônio Zanatta me contaram que o problema existe há mais de um ano e, por sorte, ninguém caiu e se machucou no buracão.
Sartori me disse que em dia de chuva é ainda mais fácil se acidentar no local, já que a água camufla a profundidade da falha. Apesar da gravidade do problema, Rubens e Zanatta ficaram felizes com a minha visita e não pararam de rir. Entrei no clima e fiz piada também. É bom saber que sou querido pelas pessoas. Fora as brincadeiras, sentei em frente ao buraco e fiquei observando o perigo.
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