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Da lenda do Pássaro Azul
São José do Rio Preto, 19 de fevereiro de 2006
  Reprodução arquivo  
A primeira versão escrita só aparece por volta de 1918

Nilce Lodi - especial para o Diário

A Lenda do Pássaro Azul foi transmitida oralmente ao longo de décadas. Não é difícil entender o porquê da repetição do relato dos acontecimentos aos familiares e amigos, nas noites enluaradas, em reuniões ao redor da fogueira. Crianças e adultos encantam-se ao ouvir como os personagens se perderam na mata e como foram socorridos naquela dificuldade extrema. Admiram-se com os pedidos de ajuda, manifestações de fé, devoção e confiança. Entusiasmam-se com o desfecho feliz da narrativa. Um acontecimento dessa magnitude não poderia ficar esquecido, mas precisa ser contado e recontado, constantemente. A primeira versão escrita, porém, só aparece por volta de 1918, no artigo "Rio Preto", quando publicada pelo advogado Luiz Fernando Oiticica Lins, no Álbum de Rio Preto. A segunda versão é a do, também advogado, Castro Paes (em 1967), no livro "A Grande São José do Rio Preto". Poucos e raros são os exemplares ainda encontrados das duas obras.

Uma terceira versão, a minha, vem sendo divulgada pela Internet desde 1986 (atualmente no site http://www.ihgg.org.br ) e no livro "São José do Rio Preto - História de uma cidade", editado em 2001. O engenheiro Ugolino Ugolino, em sua "Monographia da Villa de São José do Rio Preto", publicada no jornal de Jaboticabal, Correio do Sertão" nº 43, edição de 24/05/1895, afirma: "A origem da hodierna villa de São José do Rio Preto não está em legendas de viajantes perdidos nas matas, que fizeram votos de doações de terrenos onde se achavam, para ter a graça de descobrir o bom caminho; não, São José do Rio Preto teve uma origem bem determinada em uma festa religiosa que os raros moradores (passeantes) d'aquelle tempo fizeram pela consagração d'uma capelinha hoje igreja matriz da villa, chamando para celebrar esta consagração o padre José Maria de Oliveira, vigário da vara de Araraquara. (...) Ora, ele não aceita a lenda, mas fica evidente que em 1895, portanto há mais de quarenta anos dos fatos nela relatados, Ugolini tomou ciência da tradição oral que embalava as raízes do povoado, que ele denomina "hodierna villa"... Na sua época, a lenda já era passada de geração em geração.

A lenda, porém não fica limitada apenas a textos. Ela vai além. Artistas plásticos como Antônio Hudson Buck de Oliveira e Orlando Fuzinelli abordam o tema em seus trabalhos. Merecem nossa atenção os quatro grandes painéis elaborados por Hudson, a pedido do vigário da Sé Catedral, por volta de 1990-91, no interior do presbitério da Sé Catedral, atrás do altar-mor. No primeiro, ele representa o povoado nascente com sua capela, coreto e algumas casas; no segundo, a revoada de pássaros, tendo à frente o vistoso pássaro azul. No terceiro, o padroeiro São José às margens do rio, e no quarto, uma mescla de Rio Preto em 1929 e no futuro. Na música, o tema também foi abordado; o rio-pretense Fernando Marques escreve no início do século XXI, e grava em CD, a Suíte Orquestral Riopretense -"A Lenda do Pássaro Azul"(Tempo Livre).

Cada um, à sua maneira, narra a lenda de acordo com sua capacidade e gosto. Mas, como as lendas são histórias estáticas, nelas não há muito que acrescentar. Reproduzimos a seguir parte do artigo “Rio Preto”, de autoria de Luiz Fernando Oiticica Lins, a primeira versão impressa da Lenda do Pássaro Azul, publicada no Álbum de Rio Preto, 1918-1919, por se tratar de edição esgotada. Raros são os exemplares à disposição dos estudiosos. Oiticica Lins exerceu a advocacia e foi vereador em Rio Preto, em 1920-1921. Em seu extenso artigo, descreve também a origem do povoamento da região, ressaltando os acontecimentos que fundamentam a lenda. Julgamos oportuno divulgá-lo com o objetivo de colocar ao alcance de todos fatos ocorridos em meados do século XIX.

A história real é mais incrível ainda

Se você achou notável a lenda, espere pela verdadeira história. A história real é ainda mais incrível, através da rica narrativa de Pedro Nava, no Capítulo Oeste Paulista, do livro "O Círio Perfeito - Memórias VI - (Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1983). "Se Araraquara fosse cruzada por duas linhas de latitude e longitude, no alto e para a esquerda do desenho, teríamos delimitada uma zona do solo paulista que ao setentrião separa-se de Minas pelo rio Grande, e um pouco mais para baixo e para o poente, de Mato Grosso, pelo rio Paraná. Dentro desse espaço fica o que se chama indistintamente Oeste Paulista ou Alta Araraquarense, desde que a estrada de ferro desse nome levou seus trilhos a São José do Rio Preto.” Pela leitura de textos de Antônio Tavares de Almeida e Pedro Paulo de Castro Paes, o território que fica cercado pelos rios citados, pelo Tietê, Turvo e pelas terras dos municípios de Jaboticabal, Monte Alto, Bauru, Barretos e Sant´Ana do Parnaíba são exatamente as dos limites de Rio Preto antes das divisões e subdivisões administrativas porque este passou, reduzindo-o ao distrito de sua sede e aos de Engenheiro Schmidt e Ipiguá.

Estes três distritos e mais os atuais municípios de Catanduva, Mirassol (que já teve o lindo nome de São Pedro da Mata Una), Tanabí, Monte Aprazível, Ibirá, José Bonifácio (Serradão), Potirendaba, Cedral, Inácio Uchoa, Nova Granada, Palestina, Pereira Barreto (Novo Oriente), Onda Verde e Talhados eram as extensas superfícies que constituíram no passado o município de São José do Rio Preto - de modo que seu nome corresponde, de modo genérico, a tudo que se chama também Oeste Paulista ou Alta Araraquarense. Apesar de tão retalhada Rio Preto continua a ver gravitando em torno de sua órbita cultural, comercial, bancária e religiosa (sede do mais antigo bispado da zona) tudo que lhe pertenceu geograficamente, pela unidade criada dentro da região por características que apontam o velho município dentro da comunidade de São Paulo. Estas características especiais vêm das seguintes condições: sua colonização feita por mineiros ou, se quiserem, paulistas de torna-viagem, tomadores da posse das terras, populações brancas ou aparentemente brancas, a que se juntaram caboclos machadeiros baianos à época da derrubada das matas - grupo brasileiro de que veio o profundo espírito da terra encontrado pelo emigrante entrado depois.
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