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Instituição
Cáritas Diocesana: solidariedade social e promoção humana
São José do Rio Preto, 13 de setembro de 2009
  Acervo Nilce Lodi  
Dom Hélder Câmara, fundador da Cáritas Nacional

Nilce Lodi

03:15 - Historicamente, a cruz isósceles (de braços iguais) é um símbolo milenar. Talvez tão antigo quanto a história da humanidade. Para vários povos, em épocas diversas, seu significado é similar: “eixo do mundo”, “unidade do todo”, “verdade”. Foi adotada como símbolo da Cáritas, simbolizando em sua forma flamejante o amor e a caridade irradiados de Cristo pela humanidade. A palavra Cáritas vem do latim (caritas, caritatis) que significa caridade. Como instituição, atua na defesa e promoção dos direitos humanos, do desenvolvimento solidário e sustentável e na incidência de políticas públicas, tendo a mística ecumênica como base.

Busca sempre em suas ações servir o ser humano, lutar pela defesa dos seus direitos e contribuir para sua promoção e desenvolvimento integral. Cáritas, reconhecida nacional e internacionalmente como de utilidade pública federal, é sinônimo de transparência e legitimidade. É uma organização que se traduz como o rosto social da Igreja. Foi fundada por dom Hélder Câmara, então secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 12 de novembro de 1956. Nasceu com o objetivo de articular nacionalmente todas as obras sociais católicas e coordenar o Programa de Alimentos doados pelo governo norte-americano por meio da CNBB. Em 1966, a Cáritas Brasileira constituiu-se em entidade jurídica autônoma e já contava nessa época com 184 unidades diocesanas e 5 mil obras sociais filiadas.

Com o término do programa de alimentos, a partir de 1974, a maioria dos Escritórios Regionais e muitas Cáritas Diocesanas fecharam, enquanto outras iniciaram outro processo de organização na perspectiva da promoção humana. Ao longo dessa caminhada, a Cáritas brasileira redimensionou sua prática quanto às prioridades e à metodologia de seu trabalho. Paulatinamente, passou a dar ênfase na construção e conquista da cidadania através de relações democráticas e políticas públicas, articulada com as demais pastorais sociais e com o movimento popular. Seus agentes trabalham junto aos excluídos, muitas vezes em parceria com outras instituições e movimentos sociais. Defendem e promovem a vida. Participam da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situação de exclusão social.


Acervo Nilce Lodi
Cáritas de Rio Preto faz atendimento a adultos e crianças, visando à promoção do ser humano

Em Rio Preto, desde 66
A Cáritas Diocesana de Rio Preto nasceu em 22 de maio de 1966, como entidade sem fins lucrativos, oferecendo atendimento gratuito às pessoas carentes da diocese. A reunião de fundação ocorreu na Paróquia Imaculado Coração de Maria (Vila Santa Cruz), convocada pelo bispo dom Lafayette Libânio. O artigo 1º de seu Estatuto define: “é uma entidade sem fins lucrativos, para exercer atividades de assistência social, de educação de base e de promoção humana das pessoas, especialmente da mãe e da criança, grupos e comunidades econômica e culturalmente mais fracas.” Nela foram aclamados os membros da primeira diretoria executiva:

:: Presidente-nato: d. Lafayette Libânio, bispo diocesano; diretor: Monsenhor Gregorio Nafria; secretário: Dr. Adail Vetorazzo; tesoureiro: José Rambaiolo

:: Conselho Diocesano: Antonio Menogon, Geraldo Justo, José Purini, Oswaldo Scarazza e Matias Pereira Lima. Inicialmente o mandato era de 2 anos, ampliado mais tarde para 4, sendo permitida a reeleição de seus membros, cabendo ao bispo designar um assistente eclesiástico.

Presidente nato:
:: 1966 - Dom Lafayette Libânio
:: 1968 - Dom José de Aquino Pereira
:: 1997 - Dom Orani João Tempesta
:: 2006 - Dom Paulo Mendes Peixoto Presidente da Diretoria Executiva:
:: 1966 - Mons. Gregório Naffria
:: 1968 - Faiez Nametalah Tarraf
:: 1973 - Dr. Carlos Correa Gomes
:: 1979 - Dr. Alfredo Saad
:: 1987 - Arnaldo dell´Arco
:: 1989 - Pe. Nelio Joel Angelo Belotti
:: 1991 - Pe. Carlos Alberto Arantes Bracci
:: 1995 - Pe. Cesarino Pietra Maffi
:: 1999 - Pe. Leonildo Isauro Pierin
:: 2003 - Pe. Luis Caputo
:: 2007 - Pe. Antonio Valdecir Deziderio
Edvaldo Santos
Pe. Valdecir Dezidério, atual presidente da Cáritas Rio Preto

Assistência a crianças e adultos
Em Rio Preto, foram desenvolvidas atividades diversas como a distribuição de alimentos e roupas enviados pela Cáritas Internacional; promoção de curso de datilografia; alfabetização de jovens e adultos; atendimento a centros de educação infantil; a núcleo sócioeducativo para crianças e adolescentes; trabalhos comunitários e atendimento às famílias das paróquias da diocese. Atuou em convênios e parcerias com creches por meio da Pastoral da Criança, colaborando com a redução da mortalidade infantil e no combate à desnutrição. Apoiou projetos de combate à exclusão social - fome, miséria, condições precárias de vida.

Enfrentou dificuldades de subsistência de toda ordem, como a falta de recursos, de pessoal preparado, descontinuidade de programas de distribuição de donativos, bem como a mudança de seus objetivos. Em 1972, passa a ser órgão coordenador e supervisor e de intercâmbio de trabalhos das obras diocesanas. Novos critérios foram estabelecidos para seleção dos necessitados: baixa renda familiar e número maior de dependentes. O atendimento passou a ser feito através de obras filiadas a Cáritas, com média de 30 a 50 famílias matriculadas e selecionadas. As mulheres recebiam orientação nutricional; os homens, aprendizagem profissional e ocupação em trabalhos comunitários e, quando fosse o caso, encaminhados ao Mobral.

De 1966 a 2009, são muitos os exemplos da promoção do voluntariado e de solidariedade realizados em parceria com a Cáritas Regional, Nacional, Internacional e instituições governamentais, em benefício dos mais carentes. Em 2009, a entidade teve que enfrentar o desafio de obter novos parceiros. Entende-se que Igreja, governo, município, órgãos, instituições e lideranças comunitárias, unindo forças, com certeza, transformarão a realidade das pessoas. O município de Rio Preto tem população estimada em 415.508 habitantes, crescimento populacional de 2,14% ao ano. A maior parte das famílias apresenta renda mensal de até 3 salários mínimos, e 20% destas sobrevivem com renda de até 1 salário mínimo, baixa escolaridade e ausência de qualificação profissional.

Diante dessa realidade, a Cáritas de Rio Preto atua em cinco escolas de educação infantil: Osvaldo de Carvalho, Maria Luiza, Silvia Covas, Tacla Said e Nice Beolchi. E executa três projetos: “Projeto cidadão”, “Crescer”, “Casa da família”, coordenados, respectivamente por Sandra Regina Vieira Desiderio, Cleia da Cruz Lima e Nelcides Avero Pereira. A meta do Projeto Cidadão é atingir 680 crianças e jovens na faixa etária de 6 a 14 anos e 11 meses e suas famílias, enquanto o alvo do Projeto Crescer são os membros de 600 famílias, na faixa de 0 a 95 anos.
Acervo Nilce Lodi
Comemoração do Dia das Mães: afirmando valores de família

A luta permanente por justiça social
Em 2009 comemora-se o centenário de nascimento de dom Hélder Câmara, uma das figuras mais admiradas internacionalmente, pela luta por justiça social e amor e dedicação aos pobres. Foi um homem extraordinário, simples na sua vida de cada dia, grandioso em cada palavra pronunciada e em cada um dos seus livros e milhares de manuscritos. Nasceu no dia 7 de fevereiro de 1909, em Fortaleza, Ceará, filho de João Câmara Filho e de Adelaide Pessoa Câmara. Em 1923, aos 14 anos, ingressou no Seminário, ordenando-se em 1931. A partir de 1936, por 28 anos, morou no Rio de Janeiro, onde trabalhou no Instituto de Pesquisas Educacionais, da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Sagrou-se bispo em 1952, na Igreja da Candelária, Rio de Janeiro. Em abril de 1955, tornou-se arcebispo coadjutor da Arquidiocese do Rio. Destacam-se entre suas obras “a Cruzada de São Sebastião, a fundação e atuação do Banco da Providência; a preparação, organização e celebração do 36º Congresso Eucarístico Internacional do Rio (1956); a admirável intuição que lhe inspirou a criação da CNBB, da qual foi o primeiro e eficiente secretário-geral durante 12 anos; a criação com, dom Manuel Larrain e outros, do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam); sua decisiva atuação na preparação do episcopado brasileiro para participar do Concílio Vaticano 2º; a motivação e o compromisso do ‘Pacto das Catacumbas’, tão ligado à evangélica opção preferencial pelos pobres e ao novo modelo de vida de bispos e sacerdotes; seu diálogo aberto e caloroso com líderes mundiais e a sua iniciante prática de ecumenismo, que pouco a pouco vai se firmando nas diferentes igrejas e do diálogo inter-religioso entre diversas crenças, antes inconciliáveis.” (extraído de ‘Por ocasião da celebração de um centenário: duas singelas sugestões’-2009, D. Manuel Edmilson da Cruz).

Participou a convite do papa João 23 do Concílio Vaticano 2º. Em 1964 é nomeado arcebispo de Olinda e Recife e desempenhou papel de resistência à ditadura militar. No Nordeste implantou programas sociais, muitos de combate à fome. Participou em Medellín (1968) da 2ª Conferência do Episcopado Latino-americano. Teve o nome indicado quatro vezes ao prêmio Nobel da Paz, entre 1970 e 1973, mas a candidatura foi cassada por manobra do governo militar. Sofreu calúnias e difamações de setores comprometidos com os militares. Foi defensor dos Direitos Humanos e mostrava na sua vida e pregações a verdadeira humanidade de Jesus Cristo. Afirmava: “Se eu dou comida a um pobre, me chamam de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre, me chamam de comunista”. Morreu em 27de agosto de 1999. Para comemorar os 100 anos de seu nascimento, a Cáritas de Rio Preto promove noite cultural no dia 21 de setembro, às 20h, no Teatro do Colégio Santo André, com participação do bispo de Jales, dom Demétrio Valentini, presidente da Cáritas do Brasil. O evento é aberto ao público.
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