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'Terra Nossa'
Educação ambiental divertida
São José do Rio Preto, 8 de abril de 2007
  Andre Américo  
Victor, Josiane e Deril levam amostras de água coletadas para a escola

Ana Carolina Leal

13:02 - Solo e água. Temas que levaram a professora Vânia Emiko Ito, da etapa final ciclo dois (antiga 4ª série), da Escola Municipal Oldemar Stobbe, a abandonar as aulas baseadas na simples memorização de nomes e informações, e a iniciar trabalhos que aliam conhecimentos e conceitos do dia-a-dia dos alunos. A professora mostra que, mesmo sem ser especialista, é possível planejar aulas divertidas, lúdicas e que atraiam os estudantes. Para tanto, Vânia resolveu ensinar às crianças sobre solo e água usando como base os córregos do Limão e Aroeira. Ambos passam por Rio Preto, mais precisamente no bairro Residencial Gabriela, onde está localizada a escola. Os córregos deságuam no rio Piedade, que em seguida chega ao rio Turvo. Este desemboca no rio Grande, que deságua no rio Paraná e chega ao Oceano Atlântico. A iniciativa teve início no ano passado com a turma de alunos deste ano, que antes estava na etapa inicial ciclo dois (antiga 3ª série). As atividades sugeridas buscam fazer com que as crianças, com idade de 9 a 12 anos, aprendam a identificar os tipos de solos, de vegetação, os seres vivos e a qualidade da água.

De acordo com a professora, no ano passado os alunos coletaram solo e água para experiências realizadas em salas de aulas. A atividade fora da escola também proporcionou aos estudantes saber o nível de poluição desses córregos e a condição das matas ciliares. Passado um mês da coleta de água, por exemplo, os alunos puderam perceber o quanto poluído estão os córregos do Limão e Aroeira. “Foram encontrados dejetos de esgoto”, afirma Vânia. Para este ano, a proposta é coletar plantas para estudar as células. A professora afirma que após a coleta, os alunos analisam o material com ajuda de microscópios, colocam na teoria o que aprenderam na prática e só então é desenvolvido um trabalho de conscientização para com a preservação do meio ambiente.
“É uma maneira de ensinar ciências de forma prática e divertida. Os alunos ficam mais engajados, curiosos e assimilam com maior facilidade o conteúdo”, diz Vânia. Para a realização dessas atividades, a instituição conta com o apoio e orientação do biólogo Fernando Franco Fonseca, coordenador do projeto Escola Temática da Prefeitura de Rio Preto. Ele cede o ônibus para transportar os estudantes e os microscópios.


Andre Américo
Estudantes da escola municipal se preparam para aprender sobre o meio ambiente

Estudantes vão cultivar feijão
Ainda este ano, alunos da etapa final ciclo dois da escola municipal Oldemar Stobbe, no Residencial Gabriela, pretendem cultivar uma plantação de feijão em área ociosa dentro da instituição. O objetivo é envolver os estudantes desde o plantio desse alimento até a importância dele na nutrição. O consumo em quantidade média de feijão está associado a diminuição no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e obesidade. A professora responsável pela classe, Vânia Emiko Ito, diz que o alimento será consumido pelos alunos na escola. “A idéia é explorar assuntos como alimentação correta, ensinar os estudantes a calcularem o período de crescimento do feijão, falar da importância do solo e do racionamento da água. A aula prática será usada por todas as disciplinas”, afirma. Antes dos estudantes colocarem a ‘mão na massa’, um agrônomo vai preparar a terra e orientar os alunos sobre como plantar.

A escola já tem as sementes para o plantio. Os grãos, de vários grupos, foram doados pelos estudantes. A escolha pelo alimento foi motivada pelo crescimento rápido, de acordo com a professora. O engenheiro agrônomo Roberto Pires de Albuquerque, do Núcleo de Produção de Sementes de Rio Preto, diz que o período de crescimento do feijão depende muito do tipo. As variedades do grupo Carioca, por exemplo, um dos mais consumidos no Estado de São Paulo, começam a florescer em 30 dias. A colheita ocorre dentro de, no máximo, 90 dias.
Andre Américo
Professor e alunos fazem a coleta da água em córrego de Rio Preto

Atividades despertam interesse
A possibilidade de conhecer, agir, dialogar, interagir em grupo e experimentar atividades fora da sala de aula agradou os alunos da etapa final ciclo dois (antiga 4ª série), da Escola Municipal Oldemar Stobbe. Segundo eles, aprender ciências dessa forma passa a ser uma tarefa muito fácil e prazerosa. Josiane Aparecida Miranda da Silva, 9 anos, por exemplo, diz ter adorado a experiência de coletar camadas de solo às margens dos córregos do Limão e Aroeira. De acordo com ela, foi mais fácil identificar os tipos e aprender as diferenças dos solos. A estudante diz que por meio da aula prática aprendeu que existem três tipos de solos.

O arenoso (possui uma quantidade maior de areia do que de outros componentes), argiloso (pouco permeável e bem menos arejado) e humífero (de aspecto escuro). “Guardei as informações com mais facilidade.” Victor Gustavo de Moraes Santos, 9 anos, também aprovou a criatividade da professora Vânia Emiko Ito. “É mais gostoso aprender na prática. Foi muito legal a aula em que coletamos solo e água. Sair da escola deixa os alunos mais entusiasmados.” O também estudante Deril Lopes, 10 anos, concorda com o amigo. “Além de ser mais divertido, fica mais fácil assimilar o conteúdo.”
Edvaldo Santos
O biólogo Arif Cais mostra a poluição e a degradação do córrego Piedade

Córregos da região são estudados
Os córregos do Limão e Aroeira deságuam em um dos rios mais poluídos da região de Rio Preto, o Piedade. Análise realizada em maio do ano passado por biólogos da Unesp mostra a presença de espumas, óleos e sólidos na água, além de grande quantidade de lixo tanto no habitat interno quanto nas margens do rio. Há ainda numerosos pontos de floração de algas verdes, típicos de locais que recebem grande aporte de matéria orgânica. A poluição do Piedade se agravou quando o Ministério Público firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Prefeitura de Mirassol para afastar o esgoto do município e providenciar o tratamento, há quatro anos. A Prefeitura construiu, então, um emissário a seis quilômetros da cidade, na divisa com Rio Preto. De acordo com o biólogo Arif Cais, a água que chega até o final desse emissário é transparente e aparenta não estar poluída. No entanto, no encontro dessas águas com o rio Piedade a turbidez é total em função da grande carga orgânica que o emissário conduz.

O também biólogo Luiz Dino Vizoto afirma que para recuperar o rio seria necessário transferir o emissário de Mirassol para Rio Preto ou ainda fazer uma subestação de tratamento de esgoto. As hipóteses, no entanto, ainda não foram cogitadas pelas prefeituras de Rio Preto e de Mirassol.Em julho do ano passado, o Ministério Público de Rio Preto instaurou procedimento preparatório de inquérito civil para avaliar as péssimas condições do rio Piedade. O promotor de Meio Ambiente de Rio Preto, Carlos Romani, arquivou o procedimento. Segundo ele, o problema já foi sanado.

ARTIGO:
Andre Américo
Professora Vânia Emiko Ito, da Escola Municipal Oldemar Stobbe

Consciente do papel de educar
Estamos no século XXI e a evolução dos conhecimentos são pré-requisitos para uma sociedade crítica e que atue comresponsabilidade. Épor meio deste princípio que a educação deve ser considerada. Cabe ao educador proporcionar conhecimentos, diversificar metodologias e estimular a curiosidade dos alunos. Pensando assim, a E.M. Oldemar Stobbe – Prof. Zizo vem desenvolvendo trabalhos em Ciências Naturais e Meio Ambiente, no sentido da construção de uma proposta de ensino em que os alunos tenham oportunidades de vivenciar situações para levantar hipóteses, analisar fenômenos e desenvolver conceitos e habilidades. Iniciamos nosso trabalho, com a abordagem dos temas: água, solo e seres vivos. Na oportunidade, os alunos do Ciclo II, EtapaFinal, puderam conhecer o entorno dos bairros em que moram, onde existem nascentes dos córregos Aroeira e Limão. São córregos que deságuam no Rio Piedade, em seguida no Rio Preto, Rio Turvo e, finalmente, no Rio Paraná. Objetivando desenvolver olhar crítico em relação a conservação dessas nascentes, a manutenção de suas matas ciliares é fundamental para preservação do ecossistema e que garante a qualidade da água em suas residências. As crianças coletaram materiais como água e solo, fizeram análises através de microscópio e discutiram a situação do meio ambiente. Por meio de experiências verificaram a existência de águaemsolos aparentemente secos, constatando a poluição da água. Posteriormente, coletarão plantas aquáticas, nas quais facilmente observa-se a célula na sua formação; o que desencadeará temas que giram em torno dos seres vivos. Outro momento do trabalho será o de plantio de várias espécies de feijão, onde acompanharemos todo o processo desde o preparo do solo, desenvolvimento entre as espécies até a colheita. Estudaremos os nutrientes e a contribuição deste alimento para o nosso organismo; introduzindo os estudos sobre o corpo humano. Umtema sempre desencadeia outros. Outras disciplinas serão envolvidas e os alunos aprendem a estudar Ciências e Meio Ambiente de forma prazerosa. São naturalmente desenvolvidos outros conhecimentos, como exemplo em Matemática (cálculos de tempo de trabalhos e investigação), em História (história dos primeiros habitantes destas localidades, a formação dos primeiros núcleos populacionais), emGeografia (localização, tipos de solos, clima e vegetação) e em Língua Portuguesa, as pesquisas e os registros, além de todo trabalho de registro de imagens feitas por meio de desenhos, fotos e filmagens; dando maior significado a aprendizagem. Ressaltamos a participação dos alunos, suas dúvidas, curiosidades e sugestões e discussões que possibilitam a formação de uma consciência ética e social, destacando a colaboração da Escola Temática (CIC Itinerante) e do professor Fernando Fonseca.





Vida sustentável:


>> Confira dicas e informações que podem ajudá-lo a deixar a cidade mais limpa e, assim, diminuir a poluição e as graves conseqüências que ela traz para o meio ambiente

:: Ao notar esgoto a céu aberto sendo lançado em via pública, deve-se exigir providência dos órgãos competentes. Em paralelo, também é muito importante mobilizar a comunidade (associações de moradores e condomínios, entre outros) e entrar em contato com a imprensa local para que o problema seja divulgado

:: Denuncie a um órgão de defesa do consumidor os casos de conserto ou reparo na rede pública onde verificar negligência na execução por parte da firma responsável. Cobre de seus representantes (por meio de cartas, e-mails e telefonemas, entre outros) medidas que ajudem na preservação ambiental. É seu direito

:: Una a comunidade. Atividades comunitárias mobilizam, mantêm ou aumentam o interesse público. Uma boa maneira de fazer com que suas idéias sejam conhecidas dentro da comunidade é reunir as pessoas em associações públicas e promover pequenos eventos como feira ambiental, plantar sementes, limpar uma nascente e catar lixo no parque

:: Aprenda e estimule as crianças a cuidar do nosso planeta: procure ter plantas em casa e cuide delas com carinho

:: Não compre objetos produzidos a custa de trabalho infantil, abuso de animais ou de empresas não comprometidas com o meio ambiente

:: Faça o replantio de árvores, crie canteiros de flores, entre outros

:: Denuncie ameaças de poluição ambiental

:: Dê o primeiro passo e mostre por que é importante para as pessoas aprenderem a separar o lixo reciclável

:: Evite comprar móveis feitos com madeiras de lei (mogno, por exemplo), a não ser que se tenha certeza que a matéria-prima foi proveniente de áreas de extração controlada e renovada

:: Não fique tentado a trocar você mesmo o óleo do motor de seu carro e jogá-lo no ralo. Este óleo vai chegar com certeza a um rio e até, no mar, podendo causar muitos danos. Entre eles a morte de mariscos, mamíferos e aves marinhas

:: Verifique se as luzes estão desligadas ao sair de casa ou do trabalho

:: Cultive plantas que necessitam de pouca água (bromélias, cactos, pinheiros, violetas)
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